Uma carta ao lixo humano reaça

O ódio

Uma carta ao reaça de almanaque, ao babaquinha chupa rola que é Reaça por moda, o branquelo universitário que quer andar armado pra que um malandro macho tome a arma dele com um tapa e ainda mije na cara dele, ao advogado imbecil machista que acha que aprendeu a viver sendo esmagado enquanto pessoa no exército e acha que LGBT e mulher são lixo humano.

Eu quero que se foda teu direito pessoal de andar armado, teu medo do mundo, sua ausência completa de capacidade de existir em coletividade e espero que você morra de câncer, sem nenhum tipo de morfina, que sangre até derreter.

Esse é teu paraíso, onde morrem ecossistemas inteiros, onde centenas ou mais pessoas morrem em ataques terroristas, onde a cada terremoto no Japão pode nascer uma nova tragédia ambiental via destruição de usinas nucleares a partir de Tsunamis.

Sim, esse é teu paraíso, o paraíso que alimenta teu medo,esse medo que vira ódio, individualismo cego,tosco,irresponsável,analfabeto funcional e arrogante ao mesmo tempo.

Eu vou sobreviver a ela, porque lutar é minha vida, sem cagaço, sem pedido de pinico e um canalha fardado qualquer. Você não, você tremerá de cagaço travestido de triunfo todo dia, com medo de ir,vir,respirar,foder,comer,viajar de avião.

E essa é a minha vitória. Você se caga de medo do mundo, eu bebo o mundo de talagada.

Euvou sobreviver nesse mudno que você destruiu com seu medo, eu vou esfregar na tua fuça medíocre essa vitória que consiste em jamais desistir ou ajoelhar pedindo perdão a bundões como você.

Você tem medo de pensar e enfrentar o universo que é você, eu me expando universalmente sendo a mim mesmo e todos os que me amam.

Você tem medo do outro, eu transo com o outro.

Vocêr tem medo de morrer e eu passo a morte na espada.

Você vai morrer de câncer pedindo morfina, talvez eu também,mas eu sei o porque, o teu câncer nasceu do medo.

Eu sei quem eu sou,você é medo.

Vocè já morreu congelado em si mesmo, enquanto eu queimo no meio dos destroços construindo armadilhas que tentam ser novos mundos.

Continue se cagando.

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Somos iguais em desgraça

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A Piedade, além de um sentimento misericordioso, é uma estação de trem que fica entre o Engenho de Dentro e Quintino.

Antes era onde se saltava para ir para a universidade Gama Filho, que um dia vou grande e hoje tá que nem o Botafogo, em uma crise que a levou para a segunda divisão e com chances de acabar.

Nossa desgraça e parte da divina tragicomédia humana que despenteia o orgulho e mostra em rede nacional a cueca puída e velha da decadência do tipo humano, aquele bicho orgulhoso vaidoso de sua razão e que esperava teleologicamente um futuro brilhante que o progresso traria, é que não há Piedade.

Cazuza cometeu muitos erros, mas suas letras erma certeiras.

Realmente somos iguais em desgraça, mas não adianta gritar a Senhor nenhum por uma piedade, porque ele confunde as línguas e pode achar que Piedade é o nome de um meteoro ou do agravamento de nossa estupidez, o que dá no mesmo, e acelerar a nossa desgraça.

Diante do fato de que destruímos o planeta e nos punhetamos em uma defesa debilóide de continuarmos a cometer velhos erros econômicos em nome de um lucro imbecil e viciante que não dá muita felicidade nem pra quem tem, fico aguardando uma carta dos golfinhos nos agradecendo os peixes, pra ter a esperança de existir vida inteligente em algum planeta.

O universo foi sim uma péssima ideia, caro Douglas Adams, mas nenhuma foi pior do que criar os homens. E se teve um design nisso, e não um processo evolutivo, eu te juro que ele não foi inteligente, menos ainda seu criador.

Alias, se Deus for um Designer tá explicado, desenha muito, mas tem pouca criatividade pra criar o personagem.

Se Deus for um Designer ele tem toda pinta de Todd McFarlane da vida, que sem cancha pra criar um Batman decente, fez o Spawn.

E eu fico rezando pra humanidade não ser um herói da Marvel, porque senão ressuscita.

 

Os presidenciáveis se fossem jogadores de futebol

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Marina é a cara do Ganso. Tem técnica superior, tem potencial pra ser craque, mas jamais assume a responsabilidade por seu papel, vive fazendo escolhas erradas e culpa os outros por suas falhas ou vacilos. Além disso quando faz declarações estúpidas se sente perseguida e acusa os demais de má vontade. Tinha tudo pra ser um Kaká mas é só o Ganso.

Luciana Genro é o Matheus Carvalho, tem técnica, faz seus gols, luta pra diabo, sempre se destaca na divisão de base, mas jamais vai ser mais que eterna promessa.

Eduardo Jorge é o Douglas do Vasco, teve passagem por várias legendas das principais. Tem muita técnica, tanta que engana quem acha que ele é craque, ai ele faz suas gracinhas, meia dúzia de boas jogadas, some no resto da temporada, jamais assume a liderança da equipe e nem que faz corpo mole às vezes, não assume a posição que gosta de jogar e que tá ali só pra cumprir tabela e levar o seu pra casa.

Aécio é o Caio Ribeiro, o sonho da mídia e da elite, mas nunca jogou nada ou foi mais que um rostinho bonito.

Dilma é o Guinazu, marca muito bem, mete a porrada, truculenta pra caralho, é amada pela torcida por defender a camisa, mas não sabe falar sua língua e tem a empatia de um Iguana.

Pastor Whateveraldo é qualquer atleta de cristo ruim e obscuro.

Eymael é o Carlinhos Paraíba, todo mundo gosta de ver jogo com ele, mas nunca acompanha a temporada toda.

Iasi é o Eduardo, meia clássico, muita técnica, chegando agora no futebol brasileiro e sofrendo com a impaciência da torcida e o fato dão e ser de fora dos grandes centros. Tinha tudo pra ser uma grande revelação, mas a equipe não ajuda inclusive por seu histórico de não ter uma intervenção decisiva e planejada no cenário de futebol, além de sofrer perseguição por não ser parte da elite.

Zé Maria é o Jobson, muita bola, mas comete sempre os mesmos erros e jamais aproveita as chances que tem quando aparece.

E o Pimenta é o Wellington Silva, não joga nada, não planeja a carreira direito, mas faz cada festão…

Era só uma piada e esse blog era pra ser engraçado…

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Eu nem gosto da ideia que todo branco é racista, mas é tentadora a aceitação dela com a rapidez da proteção do branco quando este comete racismo.

É a televisão, é a turma do deixa disso, é o Pelé, todo mundo tem um monte de conselho pro negão atingido com xingamentos racistas, todos dizem que ele exagera, se vitimiza, pega pesado.

Todos são excelentes especialistas na passagem de mão na cabeça dos brancos coitados, pobres tolos, que erraram e de pressão para que o negão que se fode todo dia tomando na cabeça de uma sociedade racista não leva às últimas consequências a reação à canalhice que é o ato racista.

É mole ser coitado como fiofó alheio. É mole ser branco e pagar esporro no negão que tá fazendo valer seu sagrado direito a não entubar racismo.

“Ah, mas o Pelé concorda que Aranha exagerou e é negro!”. Amigo, o Pelé calado faz o Fernando Pessoa parecer poeta principiante que vende poema em boteco da Lapa. Romário merece um Nobel só por ter cunhado essa frase.

Esse conjunto da obra do perebismo protetor do racismo, machismo, etc, que vai da TV ao Pelé, é um sintoma da doença social que produz um bando de branquinho meia boca todo trabalhado no iphonismo com sucrilhos que acha que vivemos numa ditadura comunista porque a empregada não quer fazer nescau pra ele depois do horário.

Sim, a criação mimada de um bando de branco que faz muxoxo quando o negro fala, e por isso sai da sala com veludo nos tamancos, é um sintoma da doença social de uma sociedade racista e burra.

Racista, burra, mimada e grosseira, incapaz de assumir qualquer merda de responsabilidade, inclusive a própria marra racista e autoritária que põe o galho dentro quando o negão põe a baiana pra girar.

A rapaziada quando toma na cabeça fica revoltada dizendo “Ah, os brancos são culpados por tudo”.

Mas são mesmo, oras! Da devastação ambiental ao genocídio indígena, a diáspora africana e o extermínio da população preta, a bomba atômica, etc… Tudo isso é invenção do branco, ocidental, oras! Assume!

Só o machismo e o patriarcalismo que eu distribuiria por igual, mas o resto é tudo filho dileto da razão, do iluminismo, da civilização ocidental.

Sim, amiguinho, o branco que matou uma pá de civilização, o branco que comercializava preto (E não seja imbecil de dizer que outras civilizações também escravizavam, vai estudar!), o branco que matou judeu pra cacete, o branco que jogou bomba atômica, o branco que inventou a civilização do petróleo, o branco que inventou o Danilo Gentilli e o branco que acha que racismo, machismo e homofobia são piadas, ironias, descuidos, do alto de sua branquelice sem noção.

A culpa, amiguinhos é branca.

Transformar tudo isso em piada é só uma piada mortal.

O body count real só não é pior do que a contagem de bom senso mandado às favas em nome da supremacia do próprio privilegio.

Enfim, a ideia da piada, ironia, descuido é até fofa se não fosse cômoda de um bando de jegue incapaz de reconhecer a própria ausência de noção e de melhorar enquanto gente.

Esse blog era pra ser engraçado.

Os liberais Blasés do Leblon

Chewbacca - TM Mask

O que diferencia os liberais Blasés do Leblon dos conservadores? A pose e o “argumento de autoridade” que em geral é embuste e tenta conciliar divergentes, porque a divergência não é blasé, não é legal, nem cool, a divergência que provoca discussões sobre decrescimento, revolução, isso tudo são “projetos ideológicos irreais”.

Os liberais Blasés do Leblon são a turma do “deixa disso” da política, mas não pelos mesmos motivos. Os liberais Blasés do Leblon não querem evitar que dois amigos briguem, mas ao mesmo tempo em que tentam fazer viver a ladainha de que o capitalismo é o que há e não dá pra sair dele desejam pavonear seu vasto conhecimento sobre tudo o que você desconhece, o que em geral não é mais que uma manobra de diversionismo embusteiro…

Os liberais Blasés do Leblon aparentam sacar de tudo,desde física quântica até a influência do galho seco na relação sexual dos macacos, passando por aquecimento global (Sempre com notas amadeiradas de negacionismo) mas no fim das contas com alguma pesquisa, acompanhamento atento sobre os diversos assuntos que envolvem o debate, raciocínio rápido e alguns minutos de uso do Google, se nota que os liberais Blasés do Leblon no fundo não são muito mais do que palpiteiros arrogantes.

Dizem que o desmatamento e as emissões de carbono no Brasil diminuíram, quando aumentaram (Olhem o Imazon e o IPCC), dizem que PSOL e PT são gêmeos siameses, jogando pra debaixo do tapete tudo o que foi a política brasileira nos últimos dez anos, dizem que o PT são um mal necessário para nos livrar do PSDB (fingindo não ver o que aproxima mais e mais PT e PSDB) e dizem depois que tudo não passa de “brigas entre crentes que vê no divergente um apóstata”, óbvio que tornando toda militância em uma manobra de imbecis movidos à fé, diferente dele, um dos liberais Blasés do Leblon, que é o único que raciocina.

No fundo os liberais Blasés do Leblon não são mais que conservadores que se vestem como hipsters e tomam a si mesmo como intelectuais refinados quando são, no máximo, palpiteiros desatualizados e com pouco acesso á teoria. Em geral os liberais Blasés do Leblon se autonomeia com nicknames inspirados em alguma eminência parda habilidosa política e em geral são jornalistas, uma categoria danada pra ter palpiteiro que se acha informado porque sabe um pouco de quase tudo, e quase tudo mal.

c-3po_3Os liberais Blasés do Leblon estão à sua volta agora, aptos como poucos a “ponderar” sobre garis, aquecimento global, o gol do Ronáiro e os peitos da Luanna Piovanni, sempre citando um link chique sobre um assunto, fingindo ignorar o viés do texto, fingindo ignorar a desinformação conti9da nele.

Os liberais Blasés do Leblon são uma espécie de Olavo de Carvalho que fizeram SOCILA, mas em geral votam no PT, mas só depois de 2003, antes era caído.

O torcedor, este irracional..

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Como já dizia Niara, minha companheira, e não Jorge Maravilha, a internet é uma praça, uma rua, uma vida continua por outros meios.

Faz tempo que é assim, as redes sociais fizeram no máximo uma reforma urbana que a la Pereira Passos ampliaram o horizonte da grande cidade para além das estreitas ruas da internet colonial. E sim, com muita remoção, bota abaixo, vide o Mega Upload.

A deep web é a zona boêmia, é a ruela escura onde pairam os aviões que não são os do forró.

Mas a internet é isso ai, a vida exposta no cotidiano, uma vida 24 horas com holofotes fortes o suficiente para mostrarem sua cueca furada por baixo do jeans usado.

Outra coisa que a internet faz é demolir. Demole que é uma beleza, faz mais que o Sérgio Naya. E é mais limpa também na demolição.

Tá lá você com toda tua empáfia sobre um tema e a Internet chega e, pimba, derruba. Tu te achando o novo Einstein da jeba preta e falando a maior bobagem, sim, vai ter um que vai te avisar, nem sempre com educação.

É, amigues, a internet não fez SOCILA, não se formou em boas maneiras e nem foi educada nas melhores escolas. A internet é das ruas, além de ser como as ruas.

Estudo2Jornalista tem problema com a internet desde sempre, porque na internet o cara que mete os agás manjados que lhe fazia inteligente pra família na festa do sobrinho vai ter à frente dele alguém que vai avisar o quanto ele tá falando de bobagem.

Acontece comigo, acontecerá contigo. O lance é como você lida com isso.

O jornalista médio foi criado com o leite de pera da verdade. Ele acha que é o mensageiro fodão da verdade. Ele vai lá nas fontes (quando vai) e chega com ela, a informação, embalada pra presente pra te entregar e fica esperando o “obrigado” que nunca vem.

É, amigues, o jornalista é um coitado, um cara que lida com a gente, os mal-agradecidos leitores, telespectadores e ouvintes.É assim que o jornalismo se vê. Ele tá acostumado a entender os demais como desinformados, ignorantes e bocós que precisam dele para se informarem. Acho bacana isso, só precisa avisar pro jornalismo que inventaram o Google.

Além do Google tem mó rapaziada produzindo conhecimento nas diversas áreas que discutem absolutamente tudo, da História às Ciências Sociais; da Ecologia à militância por liberdade de informação; Da ciência do Clima ao cozinheiro que faz o Beirute dos fortes.

É, amigues, informação não é produzida só por jornalistas. Advogado produz, historiador produz, dona de casa produz, travesti, transsexual, puta, bandido, traficante, usuário, nerd, geek, Gogo Boy, todo mundo produz informação.

A questão é que os jornalistas estudam quatro anos para dar tratamento à informação, os demais não, e ai é que a volumosa porca torce o volumoso rabo: Essa rapaziada estuda direito? Ela discute que a lógica da “verdade” é problemática, que contra fatos há sim argumentos que inclusive discutem como se constroem fatos e como se dá a interlocução do observador com a realidade determinando que fatos dependem inclusive do observador para existirem? Olha, o resultado final me diz que não, não estudam.

images (1)A média do jornalismo é composto por gente toda trabalhada na douração da pílula do senso comum usando gambiarra de luzinhas natalinas compradas em Pedro Juan Caballero. E aí, amigues, não dá.

Jornalista senso comum? Porra, pra que a gente precisa de jornalista se ele vai dizer pra ti o mesmo que o Manuel da Padaria faz e de graça? Tu não precisa de energia elétrica pra ligar a televisão se o Manuel da Padaria ali na esquina fala as mesmas bobagens e ainda tem sotaque.

Pois é, amigues, o lance é que jornalista senso comum é mato. E nem precisa pegar só o Jornalismo Esportivo, esse tradicional calabouço da consciência crítica, tem jornalista do topo da cadeia alimentar, editoria de política/economia, que fala as mesmíssimas bobagens e mais, em público.

É amigues, não explicaram pros jornalistas que o Google foi inventado e nem que o cara escrever na rede social dele que o uso de Avatar com a camisa do Fluminense (ou do PT ou da folha de maconha) torna o interlocutor um irracional, um idiota, um bocó, é como se ele tivesse gritando isso no mercadão de Madureira.

Fora que não explicaram pros caras que o avatar é poli significante, ou seja, significa muita coisa, é símbolo, é bandeira, é recado, é persona, é uma cacetada de coisa. Os caras tomam avatar, uso de símbolos, como significado de infância, de estupidez e por ai vai… e não dialogam, rotulam, agridem, tomam-te como imbecil.

Enfim, isso não costuma ser problema de quem é tratado como imbecil, mas do jornalismo, porque isso não é exceção, é regra.

E ai de nós que lidamos com o esporte, torcemos e conseguimos, pasmem, pensar. Somos todos “O torcedor, este irracional”.

É como se o torcedor virasse um lobo capetóide sem ética porque torce ou fala de futebol, ou fosse um ente infantilizado incapaz de pensar. Bem, diante do fato de que os jornalistas veem os torcedores, e o público em geral, como um bando de crianças idiotas, faz até sentido.

Só que tem de avisar pra eles que isso reflete mais o jornalismo e sua incapacidade de diálogo com uma realidade em transformação do que a realidade em si.

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É, jornalistas, a gente, torcedor, não muge e mais, raciocina bastante e critica sim, queridos, a qualidade da informação e a própria competência de quem deveria informar mais, mesmo dando opinião, porque opinião é algo de extrema responsabilidade.

Porque do jeito que vocês agem, amigues jornalistas, vou mudar o título pra “jornalista, este irracional”, mas cês costumam ser pagos para agirem desta forma e ai é desleal, é melhor nos contratarem, somos irracionais há mais tempo.

Civilização é o caralho!

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No passado diziam que o mundo moderno criaria assassinos e que a nova urbanidade era anticivilizatória. Estavam parcialmente certos os profetas do passado, porque a tal civilização é que no fundo é anticivilizatória, ou melhor dizendo, inumanamente antissocial.

As cidades sempre foram uma espécie de antessala da desumanização, mas os profetas do apocalipse urbano estavam certos no caminho delas para a criação do monstro comum das sociedades modernas, para a produção daquilo que seria uma espécie de Leviatã do século XXI: O cidadão de bem.

Só que eles foram tímidos na previsão, além do cidadão de bem as sociedades modernas criariam capetas sazonais através dos serviços de telemarketing, especialmente o das operadoras de TV, Banda Larga e celular. Esses capetas sazonais criam pelos, chifres e um ódio imortal a toda operadora dando inveja ao Michael Douglas em um dia de fúria.

Os profetas deram mole também na descrição de civilização como algo bom, sendo ela na verdade o mal dos séculos.A civilização é boa pela tecnologia, mas no geral é um saco inchado após chutes múltiplos.

Os ditos “Selvagens” vivem numa boa muito maior que os civilizados e ainda se fodem por isso. Porque o civilizado além de um destroçador de mundo é um destroçador dos “selvagens” que tem uma visão muito mais bacana do que a “civilizada”, mas que por não responderem ao mesmo eco dos “cidadãos” tomam e tomam fundo.

 No fundo a cidade, e não a TV, é uma máquina de criar doido. A única coisa boa da cidade é o boteco e o trem no fim de semana.

 O trem no fim de semana é o melhor shopping do mundo: Tem ar-condicionado, tem gente vendendo produtos, é um lugar fechado e nos leva de lá pra cá. A gente entra em um lado e sai em outro totalmente diferente e ainda ri com um sujeito com peruca verde-amarela cantando Wando.

 Além do trem no fim de semana e dos botecos o que resta das cidades? Nada.

A cidade é uma substituição da natureza sem muita vantagem, e pior, ainda queima carbono, fode o regime de chuvas e tende a ser atriz principal do caos urbano final do apocalipse civilizatório do homem branco.

A cidade é civilizatória, só que civilização nem sempre é bom, principalmente quando rima com um desenvolvimento com focinho de capitalismo.