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Sobre o apoio a Abel e a torcida tricolor sendo hater

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Amigos tricolores, eu apoio Abel e a diretoria neste trabalho, embora não tenha sido eleitor de Abad.

Acho um bom trabalho e estamos no caminho certo com boa campanha com um elenco jovem e talentoso que obviamente oscila e tem problemas em situações de pressão exatamente por ser jovem.

Abel aproveita bem a base, levou um elenco desacreditado à uma final estadual e está em nível competitivo no Brasileiro pro objetivo de ir à Libertadores e classificado às oitavas da Sul Americana.

O elenco e o time estão no pior momento do ano, com seguidos desfalques, pelo menos quatro jogadores fundamentais fora, e ainda assim fazendo bons jogos contra times com mais tempo de entrosamento e elenco mais recheado.

São três derrotas, um empate e três vitórias, tendo enfrentado Santos, CAM, Palmeiras, Grêmio, Vitória, Vasco e CAP, os únicos ai que não tem um trabalho consolidados e elencos superiores em número, ao menos no papel, são Vasco e Vitória. Cinco times na Libertadores, todos classificados às oitavas.

Não é uma campanha ruim, ainda mais pelas circunstâncias e pelo futebol jogado.

Se você não gosta do Abel e da diretoria você vai desprezar isso tudo e comentar como um louco que Abel “perdeu dois títulos fáceis este ano”, como se ter chegado a final de um e tendo perdido um mata mata para um time que tá jogando um futebol coletivo melhor que o nosso e é um dos líderes do Brasileiro, com um recorde de pontos em sete rodadas junto com o Corinthians na média histórica do Brasileiro.

Respeito seu ódio à diretoria e ao Abel, mas peço que você ou vocês respeitem o fato que apoio a diretoria E Abel hoje, porque respeito o trabalho, o desempenho, a quantidade de jogadores revelados, o desempenho desses jogadores,etc.

Respeito o trabalho, respeito o que estou vendo em campo, respeito Abel e seu histórico, respeito o que ele está fazendo, respeito o eixo que direciona a política de aproveitar a base e o Samorin em vez de contratar bucha, acho que o Fluminense tem um bom elenco, com exceção das laterias onde não temos reservas e o Léo não vem jogando bem, o Lucas joga bem, mas tá esgotado

A diretoria vem fazendo o que precisa ser feito, ainda mais me um quadro de pouca grana.

A política deveria ser essa sempre, porque potencializa o clube enquanto formador, permite times mais integrados ao que pensamos ser o Fluminense e projeta economicamente um monte de jogador que muitas vezes não seriam aproveitados para que se contratassem os Marquinho, Aquino e Danilinho da vida.

Podemos condenar Abad por ter silenciado sobre a política daninha de Peter, mas não pela solução que ele encontrou com seu staff do futebol.

Menos ainda desprezar o que Abel vem fazendo porque é preciso ser hater e porque “precisamos ser campeões”, como se bastasse estalar o dedo pra isso.

Não temos a grana do Flamengo, do Corinthians e do Palmeiras, a política de reforço a qualquer custo, que vem da Unimed, gastou demais com resultados historicamente pífios, ou vocês acham que cinco títulos em cinco anos, sendo dois Brasileiros e uma Copa do Brasil pra dois estaduais, mas gastando cerca de 70 milhẽos por ano, nível Crefisa-Palmeiras, é bom desempenho em relação ao investimento?

E vamos mais longe, vocês não percebem mesmo que isso levou a um desperdício constante de jogadores formados na base enquanto o clube contratava Milton do Ó ou Márcio Rosário pra defesa porque o “Dono” do clube precisava contratar atacantes de renome pra fazer propaganda de sua empresa?

Vocês acham que ter trazido Edmundo, Romário, Ramon e Roger em 2004 ou viver repatriando o Thiago Neves, sem permitir que trabalhos de técnico durassem, tudo pra responder de forma populista às pressões de uma torcida cada vez menos consciente é política certa?

E acham que isso não significou que a cada desperdício de grana com jogadores de gosto duvidoso pra rechear um elenco conde três estrelas nem sempre na melhor forma eram trazidos pra bater bumbo não significou o ocaso de jogadores como o Fabinho, hoje no Mônaco, e a venda de Marcelo pro Real, porque era preciso ter grana pra tapar o buraco que a Unimed deixava quando parte do custo, alto, dos jogadores batiam no cofre do clube?

Se vocês mesmo assim acham legal ir nos comentários dos posts do clube, nem vou falar o quanto isso significa anti-propaganda, ou nos posts de amigos xingando o Abel eu permaneço respeitando, mas peço que pensem mais em quem não entra nessa vibe de ódio a técnico ou de xingamento surtado a jogadores e à tática porque sequer percebem o desempenho em si ou analisam a bola que se joga ou a organização tática, tudo o que interessa é uma reação visceral em relação ao futebol e banalização dele em nome de uma sublimação de algo que acaba virando apenas vômito de ódio.

Eu penso futebol de outra forma e não lido bem com esse ódio encravado na alma dos outros.

Não odeio muita gente nem tenho ódio pessoal focado em jogador ou técnico A ou B, até desgosto de alguns, mas se eles jogarem ou treinarem o Fluminense e eu vou apoiar o trabalho deles.

Fiz isso com Luxemburgo, faria se o Cuca voltasse ou o Renato Gaúcho, que está fazendo um bom trabalho no Grêmio, mas que não gosto como treinador, e no Fluminense desde 2008 não fez um bom trabalho sequer.

E é por isso que escrevo este texto em apoio a Abel e Abad, também pra deixar claro que não consigo ver sentido em debate com base em ódio e a partir disso peço que não me enfiem em um debate desta forma.

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O que esperar do Fla x Flu?

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O que acontecerá no Fla x Flu? Menor ideia.

Fla com ausência de Diego e jogo da libertadores antes do primeiro jogo.

Flu joga no meio de semana contra o Xavante um jogo inútil por uma Primeira Liga que merecia mais do que recebeu da maior parte dos participantes, Fluminense inclusive, e deve pôr o time C em campo.

Não procurei me informar melhor sobre o regulamento esdrúxulo desde que Taça Guanabara e Taça Rio tiveram valor zero pra classificação pras finais, mas olhei agora na Wikipédia e parece que nenhum finalista tem vantagem na melhor de dois jogos.

Turma Flamenguista desde já metendo DCF ou desprezando o título, como sempre, mas concordo que via de regra o Carioca é o menos importante dos títulos disputados no ano, dá pra comemorar por algumas horas antes de procurar título decente pra vencer.

Serão dois jogos difíceis para ambos os clubes, ainda mais em se tratando de Fla x Flu, mas é interessante deixar claro que o Fluminense este ano foi o único adversário que complicou pro Flamengo, podendo sair vitorioso nas duas partidas que travou contra o grande rival, com o empate pelo Flamengo saindo nos minutos finais depois de jogos onde na maior parte do tempo foi inferior.

Ambos os clubes priorizam outros títulos (Flamengo Libertadores e Brasileiro, Fluminense a Sul Americana e a Copa do Brasil).

O Flamengo caiu de produção em relação a 2016 e apesar de ter elenco não me parece um time organizado taticamente, inclusive acho que o Zé Ricardo piorou bastante, se tornando mais conservador depois que ganhou jogadores e a pecha de comandante de um dos quatro melhores elencos do país junto com Palmeiras, Galo, e Cruzeiro.

Zé Ricardo recebeu Berrio, Trauco,etc, mas nenhum companheiro ou substituto pro Diego. Talvez Mancuello funcione assim, mas foi paulatinamente torrado diante da torcida jogando fora de onde rende mais. Conca foi contratado para estrear em Março e até agora nada, inclusive sumiu do noticiário (Estarão escondendo um mico? O ex-tricolor teve problemas na recuperação e o retorno foi adiado?).

O Flamengo este ano foi contra o Fluminense extremamente previsível, fazendo seus gols em bolas aéreas, ponto fraco do Fluminense, ou num gol achado pelo Guerrero.

O Flamengo taticamente foi inferior a Fluminense e Botafogo e até ao Vasco do Mílton Mendes por alguns minutos, um Vasco que se remontava depois do péssimo início de trabalho do Cristóvão e que acabava de receber o novo técnico.

Há problemas defensivos no Flamengo contra pontas velozes e times com boa amplitude e sem Diego a equipe tende e ter mais problemas diante de marcações mais intensas e adiantadas.

O Fluminense está sem Scarpa, mas ainda não enfrentou o Flamengo com seu melhor jogador. Wellington substitui o meia na função de criação das laterais para o centro.

Richarlison voltou ao clube e vem jogando o fino juntando força física com finalização oportunista, composição defensiva e bons passes vindos de trás. Ceifador e Pedro disputam a vaga de centroavante com galhardia, marcando, fazendo gols e fazendo bom trabalho de pivô. Sornoza é o grande organizador do time, mas Orejuela não fica atrás sendo um bom primeiro volante construtor de jogo lá de trás. Douglas e Wendel revezam na função de volante box-to-box com Wendel sendo melhor que Douglas no momento, indo muito além do que o companheiro foi nos últimos dois anos de ótimo desempenho e aproveitando os problemas físicos recentes do titular anterior. Lucas é um baita lateral. Henrique e Renato Chaves são irregulares nas bolas aéreas, especialmente o segundo, mas são muito bons no chão. Léo era um ponto fraco, mas no clássico contra o Vasco foi bom defensivamente e um caminho pra solucionar nosso problema de marcação da bola aérea, pelo menos pelos eu setor o pavor reduziu.

Trauco vai precisar de ajuda pra superar a dupla entre Lucas e Wellington pela esquerda rubro-negra. Talvez Zé Ricardo ressuscite o esquema do último jogo na Libertadores quando pôs dois laterais, com Trauco jogando na prática de extremo.

A questão é que o jogo aponta taticamente para um embate entre um time mais técnico e veloz, o Fluminense, e um time com mais imposição física, o Flamengo.

Inclusiva a imposição física foi a única forma que nossos adversários conseguiram reduzir o impacto da velocidade e técnica do ataque tricolor.

O Flamengo dependerá demais de um jogo perfeito de seu miolo de zaga titular e dos seus volantes diante do dinâmico meio campo tricolor.

O Fluminense dependerá de uma marcação mais eficiente nas bolas aéreas, que começa impedindo que as bolas cheguem a partir das laterais ou das bolas paradas e da manutenção da intensidade do meio de campo e ataque.

No momento eu aposto no Fluminense.

Os elencos e os times do futebol brasileiro de 2017 apontam uma temporada espetacular.

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 2017 aponta par ao futebol brasileiro um cenário de enorme expectativa.

Especialmente Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro, mas não só, estabeleceram um altíssimo nível de elenco e potencial técnico-tático a partir das contratações de jogadores e treinadores antenados e capazes de formar times profundamente técnicos e eficientes.

Conca e Berio no Fla; Felipe Melo, Guerra e Borja no Palmeiras; Elias, Felipe Meneses no Galo são contratações de encher os olhos aliados a Zé Ricardo, Eduardo Baptista e Roger.

Essas equipes se juntam ao Santos de Dorival Junior no favoritismo em todas as competições que participam no ano.

Aliás, o grande favorito a tudo é o Palmeiras, pois tem o elenco mais forte em todas as posições, inclusive a zaga (que no caso do Fla e do Galo tiveram menos reforços ou nenhum), mas tem como principal perseguidor este Santos de Dorival, que compensa ter menos grandes nomes com uma consciência tática consolidada pelo trabalho de maior qualidade e longevidade atualmente no país.

Entre Fla, CAM, Santos e Palmeiras quem sai atrás na casamata é exatamente o Flamengo, onde Zé Ricardo é bom, mas está ainda casas atrás de Eduardo Baptista, Roger e muitas casas atrás de Dorival.

Mas SPFC com Pratto e Jucilei; Flu com Orejuela e Sornoza; CAP com Gedoz e Grafitte; Botafogo com Montillo; Cruzeiro com Thiago Neves e Lucas Silva e o Bahia com Allione, Edson e Wellington Silva junto com técnicos antenados e de alta qualidade ou com potencial pra isso como Rogério Ceni, Abel, Autuori, Jair Ventura, Mano e Guto Ferreira também apresentam uma expectativa alta e pelo menos uma posição de coadjuvantes duros no Brasileiro e ameaças reais nos mata matas.

O Bahia resolveu as deficiências de 2016 e se fortaleceu basicamente em todas as posições do elenco, mantendo um equilíbrio de peças que ampliam a qualidade tática organizada por Guto Ferreira.

Em caso similar o CAP e o Botafogo avançam em relação aos elencos de 2016, com Autuori tendo mais peças de reposição no elenco e apresentando em 2017 uma força tática mais nítida que o Botafogo de Jair Ventura, mas este Botafogo ainda apresenta a organização de 2016 com acréscimo técnico de Montillo.

O problema do Botafogo é parecido com o de todos neste grupo, talvez com exceção de Cruzeiro e Bahia, a ausência de elenco equilibrado em todas as posições para que peças como Montillo e Camilo sejam substituídas à altura.

O SPFC remontou o elenco com transações muito interessantes, levando Nem, Neílton, Cícero, Sidão e Jucilei praticamente gastando nada, gastou só pela excelente contratação de Lucas Pratto, contratou Rogério Ceni que chega como técnico com ideias interessantes, respeito no clube e no elenco e uma paciência que nenhum treinador teria no Morumbi pra implementar seu projeto. Não deve entregar tudo o que pode em 2017, mas já inicia uma ideia de jogo e temporada com bastante potencial, entregando uma organização tática rara pro pouco tempo de trabalho.

O Cruzeiro de Mano é um bom time, com elenco excelente, mas que não me parece ser usado pelo treinador em toda sua potencialidade. Mano é tido como extremamente moderno, mas não vem entregando nada nesse nível há cerca de cinco anos. O melhor trabalho no Cruzeiro foi em 2015, antes de ir pra China, e mesmo assim foi um trabalho de tiro curto que apresentava potencial, mas foi interrompido pela aventura oriental do treinador. Em 2016 o elenco já era bom e Mano teve resultado medíocre, o elenco melhorou em 2017, venceu um clássico, mas sem exatamente apresentar uma linha de jogo do tamanho da fama do treinador. É cedo ainda, o ano mal começou, mas de todos é quem apresentou menos pro elenco em mãos.

O Fluminense de Abel é um time que em muito pouco tempo de trabalho apresentou uma ideia de jogo bem definida e com uma realização surpreendente, explorando a alta qualidade técnica de Orejuela, Douglas, Scarpa, Sornoza e Wellington, ressuscitando Henrique Dourado e Lucas, usando a melhor zaga em matéria de qualidade técnica que o elenco possuía, Renato Chaves e Henrique, dando confiança a Léo, excelente lateral cujo potencial não foi explorado por Levir. Além disso, com Lucas Fernandes, Marquinhos, Richarlison (que provavelmente chega da seleção pra ser titular), Luiz Fernando, Danielzinho, Maranhão e Nogueira o técnico ganha um elenco equilibrado na maioria das posições.

O problema do Fluminense é que uma possível saída de Scarpa, Sornoza, Orejuela e Douglas ao mesmo tempo desmontam o time, o elenco é desequilibrado nesse sentido.

Luiz Fernando e Henrique podem substituir Orejuela ou Douglas, ambos não dá, fica difícil, o nível cai demais.

Daniel, Lucas Fernandes e Maranhão podem substituir Scarpa ou Sornoza, especialmente Daniel e Sornoza tem características similares, mas na ausência de ambos fica difícil retomar a qualidade do time titular.

Lucas Fernandes, Maranhão, Pedro e Richarlison podem substituir Wellington e Dourado sem nenhum problema, temos neste setor inclusive o setor mais recheado do elenco. Ainda temos Marcos Junior que pode jogar de falso nove, vindo de trás, jogando nas costas do volante, mas o setor criativo não tem substituto hoje.

A solução pra isso, que virá a ser problema no decorrer do ano a partir das prováveis convocações de Sornoza e Orejuela pra seleção equatoriana, de Scarpa pra Brasileira profissional e Douglas e Richarlison pra sub-20, pode tender menos para contratações e mais pra treinamento e testes de Daniel e Lucas Fernandes/Maranhão, e talvez Marquinho, na função de Sornoza e Scarpa. O problema vai ser na ausência em conjunto de Douglas e Orejuela. Luiz Fernando substitui Orejuela, mas não Douglas. E ai temos um problema pro Abel resolver, dado que dificilmente teremos contratações.

Outro problema é a reserva das laterais, Renato é um lateral muito abaixo de Lucas e Léo não tem reserva. Calazans e Marquinho podem substituir Léo, mas o nível cai absurdamente, Calazans inclusive é recém promovido da base.

Com estas ressalvas em relação aos elencos, especialmente no caso do Flu, temos um 2017 que potencialmente é o de times e treinadores extremamente fortalecidos.

Se Galo, Fla e Palmeiras saem na frente e são favoritos a tudo, em especial nas competições que exigem elenco bom e numeroso como o brasileiro, eles vão ter duras batalhas contra times com qualidade e bons treinadores.

Se Galo, Palmeiras, Santos e Fla são favoritos ao brasileiro e à libertadores, os demais são passíveis de serem colocados como favoritos à Sul Americana e Copa do Brasil, especialmente considerando que mesmo os elencos mais poderosos não tem condições de disputarem todas as competições em nível máximo.

Se em relação aos pontos corridos fica difícil ver alguém no retrovisor de Galo, Palmeiras, Santos e Fla, em Mata mata não é nada absurdo que estes sejam derrotados por CAP, Flu, Botafogo, Cruzeiro, SPFC e Bahia em caso de performance especial em jogo decisivo. Sornoza ou Scarpa são decisivos, Gedoz e Grafite idem, assim como Thiago Neves, Sóbis, Montillo e Camilo, Allione conseguiu minutos que talvez indiquem que o Palmeiras não soube aproveitar seu potencial técnico.

Os elencos estão bons e farão um ano especial para o futebol brasileiro, especialmente se o debate esportivo deixar de ser reduzido aos nomes em específicos e a análise incluir o potencial tático, as diferenças entre competições.

E se não cito Corinthians, Grêmio, Vasco,etc é muito pelas condições atuais de seus times e qualidade inicial de seus técnicos, nada impede que no decorrer do ano estas equipes surpreendam.

2017 apresenta uma coleção de bons elencos, alguns elencos estelares e excelentes, equilibrados e grandes, com excelentes técnicos, times que enchem os olhos, organização tática rara na maior parte dos clubes e um detalhe interessante: Treinadores que iniciam trabalhos com enorme crédito, por serem ídolos ou pelo potencial demonstrado em 2016, e uma rara paz coletiva na maior parte dos grandes clubes do país.

2017 promete para os amantes do futebol brasileiro.

O Inter caiu,mas a marra colorada ainda não se deu conta.

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O Internacional caiu ontem para a segunda divisão, fruto de dois anos, ao menos, onde ocorreu de tudo,menos planejamento.

Pra mim a queda começou com a demissão de Aguirre em busca de “fato novo” às vésperas de um GRENAL onde o Inter foi impieadosamente goleado.

O autor do Blog “Meia encarnada”, Douglas Cecconello, é um dos que coloca que o Inter começou a cair quando trocou o “clube do povo” pelo “Campeão de tudo!”. Pode ser.

Pra mim, tricolor, torcedor fanático do Fluminense, é difícil entender exatamente o que ocorreu com o Internacional, considerando que o Inter foi exatamente um dos modelos para que a gestão Peter Siemsem iniciasse uma revolução no Fluminense que nos deu o avanço de Xerém, o CT Pedro Antônio, o sócio-futebol que permite hoje que o presidente do clube seja eleito por eleição direta (embora a grande maioria ainda não vote porque ainda não ampliaram os locais de votação),etc..

A dor da queda nós torcedores do Fluminense conhecemos, caímos duas vezes para a série B e uma para a série C.

O torcedor tricolor ainda tem lançado sobre ele o estigma de torcedor de um clube “anti-ético” por natureza exatamente porque na queda em 1996 e depois na volta à série A em 2000 o Fluminense não passou pelos trâmites “normais”.

Piorou quando em 2013 o Fluminense foi salvo do rebaixamento por Flamengo e Portuguesa que escalaram jogadores irregulares na última rodada.

O colorado teve o gostinho do que sofreu o tricolor em 2013 quando o clube entrou no STJD para que o tribunal verificasse o caso Vitor Ramos, jogador do Vitória, supostamente escalado de forma irregular.

Detalhe: Ao contrário do Fluminense em 2013 o Internacional efetivamente foi ao tribunal, criou a demanda jurídica, não participou apenas como parte interessada de um processo aberto pelo então procurador, como via de regra a procuradoria de Justiça Desportiva fazia desde 2003.

Não, o Inter deu entrada no STJD a partir de uma denúncia dele, supostamente com uma irregularidade comprovada por ele, não houve, como nos casos todos ocorridos de 2003 a 2013, uma denúncia da procuradoria que levou ao STJD em todos os casos a punir os clubes da mesma forma (perda de 3 pontos mais os pontos conquistados nas partidas em que o jogador irregular atuou), que puniu Ponte Preta, Paysandu, São Caetano, Grêmio Prudente, Flamengo e Portuguesa de 2003 a 2013, ou seja, de acordo com a jurisprudência do tribunal.

Mesmo com a opinião pública tratando a ação do Inter como desvio de conduta, quando é um legítimo direito do clube, a torcida colorada, no entanto, não se deu conta do mundo em que vive.

Talvez seja a dor, eu entendo,mas lamentavelmente em meio à dor da quedas ontem o torcedor tricolor leu, estupefacto, a seguinte frase : “O Inter tem de escolher se sobe como Juventus ou como Fluminense!”.

A ironia é que a Veccia Signora, a Juventus, caiu por ter jogadores participando de manipulação de resultados, o Fluminense caiu, assim como o Internacional, por ter ido mal em campo, por má gestão esportiva.

A outra ironia é que o Fluminense não subiu pelo campo por, pasmem, o Inter e o Botafogo em 1999 terem sido salvos do rebaixamento pelo famoso caso Sandro Hiroshi, lembram?

Isso mesmo, Inter e Botafogo denunciaram o São Paulo pela escalação de um jogador que,pasmem, era o que chamamos de “gato”, tinha a idade adulterada.

O jogador havia adulterado a idade ANOS ANTES,mas quem liga, não é mesmo? O STJD, em uma jurisprudência inovadora na época, e que acabou sendo seguida posteriormente, remanejou os pontos conquistados pelo SPFC a inter e Botafogo.

Sacaram?

Sim, Inter e Botafogo perderam os jogos, denunciaram uma ilegalidade DO JOGADOR ANOS ATRÁS e levaram o SPFC a ser punido, os salvando do rebaixamento e levando o Gama a ser rebaixado.

O Gama, que não é besta, foi ao STJD e depois à justiça comum, ganhou a causa e levou à criação da Copa João Havelange, que acabou com a divisão em divisões, gerando um campeonato onde todas as divisões podiam ir até a final, e pôs Bahia e Fluminense no grupo dos clubes da série A.

A João Havelange gerou um Frankenstein onde o São Caetano, que estava na B em 1999, chegando à final em 2000 e se mantendo dali em diante na série A, chegando até a final da Libertadores.

Sim, o Fluminense foi alçado à série A porque o Inter, sim ele mesmo, junto com o Botafogo fizeram uma manobra jabuticaba, praticamente anti-ética, para se manter na série A na marra.

A manobra, feita junto ao STJD, no tapetão, foi tão manobra que a justiça comum obrigou à CBF a “desrebaixar” o Gama e fazer essa zona explicada acima.

“AH,mas o Fluminense virou a mesa em 1996!”.

É? Sabe nada sobre o caso Ivens Mendes, do 1-0-0 onde Mauro César Petraglia, presidindo o Clube Atlético Paranaense, e o Alberto Dualib, presidindo o Corinthians, negociaram com o chefe da comissão de Arbitragem meios de serem beneficiados em seus jogos pelos juízes?

Não conhece o famoso caso 1-0-0? Humm, lê aqui.

Pois é, o Flu não foi rebaixado em 1996 porque quem deveria ser rebaixado pro fraude, como a Juventus foi, era o Corinthians e o CAP, então ninguém foi rebaixado, entendeu? Não é difícil, né?

Então quando o Colorado, e qualquer outro clube ou torcedor, usa o Fluminense como exemplo de manobra e desonestidade se comparando à Juventus, fica aquela impressão de marra, de pouco entendimento, zero de auto-crítica, pouca noção,sabe?

E explica muito porque o Inter caiu, porque seus dirigentes e torcida esqueceram sua história, seu passado e o respeito que devem ter aos demais clubes, reconhecendo seus erros em vez de transferí-los a terceiros.

Mas sabemos que isso é esperar demais de clubes e torcedores que não precisam se preocupar com a imagem do clube porque existe a Geni Fluminense pra ser usada como espantalho, não é mesmo?

Desejo sorte ao Internacional, que precisa mudar a própria ideia de si mesmo, com um orgulho que sua história merece que exista, mas que não deixa que fiquem cegos seus dirigentes e torcedores.

Ah, o Inter não precisa escolher como subir, ele deve subir como Internacional, afinal não tem virada de mesa desde 2000, aquela que o Inter causou.

E a entrada do Inter no STJD parece que deveria fazer com que seus torcedores e dirigentes entendessem isso, parando de dizer que em 2013 o que ocorreu foi virada de mesa.

Mas ai eu estou sendo utópico.

Abel e o retorno de um tipo de amor.

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A Torcida do Atlético Nacional de Medellin compôs o seguinte cântico ontem:

Que lo escuchen

En todo el continente

Siempre recordaremos

Campeon al Chapecoense #ForçaChape”

Ao ouvi-lo não pude deixar de me emocionar. Porque tem uma enormidade esse canto, essa torcida e esse clube que transforma tudo em pequenez, todos em menores, e isso é bom, porque essa percepção de consciente pequenez nos permite o aprendizado da melhora.

Aliás, salvo pontuais exemplos de estupidez cotidiana tudo o que envolveu a tragédia com a Chapecoense nos ensinou mundialmente caminhos de melhoria e transformação humanas poucas vezes vistos na história da humanidade.

O que vai permanecer vivo depois do período de luto não sabemos, podemos apenas rezar para que as diversas lições em inglês, francês, português, alemão, árabe, chinês, japonês, espanhol, etc permeie uma renovação no humanismo que fez o mundo um tanto melhor nos últimos séculos.

Sabemos que o mundo tem a velha mania de nos surpreender negativamente, e está aí Trump para não nos desmentir, mas vá lá, quem sabe, episódios traumáticos como esses nos renovem enquanto pessoas.

Não é todo dia no velho e violento esporte bretão que uma equipe solicita à confederação para perder um título e que esse seja atribuído ao adversário abatido por uma tragédia, vamos combinar.

Não é todo dia que brasileiros, das nacionalidades mais egoístas do planisfério, apoiam coletivamente o renascimento de uma equipe que o senso comum colocaria como “Pequena” em nome de nossa estrutural hierarquização e não só, de forma sensível e solidária se colocam exigindo que seus clubes auxiliem concretamente a Chapecoense, inclusive negativando no SPC moral os presidentes e dirigentes que não respeitaram a dor coletiva.

Aprendemos que existe saída nos últimos dois dias e não faço nenhum malabarismo pra incluir a contratação de Abel pelo Fluminense como parte disso.

Por quê? Abel tem trocentos defeitos, mas falta de amor pela vida, pelo Fluminense e pelo futebol não falta naquele corpanzil.

E não só, Abel é ético como poucos, é humano, é vivo, é bom. Nem precisa ser brilhante pra sacar disso.

Abel é dos poucos caras que se expõe com uma coragem do tamanho de seu corpo para exprimir amor, raiva, dor, mágoa.

Abel é gente, Abel é parte da onda boa que é a solidariedade a Chapecó desde anos antes da tragédia, desde que nasceu.

Não é uma sumidade técnica, não é o novo Guardiola, é apenas o Abelão, aquele cara que ama tanto o Fluminense que lacrimeja quando fala que o Fluminense o salvou de ser bandido, da mesma forma que lacrimeja quando fala do Inter tê-lo ensinado a ser grande técnico ou coisa parecida.

Abel volta pra pacificar o Fluminense sem nenhuma revolução tática ou de gerenciamento, nem aversão a elas.

Abel vem fazer seu trabalho, um time competitivo que jogue por amor ao futebol. Às vezes jogará feio, às vezes bonito, às vezes aberto, às vezes fatal como uma cobra, mas sempre lutando e querendo viver e vencer.

Abel chora, deve ter chorado muito ontem, deve ter abraçado seu filho, deve ter abraçado a camisa do Fluminense e a do Inter, deve ter lembrado de histórias, dos abraços em Caio Junior, dos jogadores que treinou, do medo de avião.

Se bobear a tragédia com a Chapecoense o ajudou a fechar com o Fluminense.

Abel tem coração, assim como demonstramos ter alma e coração ontem, hoje e espero que pra sempre.

A tragédia com a Chapecoense nos lembrou coletivamente, e mundialmente, de nossa finitude e do quanto amamos este esporte que fundamenta nossas identidades em cores e escudos.

A tragédia nos lembrou de um tipo de amor que poucas vezes se vê e viu nos últimos anos, mas que estruturou ideologias, cantos, artes, danças, vitórias.

A tragédia nos fez parecidos com Abel, coração grande que bate forte pelo que ama, que ri alto, que luta, que abraça, que chora.

Abel é a cara deste amor, que ele faça no Flu a volta de uma unidade que nos ajude a sermos mais solidários uns com os outros.

Eu preferia Roger, pela possibilidade de revolução tática, mas Abel nos traz a possibilidade de uma revolução anímica, de alma, de amor, de coração.

Não a banalizada raça ou luta, mas amor mesmo, amor, aquele amor que temos por nossas mulheres e homens, filhos, cães, ideias, aquela vontade de cuidar e abraçar.

A gente precisa de Abel pra aprender de novo um respeito e amor que deixamos cair em algum lugar assim como precisamos de uma tragédia para começar a nos respeitar mais enquanto rivais e respeitar mais os profissionais que dão o sangue pelas cores que amamos.

Todos podem morrer amanhã, essa ideia baliza uma necessidade de nos amarmos mais.

Abel pro Fluminense simboliza o retorno deste amor assim como o Atlético Nacional nos ensinou a possibilidade de sermos maiores do que a mesquinharia cotidiana.

Podemos ser melhores, mais humanistas, mais solidários, mais fortes, menos mesquinhos e sectários.

A hora de crescer chegou.

O futuro do Fluminense passa por Roger Machado

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Pedro Abad na entrevista coletiva que deu após ser eleito presidente do Fluminense para o próximo triênio de a declaração mais acertada que um presidente poderia ter dado: “Meu sonho é ter Roger Machado como técnico do Fluminense”.

Essa declaração se junta à ênfase do papel de Marcelo Teixeira no futebol e da necessária profissionalização do departamento com uma hierarquia composta por vice-presidência de futebol, direção executiva e gerência de futebol, compondo um quadro de avanço em relação a gestão Peter.

Tive uma relação bem complicada com a candidatura Abad e vim a apoiar Mário Bittencourt, mas jamais poderia deixar de ver com bons olhos que o presidente eleito não seja nem parte do passado como Celso e Gonzales (apesar de Gonzales fazer parte do MR21 que veio a apoiar Abad, embora pareça que tenha sido derrotado no interior deste movimento).

Além disso, Abad e Mário Bittencourt representavam, ambos, um tipo de gestão que partiria do que Peter deixou de legado pra corrigir suas falhas no Marketing e no Futebol, ao menos ambos pregavam exatamente isso apontando cada um à sua forma uma necessidade de reestruturar ambas as áreas negligenciadas pro Peter nos seus dois mandatos.

Não vi detalhadamente os planos de Abad e sempre tive dificuldade em vê-los detalhados como vi os de Mário e tenho lá minhas desconfianças, mas, pelo menos no futebol, o plano de Abad não se distancia tanto do de Mário com uma estrutura profissional de gerenciamento, um conselho consultivo e a presença de Teixeira como homem-forte.

Há notícias de Pedro antônio como vice de futebol, Marcelo Teixeira como diretor Executivo, Fernando Gonçalves ou Alexandre Torres como gerente de futebol.

Acho que Pedro antônio tem uma enorme habilidade, a de tocar projetos complicados e a meu ver seria interessante que ele tocasse o projeto do estádio, não acho que colocar PA no futebol seja prudente. Já deixou claro que tem fortes ambições políticas e é essa área a mais sensível a pressões políticas. PA inclusive faria o que acusaram Mário de fazer sob Peter, sem a menor sombra de dúvida. O ideal seria deixá-lo fora do futebol.

Pra mim a estrutura seria essa com outros nomes.

Precisamos de um vice-presidente de futebol incontestável e pra isso eu chamaria o Parreira, inclusive como forma de literalmente apressar a ideia de união pelo Fluminense pregada por todas as chapas no minuto seguinte pós-eleição. A partir de Parreira como Vice-presidente não remunerado colocaria o Teixeira de diretor executivo e o Alexandre torres de gerente de futebol, aproveitando inclusive que Teixeira e torres vêm de uma cultura gerencial ligada ao Manchester United, deixaria o Fernando Gonçalves quieto no canto dele no Flamengo, evitando problemas no Flu e com o Fla.

A partir dessa estrutura definiria com o Roger Machado pra ontem de tarde às sete da manhã e pra tocar um projeto de longo prazo, pelo prazo do mandato Abad inteiro, com total apoio do presidente e toda a estrutura, dane-se os resultados imediatos.

Roger é a cara do que o Flu precisa, teria um bom elenco na mão e uma fonte inesgotável de recursos em Xerém.

O futuro do Fluminense passa por Roger Machado tanto pela sua concepção de organização tática ser a cara dos elencos que produzimos a partir de Xerém, quanto pela cultura de organização e gerenciamento de futebol banhada pela similaridade com Tite, ecoando na cultura de organização do Marcelo Teixeira e que também produzimos em Xerém.

Além disso Roger tem um diálogo rico com a base e poderia ser de fantástica contribuição pra nossos técnicos e jogadores do profissional ao fraldinha, quanto pro projeto Samorin e tudo o que ele simboliza.

O Fluminense necessita de um choque de profissionalismo no futebol e Abad começa bem ao sonhar com Roger e empoderar Marcelo Teixeira, necessita concretizar isso organizando o futebol de forma profissional e que trabalhe no longo prazo, pensando o futuro.

Pra isso nada do populismo dos reforços a qualquer preço.

Precisamos de reforços? Precisamos de um técnico.

O elenco do Fluminense é igual ou melhor aos elencos do Botafogo e Atlético Paranaense, mas ambos tiveram técnicos de razoáveis a bons, modernos e que exploraram ao máximo a força de seus times. O Fluminense não, teve um técnico que conseguiu não usar Fred e Diego Souza, mandar jovens talentosos pra outros clubes e pedir reforços que nunca usou.

Teremos Sornoza e Orejuela, que chegam para serem titulares. Eles, junto com Douglas, Scarpa e Cícero, formam um meio campo moderno e de respeito.

No ataque temos Wellington, Richarlisson, Pedro, Maranhão, a volta de Michael, Dourado, etc que formam, cada um a seu modo, um ataque rico de opções. Os quatro primeiros são tecnicamente de bons a excelentes, mas se perderam na bagunça tática e na pouca habilidade do medalhão caro trazido pra agradar uma torcida tola. Michael é o melhor centroavante que Xerém produziu nos últimos anos junto com Pedro, ambos melhores que Dourado, e tem tudo pra ser um excelente reforço.

Dourado é bom reserva, mas seria interessante discutir se ele deve permanecer ou não, com Michael voltando não faz sentido mantê-lo. Pedro e Michael são centroavantes com características parecidas às de Dourado e de melhor qualidade técnica.

Na defesa temos Henrique, Nogueira, Renato Chaves, Gum e Alan Fialho. Se Gum sair perdemos em experiência, mas exceto Fialho, que não conheço, os demais são melhores tecnicamente que ele e similares ou melhores em rebatidas e posicionamento.

Eu manteria Gum no elenco, é capitão, líder, bom zagueiro e tem uma excelente postura profissional. A má vontade de mídia e torcida com ele na maioria das vezes ignoram as situações que o sistema defensivo põe em cima de todos os zagueiros do Flu desde 2012. Mas Gum por seu papel na história do Flu também deve ser preservado e por isso entendo que ele venha a sair e até apoio se for bom pra ele economicamente e pro clube.

Sem Gum, eu subiria da base um quinto zagueiro pra junto de Renato chaves, Henrique, Nogueira e Fialho ser trabalhado e disputar posição. Não faz sentido contratar zagueiros sendo a média disponível no mercado de qualidade igual ou inferior ao que temos em casa. Arthur volta, mas não vem bem dos empréstimos, eu doaria pro Botafogo.

Nas laterais teremos a ida de William Matheus e Jonathan, mas teremos a volta de Léo Pelé e de Renato e a manutenção de Wellington Silva, Julião e Ayrton, além de podermos contar com Breno Caetano de jovem valor da base. Tentaria subir mais um ou dois laterais pra direita e esquerda e testá-los com o elenco. Caso fosse necessário buscaria um reserva para Léo e Wellington Silva pro Brasileiro, pois titulares temos.

Wellington Silva titular? Sim, foi líder de desarmes no Fluminense e o maior responsável pela solidez defensiva do time quando a defesa era uma das melhores do campeonato até o Levir pirar e mudar a cada dez dias a estrutura do meio campo, destroçando qualquer mínima organização tática possível.

Aliás, a perseguição a Gum e WS foi injusta também por isso: Louvava-se Pierre e Edson como contenção enquanto eles eram parte fundamental do desastre tático do time do Fluminense. Com eles perdíamos qualidade de saída de bola, tínhamos mais rebatidas e perdíamos sempre o meio campo.

Léo foi bem no Londrina, Renato foi muito bem no Avaí jogando no meio, o que abre espaço pra ele jogar em outra posição e também ser usado como lateral.

No Gol eu daria chance pro Marcos Felipe, manteria Cavalieri como mentor e líder e mandaria o Júlio César passear.

Com esse elenco e Roger Machado com a estrutura que temos e tempo pra trabalhar, blindado e com suporte pra ficar o tempo que quiser teríamos no mínimo uma vaga pra Libertadores no fim de 2017.

Qualidade técnica temos, estrutura temos, precisamos de organização tática, ideias modernas, time jogando com a intensidade que o futebol atual exige e que aproveite a juventude e a boa técnica de nossa base e do elenco que temos.

Roger é fulcral pra isso, é central pra explorarmos ao máximo Xerém e o elenco que temos que foi subutilizado e desvalorizado pela ansiedade de uma gestão temerária do futebol e por técnicos obsoletos ou escolhas desastradas de reforços como R10.

Os únicos capazes do que Roger pode fazer e que trabalharam no Fluminense foram Enderson e Eduardo Baptista, que foram fritados pela junção de pressão política suicida com má gestão do futebol.

Com a nova gestão apontando pra profissionalização e modernização do futebol é fundamental que Roger seja contratado e que conquiste o respaldo pra ter o tempo necessário para que use nosso elenco da forma mais rica possível.

Veja o que Roger fez com Luan, Éverton, Pedro Rocha, como descobriu Geromel, etc, produzindo não só bons jogadores, mas ativos pro clube.

Roger é central para o novo Fluminense, e Abad sabe disso, espero que concretize seu sonho.