A esperança realmente é verde.

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Parábola do homem comum, o futebol é como se fosse a arte desenhada pela complexidade do movimento e da ideia quando ginga.

Roubo os versos de Chico Buarque não a toa, mas porque o futebol é música, é cinema, é poesia, é solidariedade, é arte, é livre, é mundo.

A poesia do futebol produz cinema de Ken Loach em busca de Eric ou nomeando Joe.

A ginga da ideia do futebol produz a arquitetura de versos de Chico Buarque, a epifania de Novos Baianos, a africanidade de Jorge Ben.

O futebol tira a cidade inteira numa tarde bonita só para o ver jogar.

O futebol ensina que mesmo em modernidades e capitalização de seus mundos, estádios e festas há ali o menino (E a menina) atrás da bola.

Para carro, para tudo quando já não há tempo.

E o futebol perde a vida atrás da bola.

Porque a arte de entender-se uno em imaginadas comunidades que vestem as mesmas cores permite-nos saber a paixão de outras cores.

Aquele jogo, aquele dia, aquela bola, aquele gol, aquela perda, aquele luto.

O futebol metaforiza a coletividade que de passe em passe chega ao uníssono chamado gol.

O futebol é o acorde perfeito maior.

Quem dera todo mundo pudesse brilhar num cântico todo o tempo como muitas vezes faz no futebol.

O rude e violento esporte bretão é doce, como morrer no mar, a ponto de transformar o universo em uma metáfora verde de um esperanto chutado a gol.

A tragédia fez da Chapecoense mais que um time, mais que um clube, mas uma metáfora do esperanto que nossos corações esperavam pra saber-nos decentes, humanos e solidários, é a síntese do passe, da arte, da bola, do gol.

A verde cor do sonho refez através da tragédia seu símbolo de esperança.

Somos todos hoje um só, unidos na dor de imaginar-nos sem aqueles que nos simbolizam cotidianamente, solidários na dor de saber o que a perda significa, inteiros na cor verde que nos mostras que a dor nos fez melhores.

E essa metáfora nos ajuda a rebolar pra continuarmos meninos que na rua continuamos numa pelada.

E essa dor nos faz meninos, humanos, verdes, vivos.

E o futebol fez do mundo um sonho brasileiro.

E quem não chora?

Só se não for brasileiro nessa hora.

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O futuro do Fluminense passa por Roger Machado

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Pedro Abad na entrevista coletiva que deu após ser eleito presidente do Fluminense para o próximo triênio de a declaração mais acertada que um presidente poderia ter dado: “Meu sonho é ter Roger Machado como técnico do Fluminense”.

Essa declaração se junta à ênfase do papel de Marcelo Teixeira no futebol e da necessária profissionalização do departamento com uma hierarquia composta por vice-presidência de futebol, direção executiva e gerência de futebol, compondo um quadro de avanço em relação a gestão Peter.

Tive uma relação bem complicada com a candidatura Abad e vim a apoiar Mário Bittencourt, mas jamais poderia deixar de ver com bons olhos que o presidente eleito não seja nem parte do passado como Celso e Gonzales (apesar de Gonzales fazer parte do MR21 que veio a apoiar Abad, embora pareça que tenha sido derrotado no interior deste movimento).

Além disso, Abad e Mário Bittencourt representavam, ambos, um tipo de gestão que partiria do que Peter deixou de legado pra corrigir suas falhas no Marketing e no Futebol, ao menos ambos pregavam exatamente isso apontando cada um à sua forma uma necessidade de reestruturar ambas as áreas negligenciadas pro Peter nos seus dois mandatos.

Não vi detalhadamente os planos de Abad e sempre tive dificuldade em vê-los detalhados como vi os de Mário e tenho lá minhas desconfianças, mas, pelo menos no futebol, o plano de Abad não se distancia tanto do de Mário com uma estrutura profissional de gerenciamento, um conselho consultivo e a presença de Teixeira como homem-forte.

Há notícias de Pedro antônio como vice de futebol, Marcelo Teixeira como diretor Executivo, Fernando Gonçalves ou Alexandre Torres como gerente de futebol.

Acho que Pedro antônio tem uma enorme habilidade, a de tocar projetos complicados e a meu ver seria interessante que ele tocasse o projeto do estádio, não acho que colocar PA no futebol seja prudente. Já deixou claro que tem fortes ambições políticas e é essa área a mais sensível a pressões políticas. PA inclusive faria o que acusaram Mário de fazer sob Peter, sem a menor sombra de dúvida. O ideal seria deixá-lo fora do futebol.

Pra mim a estrutura seria essa com outros nomes.

Precisamos de um vice-presidente de futebol incontestável e pra isso eu chamaria o Parreira, inclusive como forma de literalmente apressar a ideia de união pelo Fluminense pregada por todas as chapas no minuto seguinte pós-eleição. A partir de Parreira como Vice-presidente não remunerado colocaria o Teixeira de diretor executivo e o Alexandre torres de gerente de futebol, aproveitando inclusive que Teixeira e torres vêm de uma cultura gerencial ligada ao Manchester United, deixaria o Fernando Gonçalves quieto no canto dele no Flamengo, evitando problemas no Flu e com o Fla.

A partir dessa estrutura definiria com o Roger Machado pra ontem de tarde às sete da manhã e pra tocar um projeto de longo prazo, pelo prazo do mandato Abad inteiro, com total apoio do presidente e toda a estrutura, dane-se os resultados imediatos.

Roger é a cara do que o Flu precisa, teria um bom elenco na mão e uma fonte inesgotável de recursos em Xerém.

O futuro do Fluminense passa por Roger Machado tanto pela sua concepção de organização tática ser a cara dos elencos que produzimos a partir de Xerém, quanto pela cultura de organização e gerenciamento de futebol banhada pela similaridade com Tite, ecoando na cultura de organização do Marcelo Teixeira e que também produzimos em Xerém.

Além disso Roger tem um diálogo rico com a base e poderia ser de fantástica contribuição pra nossos técnicos e jogadores do profissional ao fraldinha, quanto pro projeto Samorin e tudo o que ele simboliza.

O Fluminense necessita de um choque de profissionalismo no futebol e Abad começa bem ao sonhar com Roger e empoderar Marcelo Teixeira, necessita concretizar isso organizando o futebol de forma profissional e que trabalhe no longo prazo, pensando o futuro.

Pra isso nada do populismo dos reforços a qualquer preço.

Precisamos de reforços? Precisamos de um técnico.

O elenco do Fluminense é igual ou melhor aos elencos do Botafogo e Atlético Paranaense, mas ambos tiveram técnicos de razoáveis a bons, modernos e que exploraram ao máximo a força de seus times. O Fluminense não, teve um técnico que conseguiu não usar Fred e Diego Souza, mandar jovens talentosos pra outros clubes e pedir reforços que nunca usou.

Teremos Sornoza e Orejuela, que chegam para serem titulares. Eles, junto com Douglas, Scarpa e Cícero, formam um meio campo moderno e de respeito.

No ataque temos Wellington, Richarlisson, Pedro, Maranhão, a volta de Michael, Dourado, etc que formam, cada um a seu modo, um ataque rico de opções. Os quatro primeiros são tecnicamente de bons a excelentes, mas se perderam na bagunça tática e na pouca habilidade do medalhão caro trazido pra agradar uma torcida tola. Michael é o melhor centroavante que Xerém produziu nos últimos anos junto com Pedro, ambos melhores que Dourado, e tem tudo pra ser um excelente reforço.

Dourado é bom reserva, mas seria interessante discutir se ele deve permanecer ou não, com Michael voltando não faz sentido mantê-lo. Pedro e Michael são centroavantes com características parecidas às de Dourado e de melhor qualidade técnica.

Na defesa temos Henrique, Nogueira, Renato Chaves, Gum e Alan Fialho. Se Gum sair perdemos em experiência, mas exceto Fialho, que não conheço, os demais são melhores tecnicamente que ele e similares ou melhores em rebatidas e posicionamento.

Eu manteria Gum no elenco, é capitão, líder, bom zagueiro e tem uma excelente postura profissional. A má vontade de mídia e torcida com ele na maioria das vezes ignoram as situações que o sistema defensivo põe em cima de todos os zagueiros do Flu desde 2012. Mas Gum por seu papel na história do Flu também deve ser preservado e por isso entendo que ele venha a sair e até apoio se for bom pra ele economicamente e pro clube.

Sem Gum, eu subiria da base um quinto zagueiro pra junto de Renato chaves, Henrique, Nogueira e Fialho ser trabalhado e disputar posição. Não faz sentido contratar zagueiros sendo a média disponível no mercado de qualidade igual ou inferior ao que temos em casa. Arthur volta, mas não vem bem dos empréstimos, eu doaria pro Botafogo.

Nas laterais teremos a ida de William Matheus e Jonathan, mas teremos a volta de Léo Pelé e de Renato e a manutenção de Wellington Silva, Julião e Ayrton, além de podermos contar com Breno Caetano de jovem valor da base. Tentaria subir mais um ou dois laterais pra direita e esquerda e testá-los com o elenco. Caso fosse necessário buscaria um reserva para Léo e Wellington Silva pro Brasileiro, pois titulares temos.

Wellington Silva titular? Sim, foi líder de desarmes no Fluminense e o maior responsável pela solidez defensiva do time quando a defesa era uma das melhores do campeonato até o Levir pirar e mudar a cada dez dias a estrutura do meio campo, destroçando qualquer mínima organização tática possível.

Aliás, a perseguição a Gum e WS foi injusta também por isso: Louvava-se Pierre e Edson como contenção enquanto eles eram parte fundamental do desastre tático do time do Fluminense. Com eles perdíamos qualidade de saída de bola, tínhamos mais rebatidas e perdíamos sempre o meio campo.

Léo foi bem no Londrina, Renato foi muito bem no Avaí jogando no meio, o que abre espaço pra ele jogar em outra posição e também ser usado como lateral.

No Gol eu daria chance pro Marcos Felipe, manteria Cavalieri como mentor e líder e mandaria o Júlio César passear.

Com esse elenco e Roger Machado com a estrutura que temos e tempo pra trabalhar, blindado e com suporte pra ficar o tempo que quiser teríamos no mínimo uma vaga pra Libertadores no fim de 2017.

Qualidade técnica temos, estrutura temos, precisamos de organização tática, ideias modernas, time jogando com a intensidade que o futebol atual exige e que aproveite a juventude e a boa técnica de nossa base e do elenco que temos.

Roger é fulcral pra isso, é central pra explorarmos ao máximo Xerém e o elenco que temos que foi subutilizado e desvalorizado pela ansiedade de uma gestão temerária do futebol e por técnicos obsoletos ou escolhas desastradas de reforços como R10.

Os únicos capazes do que Roger pode fazer e que trabalharam no Fluminense foram Enderson e Eduardo Baptista, que foram fritados pela junção de pressão política suicida com má gestão do futebol.

Com a nova gestão apontando pra profissionalização e modernização do futebol é fundamental que Roger seja contratado e que conquiste o respaldo pra ter o tempo necessário para que use nosso elenco da forma mais rica possível.

Veja o que Roger fez com Luan, Éverton, Pedro Rocha, como descobriu Geromel, etc, produzindo não só bons jogadores, mas ativos pro clube.

Roger é central para o novo Fluminense, e Abad sabe disso, espero que concretize seu sonho.

 

Porque apoio Mário Bittencourt e como a campanha Abad me direcionou pra esse apoio

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As eleições pra presidente do Fluminense se direcionaram de uma forma bastante confusa.

Muito ad hominem, muito ataque, muito pouca proposta, menos ainda transparência.

Reagi de forma absolutamente contraditória nesse ano a estas variáveis e confesso que oscilei demais entre os candidatos, minha única convicção era e é que Celso Barros e o movimento MR21 que conta com Antônio Gonzales (Vice de futebol entre 1997/1998 e que nos levou à série C, ex-Força Flu, além de haver indícios de ser parte dos protestos cotidianos que infernizaram o clube nos últimos dois anos) eram a manifestação do atraso, um recuo no Fluminense que se organizava pós Horcades, com um trabalho excepcional de Peter Siemsem como artífice dessa construção.

Trengrouse possuía uma série de boas ideias, mas seu passado relacionado a Eduardo Vianna, o famigerado Caixa D’água, e ele ter entre sua base de apoio o MR21 de Gonzales, me afastava dele, e mais, me fazia me sentir à vontade em atacá-lo exatamente por esses dois aspectos. Até sua fuga no tratamento dessa questão política era um problema, ele jamais enfrentaria a questão de sua base de apoio.

E esse elemento ajudou ao Flusócio que usava esse medo e essas questões como gasolina para sua tática em toda a campanha: Desmontar os concorrentes com o máximo de propaganda negativa sobre eles e o uso de Peter Siemsem como garota propaganda, colocando Abad como “candidato da continuidade”.

Confesso que caí nessa.

Meu candidato inicialmente era o Mário, mas fui convencido pelo Flusócio que Mário era um perigo, que só ele administrou mal o futebol nos últimos anos e que Abad era o único que poderia manter o melhor da administração Peter.

As ações da campanha de Abad foram bem eloquentes, o lançamento da candidatura com Peter apoiando, o projeto de estádio, etc, a própria retórica do candidato, a relação da oposição com a administração Peter e todos os ataques e protestos cotidianos, a pressão absurda da oposição no cotidiano de atletas e técnicos, do futebol, também, tudo isso ajudou a Abad, criou em torno dele uma defesa das conquistas da administração Peter, e todo o resto como adversários.

Nos posts anteriores coloquei várias vezes que era ótimo que existissem candidatos como Abad, Trengrouse, Cacá e Mário, que todos melhoravam o pleito, colocavam homens honrados na disputa e propostas modernas de administração do clube. E isso permaneceu até que a dança das cadeiras da sanha pela cadeira de presidente, e pelo medo de Celso e Mário, produzissem entre Trengrouse, Abad e Cacá uma candidatura só e com ela o MR21 de Antônio Gonzales e todo o atraso que vem com ele, da truculência enquanto arma política à relações complexas com as organizadas, além de tudo o que ele fez enquanto vice de futebol em 1998.

Enquanto isso Mário organizava sua candidatura com Tenório com base no que fizeram em 2009 e depois com as ações já na organização do futebol com a transição da saída da Unimed em diante. Organizava propostas e críticas ao sócio futebol, às ações no futebol, etc, sem jamais entrar na lama dos ataques cotidianos que Flusócio entendeu que é a principal arma contra seus adversários.

Até que Mário virou o principal adversário pro Flusócio e Abad e desde lá Peter, PA, Abad e Flusócio não medem esforços para a maior quantidade de ad hominem possível para atacar Mário.

E usam as redes sociais do clube para fazerem campanha, e terceirizam sempre a culpa sobre os erros do futebol a Mário, a Celso, ao vento, à grama, nunca a Peter. Peter era o que? Filho da Xuxa? Não era o presidente?

Só Mário errou no futebol em 2015? E em 2013 quem Peter culpa pelo rebaixamento? Porque fomos rebaixados em campo, não fosse os “erros” da Portuguesa e do Flamengo quem cairia seria o Fluminense, e ali Mário teve papel fundamental, sem o clube estar ali, através de Mário, cairíamos. Claro, outro advogado também seria papel central, mas Mário foi, e Peter reconheceu isso em 2015, fundamental para estarmos no tribunal, parte da diretoria era contra (e respeito as razões, a imagem do clube estava e está em jogo).

E em 2016? Mário errou contratando Diego Souza, Richarlisson (Repetidamente convocado pra seleção sub-20) e Renato Chaves pra junto com Fred e Cícero serem a base de um elenco jovem e talentoso? Mário errou mantendo o ótimo Eduardo Baptista que levou a Ponte Preta com elenco muito pior que o nosso a um lugar melhor na tabela, com uma excelente organização tática? Mário foi demitido por, segundo Peter, ter demitido Baptista, mas jura que Peter não participou da demissão, tendo meio Flusocio pressionando desde fevereiro para sua queda e usando como “estatística” o pior turno da história dos Pontos corridos, mesmo EB tendo assumido apenas em outubro, a oito rodadas do fim, já na reta final do turno? Jura que a demissão de Eduardo Baptista e a vinda de Levir não faziam parte de um plano de futebol onde Fred e Diego Souza sairiam e teríamos um time jovem com um medalhão como a torcida queria e por isso foi blindado mesmo com nove meses sem dar organização tática ao time?

A saída de Fred e Diego Souza não são culpa do Mário, ele havia sido demitido, a quem o Flusócio vai culpar, o mesmo Levir que foi blindado por eles até não termos mais chance de libertadores?

E a não ida á Libertadores é culpa do Gum, do elenco, como a torcida burra adora ou é do Peter?

Enquanto isso Celso avança.

E vi os debates. Abad não sobressai como gestor, não tem nenhum programa, nada, não sabe o que fazer do futebol, nem como vai organizar o estádio, não tem nada de argumento e base nisso. Mário ao menos apresenta uma plataforma de gerência do futebol, dos esportes olímpicos, da piscina, de Xerém, até do Samorin. Abad via de regra sequer explica as questões pertinentes sobre o pagamento a Pedro Antônio ou o Samorin ou reforços, se já foram pagos, quanto vai ser pago.

Pior, atacam Mário dizendo que ele era a favor de “fechar Xerém” sendo que o elenco base dele era Xerém e mais jogadores experientes, foi com Jorge Macedo que Xerém perdeu espaço pra Dudu, Maranhão, Henrique Dourado. Foi Levir e Macedo que emprestaram Daniel, Marlon, Robert, Eduardo e Léo. Tínhamos quatro zagueiros de qualidade: Gum, Henrique, Renato Chaves e Marlon, hoje temos três, e Marlon está sendo rifado em Barcelona. Robert foi emprestado a Deus e o mundo e estamos perdendo o jogador, cujo talento é absurdo, e que vinha tendo chances dom Eduardo Baptista e redemonstrando potencial.

E o sócio futebol, qual o programa de Abad? “Tem de rever!” não é resposta, Mário responde.

Flusócio e Abad atacam Mário por seu projeto de estádio, porque só o que Peter assinou tem valor,mas.. Por que? Não argumentam. Mário jamais disse que havia assinado protocolo de intenções enquanto presidente do clube, mas enquanto pessoa.

E a “empresa de agenciamento de jogadores de Mário Bittencourt”? Se for fato, Peter é cúmplice, e se não sabia é inepto, Abad já estava no conselho fiscal quando Mário foi vice-presidente e se é fato o que ocorreu Abad também é inepto ou prevaricou, jura que vão seguir neste raciocínio? Sobre as contratações é a mesma coisa, Peter era animador de festa infantil ou presidente do Fluminense quando elas ocorreram? Vão me dizer que Peter disse “O que você decidir tá bom” sobre Mário estar entre Robinho e R10 e que isso é uma resposta ok para um presidente do Fluminense?

E acredito em Mário, que ele jamais atuou  como agente de atletas ou faturou com isso, como acredito em Peter quando era presidente do Flu E sua empresa advogava para a Unimed, que processava o Flu.

Jura, Flusócios e Abad, que todas as enormes e gigantescas cagadas de Peter no futebol são sempre culpas dos demais?

E o uso da máquina é constante, abjeto, as relações políticas de um fisiologismo e politicagem insustentáveis. Tudo o que Peter construiu de moderno degenerou numa lama só.

Tenho diversas críticas a Mário enquanto gestor do futebol, que assim como todos os outros não tem a menor ideia do perfil de gestão tática que o Fluminense vai ter e precisa, mas ele sempre foi honrado na defesa do Fluminense.

E me assusta ter percebido o quanto eu estava cego na percepção de como Peter e Flusócio usam de forma absolutamente instrumental as pessoas no Fluminense. Vices de Marketing, vices de futebol, e até a Unimed, todos eram ótimos quanto ajudavam aos planos de Peter e Flusócio, saíram? Divergiram? Liga-se o lança-chamas. A quem essa gente é leal?

Como confiar numa gestão que se diz continuidade de uma gestão que enlameia seus acertos com uso das redes sociais do clube na campanha de seu candidato? Como confiar em um grupo político que se alia a quem atacou durante meses a fio de forma absolutamente agressiva? Como confiar num presidente que não pode representar o clube diante de órgãos públicos por um impedimento ético em seu trabalho e sugere que quem vai fazer isso serão Peter e Pedro Antônio?

Confio em Mário, sempre confiei, confio em Parreira, Simoni e vi a quantidade de gente que Peter incinerou nestes seis anos.

O Fluminense precisa de uma gestão séria, honrada e que não traga consigo o passado por súbita fome de manutenção de poder.

E com Celso, Mário e Abad teremos um conselho deliberativo que diferente dos anos anteriores terá várias facções, o que exigirá habilidade, nem Peter e nem Abad as tem.

Por isso apoio Mário.

 

A defesa institucional do Fluminense, as mídias e o futebol brasileiro

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A gestão Peter Siemsem é sempre cobrada a defender a instituição Fluminense e quase sempre de forma categórica, quando não jocosa.

Especialmente desde 2013 a obrigação de defender o Fluminense por Peter Siemsem virou uma cláusula pétrea, quase que um recurso infinito por toda a sorte de torcedores e forças políticas no clube.

E sim, é obrigação do presidente do clube ser um defensor enfático do mesmo.

A questão é pensar um pouquinho fora da caixa e entender os fenômenos que circulam o Fluminense desde 1996 e o quanto o clube foi cúmplice do desmoronamento de sua imagem na opinião pública.

Vejam bem, o Fluminense não foi mais beneficiado na história do campeonato brasileiro e do próprio futebol brasileiro que o Grêmio, o Corinthians, o Botafogo, o Inter, o Clube Atlético Paranaense, o Santos, o Vasco.

Qualquer busca série sobre rebaixamento vai achar polêmicas a respeito da distorção do regulamento do descenso no brasileiro desde pelo menos o fim dos anos 1970. Palmeiras, Santos e Vasco foram beneficiados por mudanças nos regulamentos; Flamengo e Inter em 1987; poderiam ser punidos por terem cometido WO ao não disputarem as finais contra Guarani e Sport por conta das divergências entre CBF e clube dos 13 (a mesma polêmica sobre o título brasileiro de 1987); Grêmio foi beneficiado pelo aumento do número de participantes na série B de 1993; Botafogo e Internacional deveriam ter caído em 1999,mas foram beneficiados pelo caso Sandro Hiroshi, que causou o caos no futebol brasileiro a partir da contestação judicial do Gama e deu na Copa João Havelange, organizada pelo clube dos 13 e que içou o Fluminense e o Bahia ao módulo onde estavam os demais clubes da série A, que abria mais vagas às finais, mas que a rigor não teve divisões, foram todas as divisões unidas em módulos com vagas diferentes às fases finais e que permitiram ao São Caetano ser vice-campeão naquele ano.

Essas informações podem ser encontradas aqui, aqui e aqui.

E o que isso tem a ver com a defesa institucional do Fluminense? Tudo.

Porque desde sempre ocorreram viradas de mesa que beneficiaram um sem número de clubes, mas desde 1996, quando envolveu o Corinthians, com uma cobertura midiática gigantesca, o Fluminense virou a Geni do futebol brasileiro em caso de crise.

Em 1996 cairiam Corinthians e CAP, por manipulação de resultados, além de Fluminense e demais rebaixados, mas pra evitar a queda do “Timão” a CBF, com a anuência de todos os clubes da série A, optaram por mudar as regras e não rebaixar ninguém, permitindo o acesso apenas de quem subiu da série B.

Mas quem virou a mesa? Pra opinião pública o Fluminense, com o ornamento de Álvaro Barcellos estourando champagne.

Depois de ser rebaixado novamente em 1997 pra série B e em 1998 pra série C o Fluminense se reergue a duras penas em 1999 sob a direção de David Fischel na presidência e de Carlos Alberto Parreira na direção técnica, empréstimo de prestígio, reforma no vestiário, etc.

Lutando como poucos o Fluminense venceu a série C. Lutando também contra a pecha de “rei do tapetão” ao corretamente denunciar o São Raimundo por escalação irregular de jogador naquele brasileiro.

Lutando no campo e fora dele o Fluminense subiu pra série B e a disputaria se o caso Sandro Hiroshi não causasse o caos que fez o Brasileiro ser disputado por 116 times.

Essas colocações todas são feitas diuturnamente pela torcida do Fluminense e essas informações estão disponíveis cotidianamente na internet com as mais variadas fontes possíveis, mas porque a imprensa insiste em atacar o Fluminense como “Rei do Tapetão”?

Poderia listar inúmeras razões, do baixo nível técnico médio do jornalismo esportivo à desonestidade intelectual, passando por linhas editoriais favoráveis ao “passapanismo” com relação a clubes que dão mais audiência às emissoras. O fato é que raros são os profissionais como Sérgio Xavier Filho, PVC, Mauro Betting, Leonardo Bertozzi que saem do selo Alexandre Oliveira, Gian Oddi e Diogo Oliver de “qualidade”.

A questão também passa pela defesa institucional do Fluminense, algo que voltou a ser necessária a partir de 2013, quando por causa do erro da Lusa o Flamengo não disputou a segunda divisão de 2014.

E essa defesa é cobrada apenas da gestão Peter Siemsem, ignorando que desde 1996 os ataques ao Fluminense foram e são recorrentes, diante de qualquer busca que o clube faça por seus direitos nos tribunais, e nunca essa defesa foi feita.

Sim, Peter falhou gigantescamente ao adotar a mesma tática das gestões anteriores esperando que o Fluminense fosse respeitado como os demais clubes, algo que não ocorreu. Porém, desde 2014 o Fluminense tem uma defesa institucional, e coletiva por parte da torcida, digna de seu tamanho.

O clube não esmorece deixando claro que a posição de Geni pode até ter colado antes, mas que agora tem defesa e a torcida idem, porque oposição e parte da torcida ignora essa feroz defesa institucional recente? Apenas política ou ignorância também?

Nunca tivemos defesa institucional desde que caímos em 1996. O clube jamais se pronunciou de forma enfática contra a fama, jornalistas tricolores jamais se posicionaram, escritores idem, porque apenas Peter recebe a cobrança, sendo que foi o único que moveu enquanto presidente essa defesa?

É importante salientar que pro Fluminense o rebaixamento foi duro em diversos aspectos. O contexto de clube esfacelado em 1996, a tomada do poder por forças com objetivos escusos, a ideia de ter passado do clube portador da taça olímpica à ameaça real de deixar de existir em 1998, tudo isso pesou demais pro Fluminense e sua torcida terem passado o inferno e terem focado praticamente todas as forças possíveis na retomada do poder esportivo, com enorme auxílio da Unimed.

De 2000 em diante a retomada esportiva foi o foco do clube, acreditou-se que após o título da Copa do Brasil de 2007, Brasileiros de 2010 e 2012 todo o passado teria sido deixado pra trás e o respeito demonstrado, a contragosto, pela opinião pública formada pra tratar o Fluminense como sub Olaria estaria consolidado. Até que em 2013 a Lusa salvou o Flamengo e assim como em 1996, quando o Corinthians foi salvo do rebaixamento pela mudança de regras, foi necessário usar o suspeito de sempre pra livrar mais um queridinho da lama.

E o Fluminense é sempre o suspeito preferencial.

A questão é que antes, de 1996 a 2013, o clube estava tão preocupado em esquecer o passado que achou que a tempestade havia passado, hoje sabe que não passa ou passará e a cada lura por seus direitos vai ter de enfrentar essa máquina de formação de distorções chamada “jornalismo” esportivo.

O caso Meira Ricci TV é sintomático. Diante da luta pela anulação de uma partida por erro de direito ameaçar o Flamengo que se dane se a regra foi desmontada, quebremos a cabeça do Fluminense, que pra parte estúpida, pouco profissional e canalha da imprensa esportiva não tem nenhum direito a nada pro ser Geni.

E por que isso? Porque se essa imprensa for profissional e correta ela vai passar a atacar times grandes de seus estados e isso vai pegar mal com a audiência. E entre a correção profissional e a audiência cês acham que um Diogo Oliver ou Alexandre Oliveira vai ser correto profissionalmente como o PVC?

Diante dessa máquina de propaganda o Fluminense faz muito bem em se manter firme na defesa de seus direitos e da correção no cumprimento das regras e já que terá de lutar contra a canalhice de um jornalismo servo de qualquer maneira, que faça jus à tarefa, como vem fazendo.

 

A taça do teu rival não precisa ser diminuída pra valorizar as do seu time, parça!

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Das coisas que não consigo compreender: O futebol brasileiro é formado de forma absolutamente diferente do planeta inteiro,mas existe gente em 2016 que consegue disputar que clube é maior, que taça é melhor.

Explico: O futebol brasileiro nasce de ligas estaduais que disputaram praticamente meio século de campeonatos restritos aos estados onde os clubes se originaram.]

Dai o número de clubes grandes no país ser enorme.

Tem clube grande no país todo, com torcidas enormes, superiores às torcidas de muitos dos clubes europeus que disputam a Liga Europa, por exemplo, e até a Champions League.

As primeiras competições nacionais foram os interestaduais que surgiram pós-1950.

Os torneios nacionais surgidos de 1959 a 1970, a Taça Brasil e o Robertão, foram equiparados ao campeonato brasileiro que passou a ser organizado de 1971 até hoje pela CBD, e atualmente pela CBF.

Apenas em 1948 surgiu uma competição internacional na América do Sul, o sul americano vencido pelo Vasco (que reivindica, a meu ver corretamente, sua equiparação à libertadores).

Em 1951 e 1952 organizou-se no Brasil a Taça Rio, que a FIFA recentemente reconheceu como mundial.  Apenas a partir de 1960 organizou-se o torneio intercontinental  que foi considerado mundial até a FIFA passar a organizar, em 2000, o mundial de clubes da FIFA, sendo que mesmo este só se consolidou posteriormente, em 2005, quando a FIFA retomou a organização do mundial e não mais a interrompeu. De 2000 a 2005 os campeões do torneio intercontinental também foram reconhecidos como campeões mundiais.

Em resumo: Temos uma diversidade enorme de títulos dos clubes brasileiros entre estaduais, nacionais e internacionais. Todos, absolutamente todos, conquistados com talento e suor por parte de seus campeões.

Mas torcedores insistem em reduzir o título alheio para valorizar o seu.

Jura que o mundial de 2000 do Corinthians vale menos que o mundial de 2005 do São Paulo porque o Corinthians não entrou nesse mundial como campeão da Libertadores? Entrar como representante da sede fez o Raja Casablanca ser menos finalista do mundial de 2013?

Jura que o mundial do Palmeiras de 1951 e do Fluminense em 1952 vale menos que o título do Corinthians em 2000 ou que os Torneios intercontinentais de 1960 a 2000 ou que os mundiais de 2005 até hoje porque os clubes brasileiros não venceram a libertadores que não existia?

Rivais menosprezando a taça Olímpica do Fluminense, enorme honraria recebia do COI pelo Fluminense ter sido reconhecido em 1949 a “maior e melhor organização esportiva do mundo”, sendo o Fluminense Football Club o único clube de futebol do mundo a ter essa honraria, não são raros.

Da mesma forma a necessidade torcedora de transformar títulos em “lixo” em nome de uma “valorização” de suas conquistas é algo que a mim soa como surreal.

Que sentido faz?

Não reconhece o título do rival? Parabéns pra você, porque em maior ou menor escala o mundo do futebol reconhece a maior parte dos torneios vencidos e unificados e regulamentados, porque é uma tendência da FIFA pra todas as confederações internacionais e nacionais a organizar os títulos de acordo com sua similaridade. É uma forma de organizar a própria história e tentar criar uma régua de identidade entre todos os centros de futebol e sua diversidade de organização e surgimento.

E faz parte da história de cada clube suas conquistas.

Respeitar a conquista do outro é fundamental para a existência inclusive da rivalidade.

E é sintoma de pequenez tornar o outro “menor” porque não tem aquele título que você tem. É como o Vascainismo Eurico Miranda ostentando sua Libertadores enquanto chafurda na série B pela terceira vez. Ou o rubro negro pernambucano e o carioca disputando quem foi campeão em 1987 ou o corintiano, que teve seu título mundial de 2000 contestado por São Paulinos e santistas, contestar o titulo mundial do Palmeiras em 1951, e também os do SPFC em Tóquio antes de 2000.

Ninguém percebe que essa contestação é na verdade  um tremendo recibo de que valoriza demais aquele rival que chama de menor?

Cê não acha que o Fluminense é campeão mundial em 1952? O que que eu vou fazer? Eu não consigo não ver o Vasco campeão da Libertadores de 1998 e antes do sul americano de 1948, dois títulos de mesmo peso, pra mim duas Libertadores. Não consigo ver ganho algum e dizer que a História não houve.

Não dá pra apagar manchetes de jornais em 1951 e 1952 de Rio, MG e SP dizendo que Palmeiras e Fluminense foram campeões mundiais.

Não dá pra fingir que não houve mundial em 2000, eu fui ao Maracanã e o clima da cidade era de euforia.

Não dá pra ignorar que o Flamengo foi campeão da copa união em 1987 e que isso é considerado brasileiro por pelo menos meio futebol brasileiro, e que também o Sport foi campeão em 1987 e que a luta ente CBF e clube dos 13 produziram um impasse que apenas o reconhecimento de ambos como campeões pode resolver.

Não concorda? Paciência. E paciência se o STF diz que só o Sport foi campeão, o buraco é mais embaixo, a história mais complexa.

A vida fica mais inteligente quando a gente deixa de ser bobo disputando bobagem enquanto tem tanta coisa pra disputar, como cotas de TV igualitárias, campeonatos mais equilibrados, arbitragens profissionais, calendário que preste,etc..

Vamos nos reconhecer como gigantes de deixar de bobagem?

Levir aquém do esperado é símbolo de como o Fluminense de 2016 reflete a gestão Peter no Futebol.

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Levir Culpi demorou seis meses pra ter uma ideia de jogo para o Fluminense.

Nesses seis meses a seu favor podemos elencar a reformulação do elenco, a perda de Fred e Diego Souza, as quizumbas políticas, as Olimpíadas e Paralimpíadas, a demora de termos uma casa,etc.

Porém, mesmo que elenquemos tudo o que deu dificuldade a Levir, o fato é que o técnico não contribuiu exatamente para uma melhora tática do time a tempo de evitar que ao fim do ano o clube esteja no limiar de apenas manter-se na série A.

Levir insistiu em um modelo que ampliava a necessidade de individualidades e de envelhecimento da equipe por tempo demais, tendo um elenco jovem e talentoso em mãos.

Levir ficou meses mantendo um cabo de guerra com parte do elenco composta de medalhões, conseguiu vencer; Depois insistiu na contratação de jogadores a seu feitio, conseguiu; Em terceiro apelou pra justificativa que a equipe era “imatura”, mas ai já tava tarde demais e ele não conseguiu, e só ai implantou uma ideia de jogo a partir do elenco em mãos.

Nesse meio tempo se indispôs com parte da torcida, a partir do caso Fred, perdeu um dos melhores jogadores do elenco (que dava mais maturidade à equipe), Diego Souza, e insistiu em reforços que lotavam meio campo e ataque de nomes,mas ignorava a necessidade de reforços na lateral esquerda.

Lembrando que na lateral esquerda um dos melhores jogadores do elenco, Léo, perdeu espaço e foi emprestado ao Londrina pra ter tempo de jogo e amadurecer.

Mais contradições são a contratação de Henrique Dourado pra posição de centroavante, com aval de Levir, incorrendo na substituição de Fred com menor qualidade e pra uma posição cujo perfil do elenco pedia um atacante móvel.

Além disso, os meias contratados são todos parecidos. Dudu, Aquino, Marquinho são jogadores com técnica mediana para boa, combatividade e com passe, razoável finalização, nenhum deles jogando melhor na posição que Marcos Junior, que estava já no elenco ou que Cícero avançado, com Douglas de segundo volante.

Danilinho também chegou, tendo atuado bem taticamente, mas ainda abaixo de Marcos Junior.

Todos os reforços pro meio também jogam menos, técnica e taticamente, que Daniel Simões, o Danielzinho, que perdeu enorme espaço com Levir, que jamais considerou que o jovem jogador poderia ganhar experiência e confiança atuando consigo.

Detalhe: apenas Marquinho tem a confiança de Levir e atua com regularidade. Danilinho atua, pela memória do técnico, mas está abaixo do que esteve Daniel.

Pro ataque Welington chegou chegando pra ser titular absoluto e Rojas, pasmem, foi transferido pro sub020 pra se adaptar melhor.

Ou seja, fora Welington temos Maranhão, que também chegou no meio do ano e vem atuando de bem pra razoável e os que já estavam: Richarlisson, Magno Alves e Osvaldo, sendo que o último tá atrás de todo o elenco pra vaga.

Pedro, da base, é sempre relacionado,mas atua pouco, embora seja tecnicamente superior a Dourado.

Douglas, a maior revelação do ano, sofre com a insegurança de estilo de Levir nesses seis meses, e só uma vez atuou de forma que utilizasse sua qualidade de forma completa: Contra o Galo atuando de volante box to box, com Cícero mais plantado atrás, a melhor atuação coletiva do Fluminense no ano.

Apenas a zaga teve uma ideia clara e uma sequência com Welington Silva, Gum, Henrique e William Matheus, com Renato chaves atuando na ausência de seus companheiros.

Quando William Matheu se machucou entrou Airton, que permanece mal, e Giovanni, que foi bem em alguns jogos quando joga de zagueiro pela esquerda.

Na direita Jonathan perdeu espaço por questões médicas e Julião atuou bem quando escalado.

Com tudo isso, Levir armou o melhor Fluminense nos últimos três jogos, inclusive na derrota para a Chapecoense (Cuja contusão de William Matheus foi fundamental pra derrota) e contra o Galo em diante apresentou uma ideia de jogo, conseguiu compactar as linhas, conseguiu um mínimo de transição ofensiva e defensiva de qualidade, corrigiu espaços entre os defensores e corredores que desde 2013 nos assombram.

Em resumo? O grande técnico Levir estreou contra o Galo ou nos momentos que antecederam o confronto.

Ali ele usou o elenco e montou o time, inclusive com as alterações entre Danilinho e Magno Alves e Marquinho, centralização do Marcos Junior e alternância entre ele e Welington, que Maranhão manteve.

Daquele jogo em diante o Fluminense cresceu, e tende a crescer mais.

Tudo isso montando o time com apenas um dos reforços que chegaram: Welington. E componto aqui e ali com outros, como Marquinho, Maranhão e Danilinho.

E essa demora deixa claro porque Levir tem um trabalho medíocre no ano, aquém do esperado e é símbolo de como o Fluminense de 2016 reflete a gestão Peter no Futebol.

Por que? Porque esse planejamento errático de Levir é filho do planejamento errático pro futebol do clube.

Dois vices de futebol, dois gerentes, dois técnicos, três mudanças de elenco em 2016 é qualquer coisa, mas não é planejamento.

O duro é que o mesmo Peter que é profissional na gestão do clube, com CT, busca de estádio, equalização das dívidas e ampliação de receitas, é absolutamente amador na gestão do futebol, e pior, usa o futebol como ferramenta de capitalização política, e é isso que acaba com qualquer tipo de planejamento.

As trocas de técnico no estadual todos os anos, a ausência de ideia de perfil de elenco, tudo isso refletiu nesse ano eleitoral de forma absolutamente medíocre e frustrante.

E isso deu a Levir um álibi pra se acomodar nas dificuldades do ano e atuar menos como técnico e mais como comediante de stand up.

Apenas quando percebeu que o clima ia mudar internamente, desde a derrota pro Palmeiras,mas principalmente na derrota pro Botafogo de técnico interino e investimento bem menor, é que Levir começou a se mexer e organizar o time técnica e taticamente, e usando muito dos princípios que havia usado no Galo e os perfis de jogada de Eduardo Baptista.

Da mesma forma Peter apenas se mexeu pra construir um elenco mais forte pra temporada em Agosto, quando a barca ameaçou ir pro brejo na Copa do Brasil e Levir pediu o boné (Usando a insegurança de Peter, inclusive).

O mesmo Peter não fez um esforço maior pra manter Fred ou Diego Souza e depois contratou jogadores com perfil similar ao de Fred, sem a mesma técnica, e Diego Souza, também sem a mesma técnica.

A demissão de Eduardo Baptista em especial é típica de amadorismo. Complementada pela demissão do vice de futebol ela ganha ares de tragédia quando o mesmo técnico hoje disputa com o mesmo Fluminense, mesmo com elenco inferior, uma vaga no G4 e luta ponto a ponto conosco.

Isso tudo junto mostra, da formação do elenco à gestão dos treinadores (em especial a gestão do Levir, medalhão que a torcida tanto queria) o quanto Peter, e todo seu staff, nunca tiveram um norte profissional em relação ao futebol.

Sim, podemos justificar que parte disso se dava com a ajuda da Unimed e seu controle do futebol até janeiro do ano passado também errático e passionalista,mas isso não explica tudo.

O futebol do Fluminense jamais foi blindado e controlado de forma a ignorar pressões políticas.

Claro que ocorreram acertos.

É fundamental que mesmo com tantas reformulações de elenco o Scarpa, Marcos Junior, Samuel, Airton, Pedro, Julião, Nogueira e Douglas em maior ou menor escala sejam fundamentais pro elenco.

É enorme termos um elenco que permanece forte mesmo sem Unimed, Fred, Jean,etc.

Mas poderia ser melhor e muito disso porque faltou uma gestão de futebol que desse poder ao gerente de futebol que organizasse o departamento, perfil de técnico,etc e mantivesse isso tudo por um ano todo.

O que temos em Xerém com Marcelo Teixeira, não temos nas Laranjeiras com Peter e Jorge Macedo.

Se a gestão Peter entrega a seu sucessor um Fluminense em outro patamar, com CT, finanças em dia, novos contratos, novo perfil de contratações e uso de Xerém, Samorin,etc, deixa também a seu sucessor um futebol que necessita ser profissionalizado.

E não estamos falando aqui de CEO ou de torcida escolhendo técnico, mas de uma equipe que utilize os parâmetros de formação de Xerém como exemplo pro profissional e organizem um planejamento que contemple etapas até chegar a um título mundial, e isso com um técnico e um elenco que seja reforçado sem três reformulações por ano.

Precisamos de mais que bazófias, precisamos de tempo, planejamento, execução e isso com metas de curto,médio e longo prazo.

Não basta o próximo presidente falar em CEO ou apontar que usará a Universidade do Futebol como modelo, ele precisa construir isso e demonstrar como organizará o planejamento.

A formação de um elenco já pra 2017, com Orejuela e Sornoza, é um elemento que pode permanecer, não podemos ficar eternamente correndo atrás de reforços nas janelas, quando os concorrentes também lá estão e os valores inflacionam.

A definição do técnico não pode ocorrer ancorada a resultado, ela deve ocorrer relacionada aos avanços táticos que possuímos.

Levir hoje apresenta uma ideia de futebol que pode nos levar ao título da Copa do Brasil e ao G4.

Hoje ele apresenta, tardiamente se falarmos com o tempo de trabalho, um modelo.

Esse modelo é positivo porque tem também em mente que ganhará qualidade com os reforços para 2017, ou seja, o elenco não terá jogadores muito diferentes em características entre si.

Mantendo esse modelo não faz sentido nenhum demitir Levir.

Aliás, mantendo esse modelo é fundamental garantir a Levir a maturação da organização tática do time com esse elenco.

Do elenco atual apenas Edson, Osvaldo, Dourado, Dudu e Giovanni não faz sentido manter.

Dudu porque tem milhões de concorrentes á sua posição e é inferior a Danielzinho e talvez a Aquino, que nos poucos minutos ao menos mostrou uma combatividade e mobilidade que Dudu nunca demonstrou.

Edson tem valor de mercado e jamais evoluiu do volante de bom pra ótimo que chegou ao Fluminense. Tem apagões defensivos, pouca inteligência tática, pouca inteligência no desarme e uma confusão entre raça e truculência.

Osvaldo é tipicamente um antigo atacante de velocidade sem inteligência ténica e tática, pouca qualidade decisiva no terço final e caro demais.

Dourado é bom centroavante, tem boa noção tática,mas pouca qualidade técnica,mobilidade e não faz sentido algum ocupar a vaga de gente como Richarlisson e Pedro que além de melhores tenicamente, são mais modernos taticamente e tem maior valor de mercado futuro.

Giovanni jamais reencontrou seu futebol desde a contusão. É bom lateral defensivamente,mas nulo ofensivamente e tem apagões que deixam clarões táticos na equipe.

Dos que voltarão apenas Robert se precisa avaliar com calma, ter reuniões com ele, pensar em psicólogo porque a habilidade que tem não subiu da base.

Higor, Fernando, William são jogadores que podem ir pro Samorin ou dispensados.

Não entendo que o Fluminense precise de reforços.

Pra lateral esquerda entendo que o Léo é o reforço que precisamos.

Do meio pra frente temos um bom elenco, precisamos é de treinamento dentro da ideia de jogo apresentada.

O maior reforço são os que estão chegando e manter Scarpa.

Levir pode ser o técnico pra 2017, mesmo sem título e tendo tido um trabalho medíocre no ano como um todo, basta manter a ideia de jogo que apresentou, que explora a potencialidade do elenco, que tem variações defensivas e ofensivas e que vem se mostrando um modelo moderno, que usa o elenco pra ser uma equipe compacta, com aproximação, amplitude, triangulação e precisão.

Levir precisa parar de culpar os jogadores pela imprecisão no terço final, 90% dela é falta de maior precisão tática na organização das jogadas.

Marcos Junior, Welington, Cícero, Douglas, Marquinho, Scarpa, todos deixaram claro que chegando em situações de gol a bola entra, basta a bola circular e chegar sem ser mascada ou cruzada no décimo andar.

Estamos diante de uma transição, Peter está em fim de mandato, e novamente no fim do ano temos disputas possíveis, possibilidade de G4,etc, mas dessa vez temos o técnico medalhão que a torcida pedia, e um elenco mais fornido do que boa parte dos haters resultadistas gostariam, com um time em evolução tática.

Apontar apenas a gestão ruim do futebol sob Peter não resolve os problemas.

Apontar soluções a partir do clube que Peter deixa, organizado, com CT, possibilidade de estádio, finanças controladas, é o que precisamos.

O fracasso de Peter no futebol é indiscutível, mas esse fracasso não pode ocultar o avanço de Peter na gestão do clube e nem esquecer que Peter não fracassou mais que Horcades ou Fischer, e ao menos deixa um legado pro futebol, que é um clube que permite uma gestão profissional do futebol.

Há a possibilidade de chegarmos a resultados positivos com esse time e técnico.

Precisamos saber como termos resultados positivos constantes para esse clube e formação de elenco pela base.

E pra isso precisamos dar um salto organizativo do futebol, para além do CT, e ele não pode ser apenas um discurso em um site, precisa ser um planejamento visível, viável, organizado e sem parafernálias e fogos de artifícios que no fundo não dizem nada.

Não podemos voltar ao passado, e ninguém aponta o futuro para além de Peter.

É hora de ir mais longe e pra isso não podemos trocar de técnico apenas com base em resultado.

A caixa de remédios de Levir, Eduardo Baptista e a seletividade tricolor na crítica a técnicos

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Levir Culpi

Crédito: GloboEsporte.com

Levir Culpi completou no último domingo seis meses no cargo de técnico do Fluminense. Nesses seis meses contou com duas reformulações do elenco, e não há muitas dúvidas que parte delas tenha sido também feita a seu pedido, conquistou um título (contando com princípios deixados pelo predecessor) e deixa mais dúvidas que certezas.

Se temos uma das melhores defesas do campeonato, também temos um dos piores ataques.

Se temos chances de G4 e um elenco recheado e no mínimo similar ao de concorrentes diretos ao G4, também temos uma enorme crise técnica nas mãos do treinador, e boa parte dela apontando pra sua falta de repertório tático, dado que o repertório técnico da equipe não parece ser limitado.

O elenco do Fluminense não é exatamente inferior ao da Ponte Preta e Corinthians (Me parece superior a ambos), tampouco é tão pior que o do Grêmio ou do Santos, sendo nitidamente inferior ao de Flamengo, Palmeiras e Atlético Mineiro.

Dos supracitados apenas o Santos tem treinador a mais tempo que o de Levir no Fluminense. Ponte Preta e Palmeiras tem técnicos com o mesmo tempo de casa. Atlético, Flamengo e Corinthians tem técnicos a menos tempo no cargo.

Também sofreram reformulação o Flamengo de Zé Ricardo, O Corinthians de Cristóvão e o Santos de Dorival.

Mas absolutamente todos tem desempenho tático e técnico superior ao do Fluminense.

A gravidade dessas questões se amplia quando a Ponte Preta, com elenco recheado de jovens e refugos, tem histórico de desempenho muito,mas muito superior ao do Fluminens de Levir, tendo no banco o mesmo Eduardo Baptista que foi tocado fora da casamata tricolor acusado de não ser técnico á altura e de ter números ruins.

Bem, se pegarmos os números globais de Eduardo Baptista no Fluminense, ignorando toda a necessária interpretação deles, ele é um com mais problemas dos últimos anos.

Porém, com um mínimo de exercício de interpretação a gente percebe que pegando um Fluminense praticamente em outubro de 2015 (a temporada termina em 5 de dezembro), Eduardo Baptista conseguiu uma organização capaz de levar o Fluminense à semifinal da Copa do Brasil e quase passar o campeão, não chegou à final por detalhes (E dois pênaltis discutíveis a favor do Palmeiras).

Em pouco mais de dois meses Eduardo Baptista organizou o time que fazia o pior segundo turno da história, interromper o viés de baixa, chegar às semifinais da Copa do Brasil e terminar o campeonato com alguma tranquilidade.

Na volta das férias,Eduardo Baptista entra janeiro cobrado a ter vitórias e conquistas em tempo recorde, era cobrado inclusive por todo o segundo turno do campeonato brasileiro de 2015, mesmo tendo assumido na reta final dele, com mais de 70% do turno já tendo passado, e não tinha nem como respirar e esperar que os reforços se adequassem ao novo clube, que recuperassem ritmo de jogo pós-férias ou longo período de inatividade,etc.

Dane-se que contabilizaram derrotas em amistosos à derrotas em jogos valendo, que incluíram derrotas de Enderson em seu currículo, que ignoraram o efeito R10 no trabalho dele, inclusive na Flórida Cup, Fred sendo expulso no primeiro jogo oficial, as manobras da FFERJ,etc.

Eduardo Baptista entrou em janeiro fadado a ser demitido antes de completar o terceiro mês do ano e afinal o foi quando perdeu novamente um clássico para o Botafogo muito bem armado (E o mesmo time de 2015) por Ricardo Gomes.

Deixou o cargo e um legado estrutural tático: Controle da bola, jogo com altíssimo índice de deslocamento na frente, uso de Fred como pivô, Diego Souza aparecendo por trás como finalizador e também armando.

Deixou um legado e um indício de que com o tempo, com ao menos seis meses no cargo, conseguiria levar aquele time pra frente.

Essa leitura não força a barra, o que força a barra é ignorar a pausa de férias, a remontagem do time com reforços e com a paulatina reconquista de ritmo de jogo dos atletas e tascar os números globais como se não tivessem esse paliativo todo.

Pois bem, Levir assumiu esse legado, reforçou a defesa, restabeleceu a compactação que existia no time em 2015, manteve o ataque móvel e conquistou a primeira liga.

Parecia que tudo iria bem, mas Levir começou a desmontar o time formado por Mário Bittencourt (com grande apoio de Peter Siemsem que queria baixar a folha de pagamento) e a remontar o time a partir de suas concepções.

Primeiro foi Diego Souza, depois Fred. Jogadores como Léo e Robert, que Eduardo Baptista gostava de usar, foram emprestados, e o trabalho seguiu.

O espaço de Richarlisson iniciou sendo dado,mas o mesmo Levir que pregava paciência com ele o ia tirando espaço e colocando os contestados Magno Alves e Osvaldo, até Maranhão à sua frente.

Marcos Junior, uma das melhores surpresas pós-Enderson, só se manteve no time por uma desdobramento anímico fora do comum, aliado à boa relação com a torcida (Levir sempre foi sensível à arquibancada).

E Levir remontou o time, só que deu ruim e Levir pediu pra saír.

Os reforços demoravam a chegar, porque Levir jamais quis trabalhar com o elenco disponível, ele precisava de outro elenco novo em folha e feito à sua imagem e semelhança para poder dar certo.

Mas a presidência e o elenco em pânico pediram e Levir ficou.

Os reforços chegaram. E quando eles chegaram Levir teve a desculpa à mão pra pedir mais paciência.

Foi assim que chegamos aos seis meses de Levir, com paciência, uma paciência rara de torcida, direção e imprensa,mas que não dá conta da quantidade de erros cometidos pelo medalhão que se escora em números, de novo lidos sem interpretação, pra se manter inimputável.

O time tem a melhor defesa, elogiam Levir por isso, mas quando toma gol a culpa é do Gum (Mesmo quando o gol nasce imediatamente a uma substituição desastrosa feita por Levir).

O time tem um ataque ruim, culpam o centroavante (Henrique ou Magnata) por isso, mas jamais questionam a ausência de cara tática pro ataque tricolor: Seremos novamente um time marcado pela presença de um centroavante de área ou um ataque que usa o talento e a velocidade de Welington, Scarpa e Marcos Junior pra envolver o adversário e chegar ao gol.

Você sabe? Nem Levir sabe.

Os volantes técnicos são elogiados pela coragem de Levir em escalá-los, mas a cada vez que a bola passa por eles a culpa é do Douglas (Um jogador raro, que não só passa com precisão, mas arrisca lançamentos inteligentes, e acerta, e finaliza bem desde a base).

Aliás, Douglas pouco chega na frente, Levir fixa Douglas pra liberar Cícero, jamais usa a alternância entre eles, jamais estimula a Douglas a ser um elemento surpresa e chutar mais de fora.

Mas Levir brinca, Levir é ótima entrevista, é intocável,mesmo seu time tendo pouca aproximação, uma compactação defensiva desastrosa, e uma indecisão tática óbvia entre esperar o adversário e/ou ter posse de bola e domínio territorial.

A quantidade de espaço entre as linhas do Fluminense é de tal forma que dava pra plantar feijão entre elas.

E se o Fluminense não é mais alvejado é porque a defesa se comporta com estoicismo diante da uma enorme desarticulação tática entre ataque, meio e defesa.

As transições do Fluminense são mal feitas, não existem triangulações, não há saída de três na zaga, há arremedos disso.

Quantas reversões de jogo vemos no Fluminense de Levir? Poucas.

Se o ataque começa pela direita ou ele termina pela direita mesmo ou termina em finalização pelo centro do campo, pra fora, no máximo num cruzamento vadio.

E Levir diz que o problema é a falta de maturidade do time, jamais da pouca qualidade de seu trabalho tático no Fluminense.

Intensidade? Passa amanhã.

Os números de Levir são frutos de resultados conquistados pela habilidade de jogadores do Fluminense, por brilharecos táticos aqui e ali, jamais por uma feição tática definida. E acobertam um trabalho onde os números ocultam um desempenho horroroso.

Levir toma banho tático do interino do Figueirense, mas ganha o jogo, e por isso os mesmos críticos que ficavam assanhados e incineraram o ótimo Eduardo Baptista ficam quietos ou apelam pra criticar quem? Os jogadores e a diretoria pelas contratações.

Levir toma banho tático do treinador brasileiro que talvez tenha a pior leitura de jogo de todos so tempos, Cristóvão, mas o problema é o Danilinho.

Enquanto isso Eduardo Baptista com elenco pior, mas em um clube onde talvez a pressão da torcida seja até pior que a no Fluminense, a Ponte Preta, consegue estar em sétimo.

Danilinho, sem ritmo de jogo e se readaptando ao futebol brasileiro depois de sete anos no México, tem jogado bem taticamente.

Welington é raro, tem muito boa técnica no um contra um, finalize bem, é criativo e sabe ir além do papel de ponta.

Marquinho é disciplinado taticamente, tem boa técnica, chuta bem de fora, é raçudo que nem o Hulk com unha encravada,mas precisa se readaptar ao futebol, brasileiro e encontrar a melhor forma.

Aquino tem boa técnica,mas igual a Danilinho e a Marquinho ainda está fora de ritmo, e ainda precisa se adaptar ao futebol brasileiro.

Rojas idem, mas onde vive Rojas, o que come? Levir não sabe e se sabe não nos diz.

Mas reforço algum encaixa bem em um time mais zoneado que o Governo interino de Golpichel Golper.

Diziam que Eduardo Baptista não tinha padrão de jogo em seu time com saída de três, Cícero de segundo volante buscando jogo e revezando com Scarpa na organização das jogadas, recomposição defensiva rápida e transição veloz, que fez muito bons jogos, mesmo que tenha perdido vários deles.

Mas não falam nada pela ausência de feição tática nos times de Levir “Brincalhão” Culpi.

Há dúvidas? O time da Primeira Liga tinha uma cara tática, o time sem Fred do início do Brasileiro outra, e o time pós-reforços outra, só que nenhuma deles é sequer parecida.

Levir não sabe o que fazer com o elenco.

Levir não escolheu o que fazer e quando acerta uma cara, com Marcos Junior de meia, Wellington e Dourado no ataque, a desmonta pra por Marquinho no lugar do Marcos Junior, em jogo decisivo. como o desmonte deu ruim ele faz o que? Volta pra formação mais segura? não, desmonta o desmonte, põe Pierre no lugar de Marquinho e avança o Cícero.

Ai pós desmonte do desmonte ele está vencendo o jogo por 2×0 e faz o quê? Desmonta o desmonte do desmonte pondo Marquinho no lugar do Pierre e recuando Douglas de primeiro volante, Marquinho de segundo volante e Cícero de meia, mas era ÓBVIO que iria dar errado.

Ele treinou isso? NÃAAO.

Mas tá tudo bem, Levir brinca.

Levir fez ótimo trabalho no Atlético Mineiro, soube transitar de Cuca pra um estilo seu, menos afoito e mais passe de pé em pé com intensidade,mas no fluminense parece um técnico arrogante e sentado em cima do próprio ego, longe de qualquer cheiro de modernidade tática que faz de Eduardo Baptista um dos melhores técnicos do Brasil.

Mas não se acanhem, olhem outros trabalhos com times piores e percebam por si mesmos.

Fernando Diniz (Oeste), Rogério Zimmerman (Brasil de Pelotas), Eduardo Baptista (Ponte), Guto Ferreira( Chape e agora Bahia), Paulo Autuori (CAP), todos tem elencos de piores a muito piores que o do Fluminense e todos, absolutamente todos, tem resultados muito superiores ao esperado para o elenco que possuem, e se analisarmos com cuidado gigantescamente superiores, relativo ao elenco que possuem, ao trabalho de Levir.

Zimmerman então faz chover no Saara com o mesmo elenco desde a série D estando hoje no G4 da série B.

Baptista faz um elenco horroroso como o da Ponte dar banho em times caros como o do Fluminense, Inter e Cruzeiro.

Autuori remontou o CAP duas vezes e tá ali enchendo o saco perto do G4 desde o início do Brasileiro, foi finalista da Primeira Liga igual Levir e o desempenho não caiu.

Diniz no Oeste faz milagre mantendo aquele time vivo, e mais jogando futebol de gente grande, correndo todos os riscos possíveis e imagináveis.

Guto ferreira tá desfazendo todas as cagadas da diretoria do Bahia e levando o clube nas costas pra um estilo competitivo e renovando a fé no acesso.

E Levir? Brinca.

Levir hoje faz de longe o pior trabalho de um técnico no Fluminense desde Cristóvão e Enderson Moreira.

Enderson pela desconstrução do próprio trabalho aceitando R10, Cristóvão por ter um elenco milionário e não conseguir levar aquele time ao G4.

A sorte de Levir é que ele não faz o pior turno da história do Fluminense, mas o desempenho aquém do elenco é igual ao de Cristóvão.

Mas Levir não é Cristóvão, Enderson ou Baptista, Levir brinca.

E por isso a seletividade da crítica a Levir por parte da torcida é inacreditável. Inacreditável e sintomática.

Porque a torcida jamais e importou se o técnico era bom, se havia perfil tático ou não, pra ela o importante era ter um medalhão.

Tendo o medalhão ele fica impune , jamais é cobrado de seus erros e quando os erros acontecem a culpa é transferida ao presidente, ao diretor de futebol, ao gerente,mas principalmente aos jogadores.

Levir nunca erra, mas Welington Silva sim (Melhor desarme do time e um dos melhores do campeonato). Gum é um lixo (Líder de rebatidas do time, um dos melhores do campeonato e quando é titular dificilmente o time toma gol). Henrique, Danilinho, Dudu, Maranhão, a lista é longa dos culpados de ocasião pelos erros do Levir.

Mas Levir brinca.

E a torcida se mantém com seu ceticismo particular, blogueiros não fazem campanha diária pela demissão do treinador, não existe outro assunto que não a culpa da diretoria ou dos jogadores pelos erros do Levir.

Claro que não quero a demissão do Levir, quero que Levir organize o Fluminense de acordo com o elenco que tem, que produza um time capaz de controlar o jogo E fazer transição ofensiva e defensiva em velocidade, que municie o bom Dourado ou o bom Magnata, que utilize Douglas e Cícero como elementos surpresa concluindo de fora da área, que use Welington e Marcos Junior pra quebrar a linha defensiva do adversário com inclusive o bom passe de Welington por cima e quebrando a defesa atrás dos volantes.

Quero que Levir produza de acordo com o time que exigiu que fosse montado ou ele sairia.

Se Levir não fizer isso e nos levar às finais da Copa do Brasil e ao G4 que ele seja demitido em dezembro que possamos ter novamente um técnico capaz de transformar o bom elenco do Fluminense em algo mais digno.

Meu sonho mesmo era Bielsa ser contratado pra atuar com Fernando Diniz na organização de todo o futebol tricolor, do fraldinha ao profissional,mas deliro.

Hoje eu prefiro que Levir saia em dezembro e que Fernando Diniz seja contratado.