A Estupidez coletiva no futebol e o senso comum escrito em blogs e na imprensa

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É cada dia um 7×1 diferente.

Desculpe iniciar um texto de forma tão agressiva, mas é fundamental: Se você não enxerga qualidade no Richarlison você é uma besta.

Sim, uma besta, daquelas primordiais, descritas na Bíblia, uma besta óbvia, ululante, de babar na gravata, transtornar a estupidez dos idiotas do mundo.

Por que digo isso? Porque ando cansado de ver o desserviço cotidiano que boa parte dos blogueiros de times em portais como Globoesporte.com ou ESPNFC prestam com relação às necessárias mudanças que o futebol brasileiro e os clubes precisam ter.

Não adianta termos o esforço enorme dos principais portais, os mesmos que empregam os “blog do torcedor”, em melhorar as análises táticas de suas equipes, de prover seus sites com conteúdo moderno e com compreensão mais avançada do jogo, não adiantam os esforços da Universidade do Futebol, se a própria dinâmica caça clique desses portais protege e utiliza a reprodução do mais reles senso comum em suas páginas.

Sim, é dolorosa a permanência da avaliação individual de jogadores sem a menor sabedoria, o menor cuidado, a menor observação dos contextos relevantes pra isso.

O Richarlison é julgado em 2016 por critérios que já eram caducos em 1990, critérios que ignoram o jogador novo, a nova técnica, dentro de um ambiente de profunda mudança que o futebol sofre ao menos desde que Guardiola e Mourinho inauguraram um novo mundo de 2006 pra cá.

Richarlison é julgado por quem ainda pensa o jogo, e a formação de jogadores, como quem vê um jogo da Máquina Tricolor de Rivelino, ou a de Assis e Washington e se empolgou com Romário, Edmundo, Roger e Ramon em 2004.

Richarlison é julgado por quem enxerga jogador como um ente mágico que resolve tudo em um passe de mágica e que “numa matada” demonstra seu futebol.

Essa gente sequer consegue pensar o tempo entre o domínio de bola e a ação, e entre o domínio e a chegada da marcação, acha que uma matada de bola que tem de ser feita em milésimos de segundos antes que o marcador chegue, e tem de conter nesse mesmo tempo a ação posterior. Essa gente acha que a matada de 2016 é a mesma que dava Rivelino em 1976.

É uma estupidez de almanaque.

Nenhum desses consegue sequer enxergar os dribles em velocidade e a quantidade de faltas que Richarlison recebe, ou suas assistências, ou sua tomada de decisões, o papel tático que exerce, defensiva e ofensivamente e o que isso significa hoje e em potencial.

E é só olhar, é só pensar coletivamente, ir além do rame rame, ler jornalistas especializados, estudar, ser mais do que um idiota reprodutor de senso comum e que se orgulha de ter feito campanha cotidiana pra que a diretoria do Fluminense demitisse treinadores (O Blogueiro do GE fez isso, assumiu em sua conta pessoal no twitter que fazia isso contra o Cristóvão Borges e com Eduardo Baptista).

Tá em dúvida sobre as qualidades do Richarlison? Ouve o Levir (Técnico medalhão que nove entre dez torcedores e leitores dos blogs pediram). Não vale? Tá, vou ignorar a incoerência, mas leiam Mauro Betting, PVC, blogueiros de Minas Gerais, Raphael Rezende, Raphael Oliveira, Mário Marra, Mauro Cezar Pereira, etc. Não? Mesmo assim permanece o Senso Comum? Putz, então procura um médico.

Já fizeram isso com o Kenedy e o Gerson, ótimos, jogadores sensacionais com um puta futuro. Já fizeram isso com o hoje idolatrado Scarpa e com o tolerado Marcos Júnior.

Fazem com Richarlison, como também com Renato Chaves (zagueiro disputado pelo Fluminense, Grêmio, etc no início do ano), com o Gum (Bi campeão Brasileiro e bom zagueiro respeitado pela equipe e parte da torcida) e também com Samuel (que veio da base e já mostrou que no mínimo é útil desde 2012), Maranhão e Dudu.

Pra essa gente a qualidade do jogador tá ligada menos à técnica que ele concretamente tem e mais ao nome (Leia-se custo e carreira) que aglutinou em torno de si. Mais valia manter R10 pra eles do que apostar em jovens como Rojas.

E quem administra o custo da mentalidade dessa gente? Ah, pois é.

Essa gente louva o Grêmio, que o Roger Machado pegou na rabeira do Brasileiro de 2015, e tem um elenco muito similar ao atual do Flu, e levou a Libertadores. Mas o Levir não consegue ter paz pra fazer com Richarlison o que Roger fez com Luan, Everton, etc.

Quem era Geromel com Felipão e quem é com Roger?

Garanto que a estupidez coletiva blogueira não vai te explicar esses detalhes. Acho que sequer quer pensar nisso ou tentar aprender isso.

O Fluminense tem um bom elenco, um bom técnico, caminha pra ter uma estrutura melhor e meios pra avançar nos campeonatos atuais e ter um enorme futuro.

Esse futuro incomoda a quem pouco consegue enxergar do presente e cobra treinadores, diretorias, etc por três meses de trabalho de técnico e confunde qualidade com preço de passe.

Quem escreve “Precisamos de jogador pra entrar e jogar logo!” não tem a menor ideia do que significa jogar, treinar, encaixar na equipe.

Nem Neymar no Barcelona encaixou de primeira.

Se pensam assim sobre reforços imagina se vão contextualizar qualidade técnica com idade do jogador e necessidade de evolução e maturação, não é mesmo?

Essas pessoas sequer raciocinam sobre o técnico, como ele é, onde e quem treinou, como foram seus primeiros meses, etc.

E é desse tipo de raciocínio que precisamos nos livrar, precisamos nos livrar do 7×1 cotidiano que nos assola.

Parte desse 7×1 é essa concepção de futebol sustentada numa dimensão canhestra de avaliação de jogador baseada num futebol que morreu há vinte anos.

E não, não é um discurso que despreza o passado, mas que compreende o óbvio: o futebol é fruto de seu tempo, cada era do futebol sem suas características.

Você ainda acha que os jogadores pioraram? Troca de pasto, esse atual tá te fazendo mal.

Uma carta ao lixo humano reaça

O ódio

Uma carta ao reaça de almanaque, ao babaquinha chupa rola que é Reaça por moda, o branquelo universitário que quer andar armado pra que um malandro macho tome a arma dele com um tapa e ainda mije na cara dele, ao advogado imbecil machista que acha que aprendeu a viver sendo esmagado enquanto pessoa no exército e acha que LGBT e mulher são lixo humano.

Eu quero que se foda teu direito pessoal de andar armado, teu medo do mundo, sua ausência completa de capacidade de existir em coletividade e espero que você morra de câncer, sem nenhum tipo de morfina, que sangre até derreter.

Esse é teu paraíso, onde morrem ecossistemas inteiros, onde centenas ou mais pessoas morrem em ataques terroristas, onde a cada terremoto no Japão pode nascer uma nova tragédia ambiental via destruição de usinas nucleares a partir de Tsunamis.

Sim, esse é teu paraíso, o paraíso que alimenta teu medo,esse medo que vira ódio, individualismo cego,tosco,irresponsável,analfabeto funcional e arrogante ao mesmo tempo.

Eu vou sobreviver a ela, porque lutar é minha vida, sem cagaço, sem pedido de pinico e um canalha fardado qualquer. Você não, você tremerá de cagaço travestido de triunfo todo dia, com medo de ir,vir,respirar,foder,comer,viajar de avião.

E essa é a minha vitória. Você se caga de medo do mundo, eu bebo o mundo de talagada.

Euvou sobreviver nesse mudno que você destruiu com seu medo, eu vou esfregar na tua fuça medíocre essa vitória que consiste em jamais desistir ou ajoelhar pedindo perdão a bundões como você.

Você tem medo de pensar e enfrentar o universo que é você, eu me expando universalmente sendo a mim mesmo e todos os que me amam.

Você tem medo do outro, eu transo com o outro.

Vocêr tem medo de morrer e eu passo a morte na espada.

Você vai morrer de câncer pedindo morfina, talvez eu também,mas eu sei o porque, o teu câncer nasceu do medo.

Eu sei quem eu sou,você é medo.

Vocè já morreu congelado em si mesmo, enquanto eu queimo no meio dos destroços construindo armadilhas que tentam ser novos mundos.

Continue se cagando.

Somos iguais em desgraça

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A Piedade, além de um sentimento misericordioso, é uma estação de trem que fica entre o Engenho de Dentro e Quintino.

Antes era onde se saltava para ir para a universidade Gama Filho, que um dia vou grande e hoje tá que nem o Botafogo, em uma crise que a levou para a segunda divisão e com chances de acabar.

Nossa desgraça e parte da divina tragicomédia humana que despenteia o orgulho e mostra em rede nacional a cueca puída e velha da decadência do tipo humano, aquele bicho orgulhoso vaidoso de sua razão e que esperava teleologicamente um futuro brilhante que o progresso traria, é que não há Piedade.

Cazuza cometeu muitos erros, mas suas letras erma certeiras.

Realmente somos iguais em desgraça, mas não adianta gritar a Senhor nenhum por uma piedade, porque ele confunde as línguas e pode achar que Piedade é o nome de um meteoro ou do agravamento de nossa estupidez, o que dá no mesmo, e acelerar a nossa desgraça.

Diante do fato de que destruímos o planeta e nos punhetamos em uma defesa debilóide de continuarmos a cometer velhos erros econômicos em nome de um lucro imbecil e viciante que não dá muita felicidade nem pra quem tem, fico aguardando uma carta dos golfinhos nos agradecendo os peixes, pra ter a esperança de existir vida inteligente em algum planeta.

O universo foi sim uma péssima ideia, caro Douglas Adams, mas nenhuma foi pior do que criar os homens. E se teve um design nisso, e não um processo evolutivo, eu te juro que ele não foi inteligente, menos ainda seu criador.

Alias, se Deus for um Designer tá explicado, desenha muito, mas tem pouca criatividade pra criar o personagem.

Se Deus for um Designer ele tem toda pinta de Todd McFarlane da vida, que sem cancha pra criar um Batman decente, fez o Spawn.

E eu fico rezando pra humanidade não ser um herói da Marvel, porque senão ressuscita.

 

O torcedor, este irracional..

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Como já dizia Niara, minha companheira, e não Jorge Maravilha, a internet é uma praça, uma rua, uma vida continua por outros meios.

Faz tempo que é assim, as redes sociais fizeram no máximo uma reforma urbana que a la Pereira Passos ampliaram o horizonte da grande cidade para além das estreitas ruas da internet colonial. E sim, com muita remoção, bota abaixo, vide o Mega Upload.

A deep web é a zona boêmia, é a ruela escura onde pairam os aviões que não são os do forró.

Mas a internet é isso ai, a vida exposta no cotidiano, uma vida 24 horas com holofotes fortes o suficiente para mostrarem sua cueca furada por baixo do jeans usado.

Outra coisa que a internet faz é demolir. Demole que é uma beleza, faz mais que o Sérgio Naya. E é mais limpa também na demolição.

Tá lá você com toda tua empáfia sobre um tema e a Internet chega e, pimba, derruba. Tu te achando o novo Einstein da jeba preta e falando a maior bobagem, sim, vai ter um que vai te avisar, nem sempre com educação.

É, amigues, a internet não fez SOCILA, não se formou em boas maneiras e nem foi educada nas melhores escolas. A internet é das ruas, além de ser como as ruas.

Estudo2Jornalista tem problema com a internet desde sempre, porque na internet o cara que mete os agás manjados que lhe fazia inteligente pra família na festa do sobrinho vai ter à frente dele alguém que vai avisar o quanto ele tá falando de bobagem.

Acontece comigo, acontecerá contigo. O lance é como você lida com isso.

O jornalista médio foi criado com o leite de pera da verdade. Ele acha que é o mensageiro fodão da verdade. Ele vai lá nas fontes (quando vai) e chega com ela, a informação, embalada pra presente pra te entregar e fica esperando o “obrigado” que nunca vem.

É, amigues, o jornalista é um coitado, um cara que lida com a gente, os mal-agradecidos leitores, telespectadores e ouvintes.É assim que o jornalismo se vê. Ele tá acostumado a entender os demais como desinformados, ignorantes e bocós que precisam dele para se informarem. Acho bacana isso, só precisa avisar pro jornalismo que inventaram o Google.

Além do Google tem mó rapaziada produzindo conhecimento nas diversas áreas que discutem absolutamente tudo, da História às Ciências Sociais; da Ecologia à militância por liberdade de informação; Da ciência do Clima ao cozinheiro que faz o Beirute dos fortes.

É, amigues, informação não é produzida só por jornalistas. Advogado produz, historiador produz, dona de casa produz, travesti, transsexual, puta, bandido, traficante, usuário, nerd, geek, Gogo Boy, todo mundo produz informação.

A questão é que os jornalistas estudam quatro anos para dar tratamento à informação, os demais não, e ai é que a volumosa porca torce o volumoso rabo: Essa rapaziada estuda direito? Ela discute que a lógica da “verdade” é problemática, que contra fatos há sim argumentos que inclusive discutem como se constroem fatos e como se dá a interlocução do observador com a realidade determinando que fatos dependem inclusive do observador para existirem? Olha, o resultado final me diz que não, não estudam.

images (1)A média do jornalismo é composto por gente toda trabalhada na douração da pílula do senso comum usando gambiarra de luzinhas natalinas compradas em Pedro Juan Caballero. E aí, amigues, não dá.

Jornalista senso comum? Porra, pra que a gente precisa de jornalista se ele vai dizer pra ti o mesmo que o Manuel da Padaria faz e de graça? Tu não precisa de energia elétrica pra ligar a televisão se o Manuel da Padaria ali na esquina fala as mesmas bobagens e ainda tem sotaque.

Pois é, amigues, o lance é que jornalista senso comum é mato. E nem precisa pegar só o Jornalismo Esportivo, esse tradicional calabouço da consciência crítica, tem jornalista do topo da cadeia alimentar, editoria de política/economia, que fala as mesmíssimas bobagens e mais, em público.

É amigues, não explicaram pros jornalistas que o Google foi inventado e nem que o cara escrever na rede social dele que o uso de Avatar com a camisa do Fluminense (ou do PT ou da folha de maconha) torna o interlocutor um irracional, um idiota, um bocó, é como se ele tivesse gritando isso no mercadão de Madureira.

Fora que não explicaram pros caras que o avatar é poli significante, ou seja, significa muita coisa, é símbolo, é bandeira, é recado, é persona, é uma cacetada de coisa. Os caras tomam avatar, uso de símbolos, como significado de infância, de estupidez e por ai vai… e não dialogam, rotulam, agridem, tomam-te como imbecil.

Enfim, isso não costuma ser problema de quem é tratado como imbecil, mas do jornalismo, porque isso não é exceção, é regra.

E ai de nós que lidamos com o esporte, torcemos e conseguimos, pasmem, pensar. Somos todos “O torcedor, este irracional”.

É como se o torcedor virasse um lobo capetóide sem ética porque torce ou fala de futebol, ou fosse um ente infantilizado incapaz de pensar. Bem, diante do fato de que os jornalistas veem os torcedores, e o público em geral, como um bando de crianças idiotas, faz até sentido.

Só que tem de avisar pra eles que isso reflete mais o jornalismo e sua incapacidade de diálogo com uma realidade em transformação do que a realidade em si.

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É, jornalistas, a gente, torcedor, não muge e mais, raciocina bastante e critica sim, queridos, a qualidade da informação e a própria competência de quem deveria informar mais, mesmo dando opinião, porque opinião é algo de extrema responsabilidade.

Porque do jeito que vocês agem, amigues jornalistas, vou mudar o título pra “jornalista, este irracional”, mas cês costumam ser pagos para agirem desta forma e ai é desleal, é melhor nos contratarem, somos irracionais há mais tempo.

Os Socialistas, os Black Bloc e a Chapeuzinho Vermelho.

Chapeuzinho-Vermelho-Jessie-Willcox-SmithSi, tenho dificuldades de entender determinadas posições que se arvoram de dizer X, mas escrevem Y. dizem que lutam pra mudar o mundo, mas tem medo pânico de qualquer alteração do cotidiano ou das regras SOCILA de luta política, dizem que são contra o discurso da globo, mas esperam “manifestações pacíficas” da mesma forma e não raro acusam os “radicais” de algo que nem número e nem peso social tem para mudar: A decisão coletiva de toda uma categoria ou ato ou manifestação.

Aliás essa galera gosta mais de tática que auxiliar técnico do Parreira.

No fundo a culpabilização é de tudo o que fugir um minuto e meio do bom comportamento do sujeito de esquerda amestrado, festivo, que quer “justiça social” on the rocks ou com água perrier.

No fundo a gente pode achar que andando no trem do samba passa a entender o cotidiano de quem anda no trem sem samba, sem ar-condicionado, sem tesão, sem solução, apenas a vida dura do pano rápido, do tesão malfeito, com pressa lavar a cara e partir.

Tem dia que de noite é assim mesmo, tem dia que a esquerda é posta diante de si mesmo e se acha gorda demais, feia demais, preta demais, viva demais e ai assusta, porque primeiro se julga com o padrão que diz combater, segundo não engole a própria contradição, a vê, mas finge não ver e pior, a renega.

A contradição é pior que piolho pro socialista.. ele vê a do capitalismo, mas não vê o capitalismo em si, a contradição em si e quando vê a pinta com nariz de palhaço.

Monkeys go to haven, camarada, mas e a esquerda, vai?

O pior socialista é aquele que não vê.

112435_Papel-de-Parede-Chapeuzinho-vermelho-e-o-lobo_1440x900A esquerda não lê as Cobras do Veríssimo e não sabe que lá em casa somos tudo Vasco, e por isso permanecem perguntando que tipo de gente somos nós, os estranhamente mais feios do que deveríamos ser, os que estranhamente não vestiram as barbas de Marx no corpo messiânico de um Dom Sebastião qualquer.

A esquerda não sabe que intelectual não vai à praia, intelectual bebe.

E beber, queridos, necessita que todo bebista tenha de ir aonde o povo está. Não se bebe bem sob o ar-condicionado das regras, dos móveis e utensílios da burocracia.

O cachacista, e todo bebum é revolucionário, sabe o que tem dentro de si por verter-se muitas vezes história afora. Só quem tem ressaca sabe o que é fazer autocrítica.

E não, não há possibilidade de disciplina revolucionária maior se não for movida a álcool.

A própria noção do leitmotiv da existência revolucionária leva a perceber que dentro de cada pé sujo existe um palácio, um linguajar, um mundo de relações e conhecimentos, aproximações que começam zoando o Vasco e terminam com a defesa do conceito de mais valia atribuído ao salário do sujeito de jaleco (Boteco não tem garçom, tem jaleco) que te serve uma cerveja.

1chapeuzinhoQuem tem medo dos Black Bloc nunca encarou uma moela de três dias num boteco da Praça Mauá ou teve de beber dentro da tendinha na favela pra desviar dos tecos dialógicos entre duas vertentes da bandidagem presentes no Morro do Dendê, a oficial e a paralela..

Aliás, quem tem medo dos Black Bloc, Black Bloc, Black Bloc?

A esquerda deveria ser mais vermelha  que chapeuzinho vermelho.

O Movimento “Procure rumo ou se oriente Rapaz”

downloadEstamos lançando o movimento “Procure rumo ou se oriente Rapaz” que visa desproibir a vida, o jornalismo, a história, a contestação, a sexualidade, o ir e vir frenético, o movimento sexy, o livre exercício da capacidade de pensar, a leitura da realidade complexa com curiosidade e não com uma empáfia encaixadora e taxionômica.

O movimento busca desreproduzir a desinteligência a partir de cócegas repetidas na inteligência alheia, através de apelações a homens ao quadrado, ao cubo, cowboy, a dorê e Xadrez.

Mulheres não só são permitidas como encorajadas a entrar nas apelações, com apelações, com ou sem roupa, calcinha, vergonha, celibato, ninfomania, vontade de um “vem cá minha nega”, lesbianismo, deslebianismo, transsexualidade, artigos de luxo,s em luxo, sme artigos, com cama, mesa e banho ou não.

No movimento a recusa automática à estupidez é cláusula pétrea e só não é única porque a cláusula de solidariedade humana ao outro em detrimento da locomotiva de criar doido que cria winners está ali e só saiu mesmo pra comprar cigarro, mas já volta.

imagesA ideia de individualismo recebeu o singelo conselho de ir dar meia hora de bunda ou chupar um canavial de rolas ou buças (No sentido inverso da orientação sexual e desejo primevo) e a lógica de superação do sistema capitalista foi aclamada com abraços, uivos lascivos, chamamentos de santo, sacrifícios a baal e louvores aos black Bloc.

O sentido do gênero ou o chamamento materno ganharam passagem só de ida a Bangu, no meio dia de um verão inclemente, e sem direito à cerveja no calçadão.

O movimento “Procure rumo ou se oriente Rapaz” portanto trata-se de um movimento de estilo frente ampla, costas amplas, vagas na garagem, vista pra praia, sol da manhã com boa localização e transporte.

OgAAAFFNDjiCxq9y4W4qHkzCCBEnwep_90QDlduCJWRbOTwutURmoLuJMV_0qQPwWo2zzviYHlCtYAEjnvTf0_cONcwAm1T1UBP44UIxhf0MZTZ-oyvenRCOMiQKO movimento “Procure rumo ou se oriente Rapaz” é antes de tudo apoiador da orientação pela constelação do Cruzeiro do sul.

O movimento “Procure rumo ou se oriente Rapaz” também atua de ponta ou meia esquerda enfiado, mas prefere jogar comentando da cadeira do boteco.

Fora do Eixo de discussões sérias, pero no mucho, e sartreando na zoeira, pero no mucho

tumblr_l4dvf7c20j1qzn0deo1_400 Os debates em torno do Fora do Eixo assumem uma série de caras e bocas e gritos e sussurros dramáticos que haja coração pra lidar.

Ideologicamente fecho bastante com o Arbex, o Sérgio Domingues e minha contrariedade é em cima do aspecto ideológico explicitada pelos amigos ai.

Esse texto no entanto tá pouco ligando para a questão ideológica, usando terminologia pós-muderna, e tá partindo pro brain storm teórico agazístico a respeito da relação pós-tudo que o FdE proclama em seu linguajar pós-novos baianos e terminologia Chico Aniseana Seventies, mora?

Ou seja, esse texto se propõe a antes de mais nada e panz, falar algumas paradas que surgiram pela aí, ou seja, pode vir muita bobagem (Neste momento quem lê textos sem ler, só pra encher o saco nos comentários pode parar por aqui, porque aqui está o gancho para sua intervenção redutora, ok?).

Em primeiro lugar o fora do Eixo não é o único portador do discurso pós-tudo, quase tudo ou quase tudo o que consegue enxergar, muitos outros se proclamam pós-rancor, pós-industriais, pós paradas sérias todas tamos ai pelo linguajar amplo geral e irrestrito de fodicidades multidiscursivas, etc e tals. O FdE é um deles, e talvez seja o mais concreto, no plano da realização mesma do que discursa, dai as merdas.

ofA questão é que ouvindo Mutantes (Esse sou eu, discursando em cima de Mutantes, ou seria Rita Lee?) me vi pensando como o povo pós só em querer ser pós é tudo, menos pós-moderno, porque raciocina na lógica da linearidade do tempo que os modernos e outros tipos hype das paradas tanto curtem chacoalhar na organização racional do espaço-tempo em parâmetros rígidos e postos na prateleira com post it rosa dizendo “coisa tal – ano tal- lugar tal”, saca?

Se algo é pós ele reconhece a existência do pré e do entre o pós e o pré determinadas pro critérios estanques, rígidos, longe de organizacionais e perto de limitacionais.

Ou seja, o maluco que se diz pós porra toda tá mais de bobeira nas manhas das praças que o Astronauta libertado cuja vida o ultrapassa em qualquer coisa que ele faça.

Nada mais moderno do que a pós-modernidade, mano.

SartreA questão toda é uma necessidade de superar o discurso “velho” a partir de uma lógica textual radical pacas, mas cuja profundidade teórica na avaliação do cotidiano é naipe hamster beudo. Ou seja, os caras são pós-industrial e tals, mas o ethos narrativo pós-muderno esconde um ethos analítico mudernão, show, chique no úrtimo, mas que ainda é estruturalista até o pleno do meio todo talo.

Pausa, cês perceberam que a terminologia não cabe na seriedade estática estatística do blog sério do escriba e tá no nível zoeira deste blog que se chama Das Humor sem ser humor e sendo ao mesmo tempo, né? Ouquei. Testar forma é isso. Voltando à programação normal.

imagesA parada é que a proposta do novo quando veste a roupa do pai, usa a droga do avô e pega emprestado o penteado do tio em geral comete esses vacilos. Tudo que quer ser novo não tem muito tempo de se construir novo, e pra isso também não precisa achar que aquela coisa modorrenta e velha que muitos carregam na cartola de esquerda, direita, corporativa ou não, tá salva pro causa disso.

Então, no cerne do eixo desta lógica pós-agá que praticamos aqui neste recinto, fica a pergunta: O que é pós se tudo nem chega a ser pré?

Então, rapaziada, bora estudar antes de dizer bobagem?