Os liberais Blasés do Leblon

Chewbacca - TM Mask

O que diferencia os liberais Blasés do Leblon dos conservadores? A pose e o “argumento de autoridade” que em geral é embuste e tenta conciliar divergentes, porque a divergência não é blasé, não é legal, nem cool, a divergência que provoca discussões sobre decrescimento, revolução, isso tudo são “projetos ideológicos irreais”.

Os liberais Blasés do Leblon são a turma do “deixa disso” da política, mas não pelos mesmos motivos. Os liberais Blasés do Leblon não querem evitar que dois amigos briguem, mas ao mesmo tempo em que tentam fazer viver a ladainha de que o capitalismo é o que há e não dá pra sair dele desejam pavonear seu vasto conhecimento sobre tudo o que você desconhece, o que em geral não é mais que uma manobra de diversionismo embusteiro…

Os liberais Blasés do Leblon aparentam sacar de tudo,desde física quântica até a influência do galho seco na relação sexual dos macacos, passando por aquecimento global (Sempre com notas amadeiradas de negacionismo) mas no fim das contas com alguma pesquisa, acompanhamento atento sobre os diversos assuntos que envolvem o debate, raciocínio rápido e alguns minutos de uso do Google, se nota que os liberais Blasés do Leblon no fundo não são muito mais do que palpiteiros arrogantes.

Dizem que o desmatamento e as emissões de carbono no Brasil diminuíram, quando aumentaram (Olhem o Imazon e o IPCC), dizem que PSOL e PT são gêmeos siameses, jogando pra debaixo do tapete tudo o que foi a política brasileira nos últimos dez anos, dizem que o PT são um mal necessário para nos livrar do PSDB (fingindo não ver o que aproxima mais e mais PT e PSDB) e dizem depois que tudo não passa de “brigas entre crentes que vê no divergente um apóstata”, óbvio que tornando toda militância em uma manobra de imbecis movidos à fé, diferente dele, um dos liberais Blasés do Leblon, que é o único que raciocina.

No fundo os liberais Blasés do Leblon não são mais que conservadores que se vestem como hipsters e tomam a si mesmo como intelectuais refinados quando são, no máximo, palpiteiros desatualizados e com pouco acesso á teoria. Em geral os liberais Blasés do Leblon se autonomeia com nicknames inspirados em alguma eminência parda habilidosa política e em geral são jornalistas, uma categoria danada pra ter palpiteiro que se acha informado porque sabe um pouco de quase tudo, e quase tudo mal.

c-3po_3Os liberais Blasés do Leblon estão à sua volta agora, aptos como poucos a “ponderar” sobre garis, aquecimento global, o gol do Ronáiro e os peitos da Luanna Piovanni, sempre citando um link chique sobre um assunto, fingindo ignorar o viés do texto, fingindo ignorar a desinformação conti9da nele.

Os liberais Blasés do Leblon são uma espécie de Olavo de Carvalho que fizeram SOCILA, mas em geral votam no PT, mas só depois de 2003, antes era caído.

Civilização é o caralho!

15956974_VEvJ6

No passado diziam que o mundo moderno criaria assassinos e que a nova urbanidade era anticivilizatória. Estavam parcialmente certos os profetas do passado, porque a tal civilização é que no fundo é anticivilizatória, ou melhor dizendo, inumanamente antissocial.

As cidades sempre foram uma espécie de antessala da desumanização, mas os profetas do apocalipse urbano estavam certos no caminho delas para a criação do monstro comum das sociedades modernas, para a produção daquilo que seria uma espécie de Leviatã do século XXI: O cidadão de bem.

Só que eles foram tímidos na previsão, além do cidadão de bem as sociedades modernas criariam capetas sazonais através dos serviços de telemarketing, especialmente o das operadoras de TV, Banda Larga e celular. Esses capetas sazonais criam pelos, chifres e um ódio imortal a toda operadora dando inveja ao Michael Douglas em um dia de fúria.

Os profetas deram mole também na descrição de civilização como algo bom, sendo ela na verdade o mal dos séculos.A civilização é boa pela tecnologia, mas no geral é um saco inchado após chutes múltiplos.

Os ditos “Selvagens” vivem numa boa muito maior que os civilizados e ainda se fodem por isso. Porque o civilizado além de um destroçador de mundo é um destroçador dos “selvagens” que tem uma visão muito mais bacana do que a “civilizada”, mas que por não responderem ao mesmo eco dos “cidadãos” tomam e tomam fundo.

 No fundo a cidade, e não a TV, é uma máquina de criar doido. A única coisa boa da cidade é o boteco e o trem no fim de semana.

 O trem no fim de semana é o melhor shopping do mundo: Tem ar-condicionado, tem gente vendendo produtos, é um lugar fechado e nos leva de lá pra cá. A gente entra em um lado e sai em outro totalmente diferente e ainda ri com um sujeito com peruca verde-amarela cantando Wando.

 Além do trem no fim de semana e dos botecos o que resta das cidades? Nada.

A cidade é uma substituição da natureza sem muita vantagem, e pior, ainda queima carbono, fode o regime de chuvas e tende a ser atriz principal do caos urbano final do apocalipse civilizatório do homem branco.

A cidade é civilizatória, só que civilização nem sempre é bom, principalmente quando rima com um desenvolvimento com focinho de capitalismo.

Os Socialistas, os Black Bloc e a Chapeuzinho Vermelho.

Chapeuzinho-Vermelho-Jessie-Willcox-SmithSi, tenho dificuldades de entender determinadas posições que se arvoram de dizer X, mas escrevem Y. dizem que lutam pra mudar o mundo, mas tem medo pânico de qualquer alteração do cotidiano ou das regras SOCILA de luta política, dizem que são contra o discurso da globo, mas esperam “manifestações pacíficas” da mesma forma e não raro acusam os “radicais” de algo que nem número e nem peso social tem para mudar: A decisão coletiva de toda uma categoria ou ato ou manifestação.

Aliás essa galera gosta mais de tática que auxiliar técnico do Parreira.

No fundo a culpabilização é de tudo o que fugir um minuto e meio do bom comportamento do sujeito de esquerda amestrado, festivo, que quer “justiça social” on the rocks ou com água perrier.

No fundo a gente pode achar que andando no trem do samba passa a entender o cotidiano de quem anda no trem sem samba, sem ar-condicionado, sem tesão, sem solução, apenas a vida dura do pano rápido, do tesão malfeito, com pressa lavar a cara e partir.

Tem dia que de noite é assim mesmo, tem dia que a esquerda é posta diante de si mesmo e se acha gorda demais, feia demais, preta demais, viva demais e ai assusta, porque primeiro se julga com o padrão que diz combater, segundo não engole a própria contradição, a vê, mas finge não ver e pior, a renega.

A contradição é pior que piolho pro socialista.. ele vê a do capitalismo, mas não vê o capitalismo em si, a contradição em si e quando vê a pinta com nariz de palhaço.

Monkeys go to haven, camarada, mas e a esquerda, vai?

O pior socialista é aquele que não vê.

112435_Papel-de-Parede-Chapeuzinho-vermelho-e-o-lobo_1440x900A esquerda não lê as Cobras do Veríssimo e não sabe que lá em casa somos tudo Vasco, e por isso permanecem perguntando que tipo de gente somos nós, os estranhamente mais feios do que deveríamos ser, os que estranhamente não vestiram as barbas de Marx no corpo messiânico de um Dom Sebastião qualquer.

A esquerda não sabe que intelectual não vai à praia, intelectual bebe.

E beber, queridos, necessita que todo bebista tenha de ir aonde o povo está. Não se bebe bem sob o ar-condicionado das regras, dos móveis e utensílios da burocracia.

O cachacista, e todo bebum é revolucionário, sabe o que tem dentro de si por verter-se muitas vezes história afora. Só quem tem ressaca sabe o que é fazer autocrítica.

E não, não há possibilidade de disciplina revolucionária maior se não for movida a álcool.

A própria noção do leitmotiv da existência revolucionária leva a perceber que dentro de cada pé sujo existe um palácio, um linguajar, um mundo de relações e conhecimentos, aproximações que começam zoando o Vasco e terminam com a defesa do conceito de mais valia atribuído ao salário do sujeito de jaleco (Boteco não tem garçom, tem jaleco) que te serve uma cerveja.

1chapeuzinhoQuem tem medo dos Black Bloc nunca encarou uma moela de três dias num boteco da Praça Mauá ou teve de beber dentro da tendinha na favela pra desviar dos tecos dialógicos entre duas vertentes da bandidagem presentes no Morro do Dendê, a oficial e a paralela..

Aliás, quem tem medo dos Black Bloc, Black Bloc, Black Bloc?

A esquerda deveria ser mais vermelha  que chapeuzinho vermelho.

O Movimento “Procure rumo ou se oriente Rapaz”

downloadEstamos lançando o movimento “Procure rumo ou se oriente Rapaz” que visa desproibir a vida, o jornalismo, a história, a contestação, a sexualidade, o ir e vir frenético, o movimento sexy, o livre exercício da capacidade de pensar, a leitura da realidade complexa com curiosidade e não com uma empáfia encaixadora e taxionômica.

O movimento busca desreproduzir a desinteligência a partir de cócegas repetidas na inteligência alheia, através de apelações a homens ao quadrado, ao cubo, cowboy, a dorê e Xadrez.

Mulheres não só são permitidas como encorajadas a entrar nas apelações, com apelações, com ou sem roupa, calcinha, vergonha, celibato, ninfomania, vontade de um “vem cá minha nega”, lesbianismo, deslebianismo, transsexualidade, artigos de luxo,s em luxo, sme artigos, com cama, mesa e banho ou não.

No movimento a recusa automática à estupidez é cláusula pétrea e só não é única porque a cláusula de solidariedade humana ao outro em detrimento da locomotiva de criar doido que cria winners está ali e só saiu mesmo pra comprar cigarro, mas já volta.

imagesA ideia de individualismo recebeu o singelo conselho de ir dar meia hora de bunda ou chupar um canavial de rolas ou buças (No sentido inverso da orientação sexual e desejo primevo) e a lógica de superação do sistema capitalista foi aclamada com abraços, uivos lascivos, chamamentos de santo, sacrifícios a baal e louvores aos black Bloc.

O sentido do gênero ou o chamamento materno ganharam passagem só de ida a Bangu, no meio dia de um verão inclemente, e sem direito à cerveja no calçadão.

O movimento “Procure rumo ou se oriente Rapaz” portanto trata-se de um movimento de estilo frente ampla, costas amplas, vagas na garagem, vista pra praia, sol da manhã com boa localização e transporte.

OgAAAFFNDjiCxq9y4W4qHkzCCBEnwep_90QDlduCJWRbOTwutURmoLuJMV_0qQPwWo2zzviYHlCtYAEjnvTf0_cONcwAm1T1UBP44UIxhf0MZTZ-oyvenRCOMiQKO movimento “Procure rumo ou se oriente Rapaz” é antes de tudo apoiador da orientação pela constelação do Cruzeiro do sul.

O movimento “Procure rumo ou se oriente Rapaz” também atua de ponta ou meia esquerda enfiado, mas prefere jogar comentando da cadeira do boteco.

O Sacador das Paradas

images3A sabedoria como arma de repetição indefinida da mesma coisa como verdade só vista pelos inciados pode ser qualquer coisa, menos sabedoria.

Enxergar o que os demais não enxergam é raríssimo e em geral só ocorre quando você é aquele leitor de livros pra cegos no instituto Benjamin Constant, e olhe lá, porque tem os demais companheiros leitores ao lado pra sacanear sua especificidade.

O sujeito que se posiciona como sacador fodaço do concreto, enquanto obviamente por oposto você é uma mula míope que faltou aula demais no supletivo e não sabe de nada, geralmente é aquele cara que carrega a mesma verdade usada há uns dez anos, talvez herdade de um tio vetusto, e repete ela ad infinitum, e óbvio, como qualquer relógio parado acerta algumas vezes.

O Sacador das paradas, como chamaremos a partir de agora nosso amigo mala sem alça, é muito comum em partidos, organizações de direita, fascistas, micro-organizações de esquerda,igrejas evangélicas mutcho doidas, praças, pregações, testemunhos de Jesus e Jeová (que devem ter cometido um crime feio porque tem uma porrada de testemunha a favor deles) e outros antros mal iluminados e fechados que causam este tipo de fungo obviamente tóxico a quem por exemplo, não acha tudo assim tão simples.

Aliás, o simples é geralmente irmão da verdade no discurso da rapaziada. É tudo muito simples na maioria do discurso e é até fácil entender o motivo, quando a gente tira todo o complexo da discussão, todo o concreto e suas miríades de possibilidades, o que fica é o simples, só que esse simples tende a ser simplório.

ball_bandeira_eua_fivbQuando você vê alguém dizendo que é simples alguma coisa que tá na cara que é óbvio que não é nada simples, espere mais cinco minutos e lá vem a verdade, vestida de fraque, pincenê, polainas e com vocabulário empolado. É aquela verdade do XIX, que salta na tua frente que nem assombração e não se fura a te dar um mega esporro porque tu não leva a menor fé nela, que é a enviada da Razão, ainda mais depois que Hitler usou a Razão pra matar uma rapaziada ai em fornos e câmara de gás.

O detentor da verdade, o Sacador das Paradas, além de mala é arrogante. E de uma arrogância poucas vezes amiga de algum tipo de inteligência. Em geral o cara caga solenemente para uma série de pressupostos do real que ele diz analisar e manda ver no mantra mais próximo e ainda diz que todo sujeito que pondera qualquer coisa é que é o idiota.

images2Então não se surpreenda com a presença do Sacador das Paradas em um mundo a cada dia mais em crise porque a tal razão foi tomar chá e era de cogumelo. Ele é filho dileto da crise da razão, por isso se agarra à uma verdade construída coletivamente e repetida de forma ritmimada em mantras, palavras de ordem e místicas que a estruturem como um colchão de conforto em um quadro onde a miríade de explicações exige mais que simplismo.

E ai o Sacador das Paradas pode ser um Sábio algum dia, quem sabe? Mas numa civilização onde você não vai mais estar.