E se Abel sair em 2018?

E se Abel sair em 2018?
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Leo Percovitch, ex-goleiro do Fluminense nos anos 1990, ex-treinador de goleiros do MiddlesBrough da Inglaterra e atual treinador do sub-20 do Fluminense.

Dias atrás escrevi um post sobre Abel e seu trabalho este ano, enumerando erros e acertos e a relação entre eles e a situação do clube em 2017.

Hoje Abel disse claramente que não garante sua permanência no clube em 2018, e que sua permanência vai depender do Fluminense, mais especificamente de Pedro Abad, presidente do clube.

Provavelmente Abel vai exigir mais investimentos e provavelmente vai ouvir das limitações de caixa do clube e pedirá para ser liberado. Essa situação já foi aventada pelo jornalista Mauro Cezar Pereira,que afirma que segundo apurou Abel não encontrará empecilhos se pedir para sair, embora esteja longe da vontade da diretoria demiti-lo.

Há uma avaliação da diretoria, de parte da imprensa esportiva e da torcida de que mesmo com todas as dificuldades o elenco do Fluminense é melhor do que o trabalho do Abel conseguiu fazer com que se apresentasse. Não discordo de todo, mas acredito que era caso de corrigir rumos e permanecer com o treinador.

Bem, diante do que Abel colocou hoje em entrevista coletiva, de que depende do presidente,parece que estamos diante de uma troca de treinador.

E ai, o que fazer?

Bem, a gente pode apostar, de novo, em medalhão ou fazer algo minimamente parecido com planejamento de futebol com uso do elenco que temos,reforços pontuais, se der, e organização tática, como fez o Botafogo tendo de novo um belo ano,mesmo sem título,lutando pra ir,ainda,para a Libertadores. Ou o Grêmio,que misturando base com reforços que ninguém achava que seriam reforços (Só quem apostava em Cortez e Léo Moura foi a comissão técnica do Grêmio) chegou longe e poderia estar disputando Brasileiro e Libertadores hoje se quisesse.

Ficou óbvio que Abel esse ano foi uma negação tática no segundo semestre,empacou. Tem seus motivos na questão pessoal e na perda de jogadores chaves, criação do clima de liquidação do elenco, etc, mas mesmo assim poderia ter feito um trabalho melhor.Não fez, se ficar poderia corrigir, até está dando declarações sobre isso que faria, mas senão ficar precisamos pensar em quem pode fazer algo.

O mais próximo do modelo tático do Abel seria um treinador mais próximo de Roger Machado ou Eduardo Baptista. Ambos no entanto são pouco parecidos com Abel,mas defendem um futebol ofensivo,com jogadas trabalhadas e posse de bola, nesse sentido são dos mais modernos quem tá mais próximo de Abel. Baptista não tá no mercado e tem rejeição de parte da torcida do Flu e mesmo ele pode rejeitar o Flu, mas é um baita treinador. Roger tem muito mercado e vai ser disputado por meio mundo em janeiro.

Outro que tá no mercado é Guto Ferreira, que é moderno e tem feito bons trabalhos, a demissão no Internacional foi absurda, mas tem um perfil de maior cuidado com a defesa,jogo posicional e ataque reativo.

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Roger Machado, Eduardo Baptista e Guto Ferreira

O Palmeiras indica que não vai ficar com o Alberto Valentim, o que pra mim o tornaria um candidato. É bom treinador,apresenta bons conceitos, pegaria uma equipe disciplinada, cheia de jovens doidos para aprender e lutarem taticamente, poucos medalhões em crise e poderia trabalhar com um elenco talentoso,ávido por conquistas e medalhões disciplinados e conscientes como Ceifador, Henrique e Cavalieri.

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Alberto Valentim

Todos estes treinadores são diferentes de Abel,muito diferentes, todos tem mentalidade tática mais alinhada comas tendências europeia,s tem estilo de treinamento diferente do de boleirão e organizam a defesa de forma posicional e não demarcação homem a homem,mas todos dão a seus times uma organização tática, uma cara que se mantém mesmo em fases ruins.

Baptista conseguiu isso no Palmeiras antes de ser demitido, depois entrou num atribulado caminho e hoje despenca numa Ponte Preta que tem muito pouco material humano pra seu estilo.

Roger foi demitido do Galos em conseguir dar sua cara à equipe, mas lá passou pelo mesmo problema de Baptista no Palmeiras e Fluminense: Muitos jogadores mais velhos com enorme dificuldade, ou preguiça, de se adaptarem a um estilo de jogo posicional,de muita marcação e luta pelo espaço. Guto Ferreira foi demitido porque a diretoria do Inter não queria pagar sua renovação salarial. Não estava tendo o mesmo desempenho de semanas atrás, mas era basicamente isso. Valentim está tampando buraco, sua equipe vem fazendo jogos melhores dos que os com Cuca,mas o Palmeiras busca um treinador “de renome”.

Esses são os caras disponíveis para um tipo de trabalho pensando concretamente em legado, em permanência, em planejamento, uso da base e organização tática.

Enderson dificilmente volta pro Fluminense, faz excelente trabalho no Coelhão e de volta à série A deve ficar por longo tempo.

Não me falem de Luxemburgo, Levir,etc. Abel foi a última tentativa do Fluminense com medalhão se essa diretoria tem algum juízo, o que e parece ter.

O Fluminense também não tem caixa pra um salário milionário com a necessidade de um feroz trabalho tático que dê conta do talento e da juventude da equipe.

O novo treinador precisa ser competente para organizar isso e a diretoria precisa ser firme em mantê-lo como foi com Abel (que também foi pressionado internamente e nas arquibancadas e cuja cabeça foi pedida).

Pensando em caixa, Roger pode ser descartado. Dificilmente não esteja sendo cogitado no Palmeiras, Santos, no próprio Inter e quem sabe onde mais (Flamengo, talvez?). A pedida salarial do Roger ainda permanece alta.

Guto tá na mesma situação de Roger.

Eduardo Baptista viria pra ampliar o caldeirão, de certa forma já sentiria hostilidade de início e não sei se ele hoje pensa em outra aventura ou se prefere,com tudo oque tá ocorrendo, dar um jeito na Ponte Preta. Fora que se eu fosse ele ficaria com um pé atrás com o Fluminense depois da cachorrada que Mário Bittencourt e Peter Siemsem aprontaram com ele.

O que nos resta? Valentim ou uma aposta.

Valentim seria uma aposta,mas uma aposta que vivenciou um clima muito parecido com o clima interno do Fluminense, ao menos o clima tradicional do Flu, A vida no Palmeiras não é fácil nem pra treinador ídolo, vide com Cuca.

Teria em mãos volantes com capacidade de desarme e passe, atacantes de velocidade talentosos, uma boa zaga, um goleiro bom, embora péssimo com os pés,laterais jovens e promissores, dois baita meias e um centroavante de respeito. Poderia fazer chover com uma equipe bem organizada com um 4-1-4-1 de respeito.

Valentim sairia de São Paulo e viria para uma aventura em um mercado que desconhece? Não sabemos, afinal essa é uma especulação.

Se viesse seria ótimo.

Mas vamos direto ao ponto se nenhum deles vier quem contratar? Ninguém, eu subiria o Léo Percovich que tem experiência na Europa, fez todos os cursos do mundo,conhece o Fluminense, vem trabalhando, bem, na base e tem todo potencial de ser um grande treinador.

Se é pra apostar em ultrapassados ou treinadores jovens e com potencial,mas sem grande casca por que não apostar em alguém que tem acúmulo,metodologia e conhece bem o Fluminense desde épocas piores,além de estar antenado com a base?

Usando a frase do Marcelo Teixeira: Se é pra trazer um igual ao que já temos no Fluminense vamos aproveitar quem tá na casa,não?

Com Léo sendo apoiado, acredito que teríamos um com time com Cavalieri,Diogo, Reginaldo, Henrique e Marlon (Mascarenhas). Richard (Marlon Freitas), Douglas (Orejuela), Sornoza e Scarpa. Marcos Júnior (Welington ou Robinho) e Ceifador.

Seria um bom time, que com reforços pontuais ou aproveitamento da base chegaríamos mais longe, desde que sem sabotagem com a venda de peças fundamentais nomeio do ano.

A questão é que o Fluminense precisa fazer no futebol o que está fazendo no clube: Se modernizar.

E pra isso tem que parar de repetir o investimento em velhas fórmulas.

 

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Precisamos falar sobre Abel Braga

Precisamos falar sobre Abel Braga

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Abel Braga é um ídolo do Fluminense, todo tricolor sabe disso. Abel Braga também é um treinador rodado, vitorioso, boa praça, todo mundo também sabe disso.

Só que Abelão faz esse ano pior trabalho de sua história no Fluminense, pelo menos em matéria de resultados. Isso é meio indiscutível, porém faz do trabalho, como um todo, um péssimo trabalho? Como o avaliamos?

Bem, há diversos caminhos possíveis. Um deles é o do laço sentimental dominando a parada, Outro é o viés que isenta Abel de todos os erros e culpa o elenco. Há um terceiro que faz o inverso, isenta o elenco e culpa Abel e há ainda um quarto que isenta todos e culpa a diretoria.

Eu proponho um quinto, que nem isenta ninguém nem joga por terra o que tem de bom e aponta caminhos pra que Abel permaneça fazendo o bom trabalho, melhorando onde falhou.

Nessa análise vou optar por não entrar na crítica a Abad enquanto fruto da administração Peter, embora a crítica seja fundamental que ocorra, sem deixar de reconhecer o que Abad fez de bom, e de ruim.

Bem, começando pelos erros, Abel poderia ser crucificado pelas substituições e pelo desempenho, o elenco pode dar mais do que deu, e é melhor do que a torcida cega por reforços enxerga. Só que ai entra também a necessidade de sentir o feeling do técnico e entender as características do elenco, jovem e talentoso.

Abel errou e erra por dar chances extras a jogadores incapazes de corresponder, como Renato Chaves, Lucas, Júlio César, Pierre, Romarinho e Renato ao mesmo tempo que reduziu chances de jovens talentosos que poderiam crescer como Mascarenhas e Daniel. Também trabalhou mal o lançamento de jovens com muito talento, como Pedro, Peu e Luquinhas, e de um bom lateral que sofreu com o excesso de responsabilidade e exposição pra alguém que ainda não tem mental de profissional, como Léo.

A barração do Cavalieri foi surreal, a não titularidade do Reginaldo e a insistência no Léo, abaixo do que pode, como “bom de defesa” foram erros flagrantes do treinador.

Mas Abel acerta, e muito, lançando jovens como Calazans, Matheus Alessandro, Wendel, dando moral pro Douglas, acertando no posicionamento do Sornoza, achando o Richard e recuperando o Marcos Júnior.

Há dúvidas sobre porque Abel demorou tanto a dar mais chances ao Robinho e porque demorou tanto pra sacar o Orejuela, que veio caindo de desempenho e tem sobre si uma dúvida inclusive sobre seu comprometimento, embora a técnica pra posição seja inegável.

Também foi problemática a decisão de emprestar Daniel,único possivelmente com características similares às de Sornoza que com alguma confiança substituiriam o equatoriano mantendo um tipo de mentalidade de jogo que fez com que alcançássemos nossos melhores resultados no ano, e de não aproveitar Lucas Fernandes e trazer Romarinho. Lucas Fernandes inclusive talvez tenha mais talento pra substituir Scarpa em vez de obrigar a adaptar um segundo volante para atuar de meia, como volta e meia Abel faz com Wendel.

Outro problema foi a insistência meses a fio com um meia a menos porque perdeu Scarpa ou espetar laterais e atacantes de lado juntos criando um abismo entre alinha defensiva e a meia, sobrecarregando os volantes. Além disso foi pouco inteligente a insistência num 4-2-4 sem um primeiro volante bom de desarme, coisa que só melhorou como achado do Richard, mas que poderia ter sido resolvida com treinamentos focados do Orejuela e Marlon Freitas para desarmarem ou mesmo mantendo o Marlon Freitas de titular e treinando-o especificamente pra isso.

A perda de Sornoza deixou Scarpa sobrecarregado e Abel ainda não conseguiu solucionar este problema, mesmo tendo meias ofensivos como Robert e Luquinhas à disposição, com o primeiro tendo técnica e visão de jogo pra se adaptar a esta função com alguma sequência.

Há provavelmente outras questões que deixam claros os defeitos de Abel. O problema é que nenhum deles surpreende ninguém que analisa Abel por mais de seis meses. Abel é assim.

Abel conseguiu respostas mais rápidas em 2005, mas em 2011 ele ficou praticamente seis meses dando cabeçada até acertar um time, se sustentando num Fred em sua melhor temporada pelo Flu e em um Sóbis sendo um baita coadjuvante.

Em 2011 o Fluminense não empatava e perdia pra todos os times que jogavam futebol reativo e nos pegavam de calças na mão, isso com um elenco muito melhor em média e um futebol menos intenso que o de hoje. No ano seguinte Abel já tinha um ataque treinado e entrosado e começou a acertar os problemas da defesa e fomos campeões brasileiros.

Em 2017 Abad assume com Abel como treinador e pela primeira vez em quase duas décadas um departamento de futebol estruturado e um CT, mas sem dinheiro nenhum pra contratação. E é a partir daí que começamos a falar dos acertos de Abel, e da diretoria.

Jogar fora que Abel achou um time do nada, usando a base, jogadores voltando de empréstimos e só três reforços, sendo que dois deles caíram absurdamente de rendimento como Lucas e Orejuela, e outro ficou meses fora por uma contusão grave, Sornoza? Não dá.

Abel não apenas achou um time, recuperou jogadores como Welington, Douglas e Marcos Júnior, achou Wendel, Reginaldo, Frazan, Calazans, Norton, Marlon Freitas, Richard, Matheus Alessandro e até Pedro que na partida contra o cruzeiro pela primeira vez mostrou o futebol que o elegeram um dos melhores atacantes da base. Não deu sequência ao Mascarenhas muito por pressão da base que precisava dele depois de diversas perdas pro profissional, mas daria se o Marlon não viesse.

E rapidamente encontrou um futebol com alto desempenho, que parou no Flamengo no estadual e degringolou com a perda do fundamental Richarlison.

Richarlison, que nem o mais otimistas de seus admiradores imaginava que se tornaria o jogadoraço que é em apenas um ano, foi fundamental pra Abel, e sua perda nunca teve recuperação até Marcos Júnior ser recuperado.

O ano todo Abel com um bom elenco poderia ter ido mais longe? Poderia sim, mas não foi, e muito porque nem Abel deu conta das dificuldades do clube e de seu efeito na cabeça dos moleques. Da falta de grana pra investir até todas as especulações em torno de venda de atletas, tudo isso mexe demais com um elenco extremamente jovem.

Junta isso com os problemas táticos e teimosias do Abel e temos muitas explicações pra nossa colocação na tabela.

A diretoria errou exatamente no clima de vendas a todo custo, mas acerta em manter Abel, a estrutura e a ideia de aproveitar a base e jovens jogadores à revelia da histeria de parte da imprensa, torcida e blogueiros boquirrotos, leigos ou experts.

Porque Abel tende a se organizar, a construir um time e aprender com seus erros. Seria assim em 2006 no Fluminense, foi assim em 2012 no mesmo Fluminense e permaneceria sendo se não fosse estupidamente demitido em 2013.

E a diretoria deve à torcida mais que títulos, ela deve estabilidade no futebol depois de quase vinte anos de amadorismo com dinheiro ou sem dinheiro rifando o futuro como foi com Horcades, Peter e seria com Mário ou Celso (Que são corresponsáveis com Peter pela falência financeira do Fluminense).

E estabilidade passa por manter e aperfeiçoar uma filosofia de futebol com base no talento, na tática e na busca do desempenho.

A diretoria nos deve manter o trabalho e aperfeiçoá-lo porque se omitiu diante do que Peter fez com nossas finanças, mas também porque a filosofia tem uma profunda inteligência e faz parte de uma reorganização administrativa que tende a tornar o Fluminense mais forte no futuro: Produção de jogadores pela base mais uma política e administração que reforça o comercial e constrói melhorias sustentáveis. E nisso a diretoria tá de parabéns em manter e fazer.

Dos patrocínios do fim do ano à permanência do Abel, a recuperação financeira com o uso de ativos do clube, como jogadores da base e emprestados, tudo isso passa por um projeto sustentável de grandeza longa pro Fluminense e não arroubos coronelescos ou milagreiros pra salvar um clube que precisa dar um passo além dos discursos marrentos dos Celso Barros que dizem que vão trazer o Messi, mas são responsáveis pelos Marcelinhos das Arábias pra queimar desafeto.

Não adianta gritar Fora Abad ou Fora Abel ignorando o real, o que se tem, a conjuntura, tudo o que o Fluminense passa e o que aponta pro futuro.

Temos a décima quinta cota junto com o Botafogo e outros, temos até hoje um departamento de marketing pífio, que parece ser reformulado agora. 90% dos custos do futebol são com ex-atletas, dívidas e jogadores caríssimos que não temos condições de manter (muitos deles reservas).

A diretoria Abad paga por ter sido fruto da diretoria Peter, e tem mesmo que responder sobre isso, mas também precisa ser avaliada sobre como reagiu ao quadro.

E a meu ver reagiu bem, a reestruturação administrativa tocada a partir da avaliação de auditoria externa me parece ter resultados e a conquista dos patrocínios pontuais no fim do ano, vamos lembrar de como tá a economia do país e que tem muitos outros sem patrocínio máster.

A política pro futebol foi acertada na maioria dos casos. Errou em emprestar Daniel e Lucas Fernandes e em não resolver logo cedo a questão das laterais, especialmente a esquerda onde Mascarenhas poderia ter sido efetivado desde cedo, mesmo que custando caro pro sub-20, e Marlon poderia ter sido trazido mais cedo também, assim como a venda do Richarlison, mas acertou na maior parte do ano. Inclusive trazendo Abel.

A ideia de manter uma comissão de direção do futebol colegiada, com a participação dos profissionais e dos quadros administrativos é excelente. A aproximação do Parreira idem.

Se Parreira não é mais o profissional antenado do passado é ainda um quadro do clube e tende a contribuir de forma inteligente pra uma equipe de direção do futebol com perfil multifacetado.

Abel seguindo no comando vai ter os próprios erros para corrigir, e ele é ótimo nisso, e um elenco na mão. E com ajustes táticos e um elenco firme o ano todo, Abel tende a fazer em 2018 um trabalho muito melhor que o deste ano, no mínimo pra brigar.

Precisa manter Scarpa e Sornoza, trazer de volta Daniel, dar mais chances pro Luquinhas, ampliar o espaço do Robert, manter Welington, Marcos Júnior, Matheus Alessandro, Calazans, Richard, Marlon Freitas e Norton.

Dos mais experientes é fundamental manter Henrique, Cavalieri e Ceifador. Pra compor a zaga temos Reginaldo, Frazan e Nogueira, além de Alan Fialho e outros zagueiros saídos da base que são pelo menos do mesmo nível que o Renato Chaves. Pras laterais precisamos subir o Mascarenhas de vez pra fazer sombra pro Marlon, pra direita é insistir no Norton, aprimorá-lo e dar chance ao Diogo.

Robinho recuperado e desde o início do ano trabalhando com o grupo, Orejuela tomando vergonha são outros jogadores de qualidade à disposição.

Pra negociar acredito que é hora de Pierre, Renato Chaves, Renato, Júlio César e Lucas darem uma volta, irem procurar rumo. Lucas foi bem, mas caiu demais e sempre foi assim. E já deu, é experiente demais pra certos erros e osciladas, e caro.

E Gum precisa sair, precisa ganhar novos ares. Não temos como pagar altos salários para um bom zagueiro com história no clube, mas abaixo do nível do Reginaldo.

Notem que não citei reforços, nem mencionei gasto de grana, mantenho a crença que o Fluminense tem um bom elenco que passou pela prova de fogo este ano e tem tudo pra crescer nas mãos de Abel no ano que vem.

Com um ano menos turbulento, redução de folha com o fim de manutenção de jogadores caros não utilizados e Abel desafiado a ser melhor do que foi podemos ter um ano excelente em 2018,mas precisamos falar sobre Abel, sem binarismo, sem esquecer conjuntura, sem desvalorizar nem supervalorizar um bom elenco jovem e desequilibrado.

Precisamos sim falar, e criticar Abel Braga, mas sem os arroubos tolos de juventudes ultracríticas sem noção de contexto nem a vilania dos grupos políticos, menos ainda a acriticidade dos apaixonados.

Abel tá no primeiro ano de um trabalho que pode ser promissor, vamos respeitar seu tempo, compreendê-lo dentro da conjuntura e de suas características históricas, porque senão seremos injustos e péssimos analistas, mesmo os que usam jargão da análise moderna.

Abel é um técnico que merece críticas, mas também é um bom técnico com características específicas de começo de resultados com equipes e um patrimônio.

Não podemos esquecer disso para a necessária fala sobre Abel Braga.

Sobre o apoio a Abel e a torcida tricolor sendo hater

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Amigos tricolores, eu apoio Abel e a diretoria neste trabalho, embora não tenha sido eleitor de Abad.

Acho um bom trabalho e estamos no caminho certo com boa campanha com um elenco jovem e talentoso que obviamente oscila e tem problemas em situações de pressão exatamente por ser jovem.

Abel aproveita bem a base, levou um elenco desacreditado à uma final estadual e está em nível competitivo no Brasileiro pro objetivo de ir à Libertadores e classificado às oitavas da Sul Americana.

O elenco e o time estão no pior momento do ano, com seguidos desfalques, pelo menos quatro jogadores fundamentais fora, e ainda assim fazendo bons jogos contra times com mais tempo de entrosamento e elenco mais recheado.

São três derrotas, um empate e três vitórias, tendo enfrentado Santos, CAM, Palmeiras, Grêmio, Vitória, Vasco e CAP, os únicos ai que não tem um trabalho consolidados e elencos superiores em número, ao menos no papel, são Vasco e Vitória. Cinco times na Libertadores, todos classificados às oitavas.

Não é uma campanha ruim, ainda mais pelas circunstâncias e pelo futebol jogado.

Se você não gosta do Abel e da diretoria você vai desprezar isso tudo e comentar como um louco que Abel “perdeu dois títulos fáceis este ano”, como se ter chegado a final de um e tendo perdido um mata mata para um time que tá jogando um futebol coletivo melhor que o nosso e é um dos líderes do Brasileiro, com um recorde de pontos em sete rodadas junto com o Corinthians na média histórica do Brasileiro.

Respeito seu ódio à diretoria e ao Abel, mas peço que você ou vocês respeitem o fato que apoio a diretoria E Abel hoje, porque respeito o trabalho, o desempenho, a quantidade de jogadores revelados, o desempenho desses jogadores,etc.

Respeito o trabalho, respeito o que estou vendo em campo, respeito Abel e seu histórico, respeito o que ele está fazendo, respeito o eixo que direciona a política de aproveitar a base e o Samorin em vez de contratar bucha, acho que o Fluminense tem um bom elenco, com exceção das laterias onde não temos reservas e o Léo não vem jogando bem, o Lucas joga bem, mas tá esgotado

A diretoria vem fazendo o que precisa ser feito, ainda mais me um quadro de pouca grana.

A política deveria ser essa sempre, porque potencializa o clube enquanto formador, permite times mais integrados ao que pensamos ser o Fluminense e projeta economicamente um monte de jogador que muitas vezes não seriam aproveitados para que se contratassem os Marquinho, Aquino e Danilinho da vida.

Podemos condenar Abad por ter silenciado sobre a política daninha de Peter, mas não pela solução que ele encontrou com seu staff do futebol.

Menos ainda desprezar o que Abel vem fazendo porque é preciso ser hater e porque “precisamos ser campeões”, como se bastasse estalar o dedo pra isso.

Não temos a grana do Flamengo, do Corinthians e do Palmeiras, a política de reforço a qualquer custo, que vem da Unimed, gastou demais com resultados historicamente pífios, ou vocês acham que cinco títulos em cinco anos, sendo dois Brasileiros e uma Copa do Brasil pra dois estaduais, mas gastando cerca de 70 milhẽos por ano, nível Crefisa-Palmeiras, é bom desempenho em relação ao investimento?

E vamos mais longe, vocês não percebem mesmo que isso levou a um desperdício constante de jogadores formados na base enquanto o clube contratava Milton do Ó ou Márcio Rosário pra defesa porque o “Dono” do clube precisava contratar atacantes de renome pra fazer propaganda de sua empresa?

Vocês acham que ter trazido Edmundo, Romário, Ramon e Roger em 2004 ou viver repatriando o Thiago Neves, sem permitir que trabalhos de técnico durassem, tudo pra responder de forma populista às pressões de uma torcida cada vez menos consciente é política certa?

E acham que isso não significou que a cada desperdício de grana com jogadores de gosto duvidoso pra rechear um elenco conde três estrelas nem sempre na melhor forma eram trazidos pra bater bumbo não significou o ocaso de jogadores como o Fabinho, hoje no Mônaco, e a venda de Marcelo pro Real, porque era preciso ter grana pra tapar o buraco que a Unimed deixava quando parte do custo, alto, dos jogadores batiam no cofre do clube?

Se vocês mesmo assim acham legal ir nos comentários dos posts do clube, nem vou falar o quanto isso significa anti-propaganda, ou nos posts de amigos xingando o Abel eu permaneço respeitando, mas peço que pensem mais em quem não entra nessa vibe de ódio a técnico ou de xingamento surtado a jogadores e à tática porque sequer percebem o desempenho em si ou analisam a bola que se joga ou a organização tática, tudo o que interessa é uma reação visceral em relação ao futebol e banalização dele em nome de uma sublimação de algo que acaba virando apenas vômito de ódio.

Eu penso futebol de outra forma e não lido bem com esse ódio encravado na alma dos outros.

Não odeio muita gente nem tenho ódio pessoal focado em jogador ou técnico A ou B, até desgosto de alguns, mas se eles jogarem ou treinarem o Fluminense e eu vou apoiar o trabalho deles.

Fiz isso com Luxemburgo, faria se o Cuca voltasse ou o Renato Gaúcho, que está fazendo um bom trabalho no Grêmio, mas que não gosto como treinador, e no Fluminense desde 2008 não fez um bom trabalho sequer.

E é por isso que escrevo este texto em apoio a Abel e Abad, também pra deixar claro que não consigo ver sentido em debate com base em ódio e a partir disso peço que não me enfiem em um debate desta forma.

Eduardo Baptista: Uma vítima da estupidez inexorável.

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Eduardo Baptista foi duas vezes vitimado pela união entre a burrice açodada de uma torcida de clube grande, pela canalhice estúpida de dirigentes e por um medalhão medíocre, mas com títulos disponível no mercado.

Uma destas vezes foi no meu time, a outra agora no Palmeiras. Em ambos os casos el foi fritado sem nenhuma avaliação honesta de seu trabalho nas circunstâncias em que estava trabalhando.

No Fluminense Eduardo Baptista foi julgado por resultados além dos que ele tinha responsabilidade e pelas trocas seguidas de treinadores nas Laranjeiras. Eduardo assumiu o Fluminense em Setembro de 2015 substituindo Enderson Moreira, que substituiu Ricardo Drubsky que havia substituído Cristóvão Borges. Pegou um elenco abalado, com vários jogadores desmotivados, mal tendo tempo de treinar e levou o clube até as semifinais da Copa do Brasil quase superando o Palmeiras e indo à final.

Em 2016 Eduardo Baptista começou o trabalho e em DEZ FUCKING JOGOS, foi fritado porque Levir Culpi estava disponível. Foi pra Ponte, fez um puta trabalho com elenco menos recheado que o do próprio Fluminense e chegou bem ao fim do Brasileiro, à frente de vários elencos melhores.

No Palmeiras perdeu cinco jogos desde que assumiu em janeiro.

Um deles pro Corinthians. Outro na semifinal do Paulista pra Ponte Preta e um pro Jorge Wisterman na altitude na Bolívia.

Segundo o perfil do Twitter @palmeirascouts em Março Eduardo Baptista comandava um time que era líder geral e melhor defesa do Paulista, líder do grupo na Libertadores e possuía 76% de aproveitamento no ano.

Ainda este perfil informa que os números gerais de EB no Palmeiras são:

Média de posse de bola: 61%

Finalizações certas por jogo: 6,6

Finalizações por jogo: 16,2

Passes certos: 82,9%

Média de finalizações sofridas por jogo: 12

Eduardo Baptista deixou o Palmeiras ainda sendo líder de seu grupo na libertadores e tendo números gerais melhores que o de seus concorrentes no Paulista, tendo sido eliminado pelo mal desempenho em uma partida de mata mata.

Havia rumores dele ter perdido o grupo ou da diretoria estar irritada por ele não escalar Roger Guedes, que estava em processo de venda para o exterior e cujo empresário pressionava a diretoria do Palmeiras sobre ele não jogar atrapalhar a venda.

Além disso, a recente explosão de Baptista em uma coletiva, irritado pela óbvia confusão do jornalismo esportivo entre o que é campo e bola, que deveria ser o centro das atenções, e a fofocada que virou este jornalismo, ajudou muito na fritagem geral que Eduardo sofreu, começando pela fritagem feita por diversos jornalistas do grupo ESPN, inclusive por Juca Kfouri, que por mais ícone da imprensa que seja não transformou a publicação da fofocada em jornalismo por um suposto toque de midas midiático.

O Palmeiras em 2017 lembrava o Fluminense em 2016: Passava por um processo de evolução lenta de seu futebol a partir da paulatina compreensão pelos jogadores do que o técnico pensava e do técnico sobre o que os jogadores fariam de melhor em que esquema.

A questão é que diretoria e imprensa optam conscientemente por ignorar estes elementos e fritaram o jovem treinador por uma exigência de desempenho que não tem comparação com o que esta mesma imprensa faz com treinadores de times do exterior e que a diretoria não tem como exigir diante do calendário e do que qualquer time de futebol precisa: Tempo pra maturar.

Apesar da oscilação normal de qualquer equipe nestes meses que antecedem o Brasileiro, quatro meses apenas, o Palmeiras de Eduardo Baptista mantinha uma média de desempenho de boa pra ótima. Talvez só equiparável em graus variáveis ao Fluminense de Abel Braga, ao Corinthians de Carille e ao Cruzeiro de Mano Menezes, sendo que só Abel Braga pegou o elenco este ano, os demais tem o elenco na mão ou conhecem o elenco inteiro há praticamente um ano.

Além disso, Eduardo estava reformulando a tática de um grupo que foi treinado por um treinador de estilo completamente diverso: Cuca.

Abel quando pegou o Fluminense pegou um time que praticamente não foi treinado por Levir Culpi, jogadores eram absolutamente jogados em uma ausência de esquema e cuja liberdade absoluta praticamente esmagava jogadores jovens que não tinham nenhuma ideia de como funcionar coletivamente.

Eduardo pegou um time do Palmeiras mal ou bem treinado, com uma organização na cabeça e funcionando coletivamente. E precisava mudar vários conceitos,pois tem outra concepção de futebol em relação a Cuca. E a diretoria do Palmeiras, assim como a  diretoria do Fluminense em 2016, deveria saber disso.

Novamente Baptista foi sacrificado pela estupidez e pelo oportunismo de  diretorias covardes.

Provavelmente Eduardo Baptista terá problemas para voltar ao mercado se permanecer não tendo mais cuidado na escolha de seus destinos, porém a primeira diretoria que mantiver o apoio a seu trabalho conseguirá resultados no devido tempo. Assim como a diretoria do Grêmio conseguiu com Roger e o Galo fatalmente conseguirá com o mesmo treinador ainda este ano (O Galo de Roger pula na frente do favoritismo ao Brasileiro depois da saída de Baptista do Palmeiras).

Cuca, louvado, pegará um Palmeiras muito diferente do que treinou, com Borja, Felipe Melo e Guerra tendo muito peso aliado às suas personalidades. Cuca já teve problema com personalidades como a de Felipe Melo no flamengo de 2009 e Felipe tem aquele “DNA”. Guerra e Borja tem outro perfil, provavelmente questionarão o treinador se taticamente Cuca não for convincente. Isso se aliando aos problemas que Cuca já teve anteriormente no vestiário do Palmeiras pode ser uma bomba relógio.

Essa bomba implodirá o Palmeiras? Difícil dizer, mas não é improvável.

Eduardo Baptista precisa de clubes com projeto, vai ser difícil no Brasil. Provavelmente irá pro Vitória, que recentemente demitiu Argel, ou pode ser aproveitado por outros clubes de menor expressão na série B, como o Goiás que tem tradição de manter treinadores com bom projeto. Ou até na A, onde alguns clubes estão sempre pressionados a demitirem seus treinadores em caso de maus resultados e alguns tem mais paciência com treinadores, como no Grêmio ou Atlético Paranaense.

A questão é que fica difícil mudar o futebol brasileiro se diretorias e imprensa, inclusive os ditos diferenciados como jornalistas da ESPN, permanecerem rifando treinadores e seus conceitos em nome de um resultadismo estúpido.

É impossível achar que o desempenho está ruim se em 26 jogos um treinador tem apenas 5 derrotas e 66% de aproveitamento.

A estupidez é a única explicação para a demissão de Eduardo Baptista.

O que esperar do Fla x Flu?

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O que acontecerá no Fla x Flu? Menor ideia.

Fla com ausência de Diego e jogo da libertadores antes do primeiro jogo.

Flu joga no meio de semana contra o Xavante um jogo inútil por uma Primeira Liga que merecia mais do que recebeu da maior parte dos participantes, Fluminense inclusive, e deve pôr o time C em campo.

Não procurei me informar melhor sobre o regulamento esdrúxulo desde que Taça Guanabara e Taça Rio tiveram valor zero pra classificação pras finais, mas olhei agora na Wikipédia e parece que nenhum finalista tem vantagem na melhor de dois jogos.

Turma Flamenguista desde já metendo DCF ou desprezando o título, como sempre, mas concordo que via de regra o Carioca é o menos importante dos títulos disputados no ano, dá pra comemorar por algumas horas antes de procurar título decente pra vencer.

Serão dois jogos difíceis para ambos os clubes, ainda mais em se tratando de Fla x Flu, mas é interessante deixar claro que o Fluminense este ano foi o único adversário que complicou pro Flamengo, podendo sair vitorioso nas duas partidas que travou contra o grande rival, com o empate pelo Flamengo saindo nos minutos finais depois de jogos onde na maior parte do tempo foi inferior.

Ambos os clubes priorizam outros títulos (Flamengo Libertadores e Brasileiro, Fluminense a Sul Americana e a Copa do Brasil).

O Flamengo caiu de produção em relação a 2016 e apesar de ter elenco não me parece um time organizado taticamente, inclusive acho que o Zé Ricardo piorou bastante, se tornando mais conservador depois que ganhou jogadores e a pecha de comandante de um dos quatro melhores elencos do país junto com Palmeiras, Galo, e Cruzeiro.

Zé Ricardo recebeu Berrio, Trauco,etc, mas nenhum companheiro ou substituto pro Diego. Talvez Mancuello funcione assim, mas foi paulatinamente torrado diante da torcida jogando fora de onde rende mais. Conca foi contratado para estrear em Março e até agora nada, inclusive sumiu do noticiário (Estarão escondendo um mico? O ex-tricolor teve problemas na recuperação e o retorno foi adiado?).

O Flamengo este ano foi contra o Fluminense extremamente previsível, fazendo seus gols em bolas aéreas, ponto fraco do Fluminense, ou num gol achado pelo Guerrero.

O Flamengo taticamente foi inferior a Fluminense e Botafogo e até ao Vasco do Mílton Mendes por alguns minutos, um Vasco que se remontava depois do péssimo início de trabalho do Cristóvão e que acabava de receber o novo técnico.

Há problemas defensivos no Flamengo contra pontas velozes e times com boa amplitude e sem Diego a equipe tende e ter mais problemas diante de marcações mais intensas e adiantadas.

O Fluminense está sem Scarpa, mas ainda não enfrentou o Flamengo com seu melhor jogador. Wellington substitui o meia na função de criação das laterais para o centro.

Richarlison voltou ao clube e vem jogando o fino juntando força física com finalização oportunista, composição defensiva e bons passes vindos de trás. Ceifador e Pedro disputam a vaga de centroavante com galhardia, marcando, fazendo gols e fazendo bom trabalho de pivô. Sornoza é o grande organizador do time, mas Orejuela não fica atrás sendo um bom primeiro volante construtor de jogo lá de trás. Douglas e Wendel revezam na função de volante box-to-box com Wendel sendo melhor que Douglas no momento, indo muito além do que o companheiro foi nos últimos dois anos de ótimo desempenho e aproveitando os problemas físicos recentes do titular anterior. Lucas é um baita lateral. Henrique e Renato Chaves são irregulares nas bolas aéreas, especialmente o segundo, mas são muito bons no chão. Léo era um ponto fraco, mas no clássico contra o Vasco foi bom defensivamente e um caminho pra solucionar nosso problema de marcação da bola aérea, pelo menos pelos eu setor o pavor reduziu.

Trauco vai precisar de ajuda pra superar a dupla entre Lucas e Wellington pela esquerda rubro-negra. Talvez Zé Ricardo ressuscite o esquema do último jogo na Libertadores quando pôs dois laterais, com Trauco jogando na prática de extremo.

A questão é que o jogo aponta taticamente para um embate entre um time mais técnico e veloz, o Fluminense, e um time com mais imposição física, o Flamengo.

Inclusiva a imposição física foi a única forma que nossos adversários conseguiram reduzir o impacto da velocidade e técnica do ataque tricolor.

O Flamengo dependerá demais de um jogo perfeito de seu miolo de zaga titular e dos seus volantes diante do dinâmico meio campo tricolor.

O Fluminense dependerá de uma marcação mais eficiente nas bolas aéreas, que começa impedindo que as bolas cheguem a partir das laterais ou das bolas paradas e da manutenção da intensidade do meio de campo e ataque.

No momento eu aposto no Fluminense.

Os elencos e os times do futebol brasileiro de 2017 apontam uma temporada espetacular.

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 2017 aponta par ao futebol brasileiro um cenário de enorme expectativa.

Especialmente Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro, mas não só, estabeleceram um altíssimo nível de elenco e potencial técnico-tático a partir das contratações de jogadores e treinadores antenados e capazes de formar times profundamente técnicos e eficientes.

Conca e Berio no Fla; Felipe Melo, Guerra e Borja no Palmeiras; Elias, Felipe Meneses no Galo são contratações de encher os olhos aliados a Zé Ricardo, Eduardo Baptista e Roger.

Essas equipes se juntam ao Santos de Dorival Junior no favoritismo em todas as competições que participam no ano.

Aliás, o grande favorito a tudo é o Palmeiras, pois tem o elenco mais forte em todas as posições, inclusive a zaga (que no caso do Fla e do Galo tiveram menos reforços ou nenhum), mas tem como principal perseguidor este Santos de Dorival, que compensa ter menos grandes nomes com uma consciência tática consolidada pelo trabalho de maior qualidade e longevidade atualmente no país.

Entre Fla, CAM, Santos e Palmeiras quem sai atrás na casamata é exatamente o Flamengo, onde Zé Ricardo é bom, mas está ainda casas atrás de Eduardo Baptista, Roger e muitas casas atrás de Dorival.

Mas SPFC com Pratto e Jucilei; Flu com Orejuela e Sornoza; CAP com Gedoz e Grafitte; Botafogo com Montillo; Cruzeiro com Thiago Neves e Lucas Silva e o Bahia com Allione, Edson e Wellington Silva junto com técnicos antenados e de alta qualidade ou com potencial pra isso como Rogério Ceni, Abel, Autuori, Jair Ventura, Mano e Guto Ferreira também apresentam uma expectativa alta e pelo menos uma posição de coadjuvantes duros no Brasileiro e ameaças reais nos mata matas.

O Bahia resolveu as deficiências de 2016 e se fortaleceu basicamente em todas as posições do elenco, mantendo um equilíbrio de peças que ampliam a qualidade tática organizada por Guto Ferreira.

Em caso similar o CAP e o Botafogo avançam em relação aos elencos de 2016, com Autuori tendo mais peças de reposição no elenco e apresentando em 2017 uma força tática mais nítida que o Botafogo de Jair Ventura, mas este Botafogo ainda apresenta a organização de 2016 com acréscimo técnico de Montillo.

O problema do Botafogo é parecido com o de todos neste grupo, talvez com exceção de Cruzeiro e Bahia, a ausência de elenco equilibrado em todas as posições para que peças como Montillo e Camilo sejam substituídas à altura.

O SPFC remontou o elenco com transações muito interessantes, levando Nem, Neílton, Cícero, Sidão e Jucilei praticamente gastando nada, gastou só pela excelente contratação de Lucas Pratto, contratou Rogério Ceni que chega como técnico com ideias interessantes, respeito no clube e no elenco e uma paciência que nenhum treinador teria no Morumbi pra implementar seu projeto. Não deve entregar tudo o que pode em 2017, mas já inicia uma ideia de jogo e temporada com bastante potencial, entregando uma organização tática rara pro pouco tempo de trabalho.

O Cruzeiro de Mano é um bom time, com elenco excelente, mas que não me parece ser usado pelo treinador em toda sua potencialidade. Mano é tido como extremamente moderno, mas não vem entregando nada nesse nível há cerca de cinco anos. O melhor trabalho no Cruzeiro foi em 2015, antes de ir pra China, e mesmo assim foi um trabalho de tiro curto que apresentava potencial, mas foi interrompido pela aventura oriental do treinador. Em 2016 o elenco já era bom e Mano teve resultado medíocre, o elenco melhorou em 2017, venceu um clássico, mas sem exatamente apresentar uma linha de jogo do tamanho da fama do treinador. É cedo ainda, o ano mal começou, mas de todos é quem apresentou menos pro elenco em mãos.

O Fluminense de Abel é um time que em muito pouco tempo de trabalho apresentou uma ideia de jogo bem definida e com uma realização surpreendente, explorando a alta qualidade técnica de Orejuela, Douglas, Scarpa, Sornoza e Wellington, ressuscitando Henrique Dourado e Lucas, usando a melhor zaga em matéria de qualidade técnica que o elenco possuía, Renato Chaves e Henrique, dando confiança a Léo, excelente lateral cujo potencial não foi explorado por Levir. Além disso, com Lucas Fernandes, Marquinhos, Richarlison (que provavelmente chega da seleção pra ser titular), Luiz Fernando, Danielzinho, Maranhão e Nogueira o técnico ganha um elenco equilibrado na maioria das posições.

O problema do Fluminense é que uma possível saída de Scarpa, Sornoza, Orejuela e Douglas ao mesmo tempo desmontam o time, o elenco é desequilibrado nesse sentido.

Luiz Fernando e Henrique podem substituir Orejuela ou Douglas, ambos não dá, fica difícil, o nível cai demais.

Daniel, Lucas Fernandes e Maranhão podem substituir Scarpa ou Sornoza, especialmente Daniel e Sornoza tem características similares, mas na ausência de ambos fica difícil retomar a qualidade do time titular.

Lucas Fernandes, Maranhão, Pedro e Richarlison podem substituir Wellington e Dourado sem nenhum problema, temos neste setor inclusive o setor mais recheado do elenco. Ainda temos Marcos Junior que pode jogar de falso nove, vindo de trás, jogando nas costas do volante, mas o setor criativo não tem substituto hoje.

A solução pra isso, que virá a ser problema no decorrer do ano a partir das prováveis convocações de Sornoza e Orejuela pra seleção equatoriana, de Scarpa pra Brasileira profissional e Douglas e Richarlison pra sub-20, pode tender menos para contratações e mais pra treinamento e testes de Daniel e Lucas Fernandes/Maranhão, e talvez Marquinho, na função de Sornoza e Scarpa. O problema vai ser na ausência em conjunto de Douglas e Orejuela. Luiz Fernando substitui Orejuela, mas não Douglas. E ai temos um problema pro Abel resolver, dado que dificilmente teremos contratações.

Outro problema é a reserva das laterais, Renato é um lateral muito abaixo de Lucas e Léo não tem reserva. Calazans e Marquinho podem substituir Léo, mas o nível cai absurdamente, Calazans inclusive é recém promovido da base.

Com estas ressalvas em relação aos elencos, especialmente no caso do Flu, temos um 2017 que potencialmente é o de times e treinadores extremamente fortalecidos.

Se Galo, Fla e Palmeiras saem na frente e são favoritos a tudo, em especial nas competições que exigem elenco bom e numeroso como o brasileiro, eles vão ter duras batalhas contra times com qualidade e bons treinadores.

Se Galo, Palmeiras, Santos e Fla são favoritos ao brasileiro e à libertadores, os demais são passíveis de serem colocados como favoritos à Sul Americana e Copa do Brasil, especialmente considerando que mesmo os elencos mais poderosos não tem condições de disputarem todas as competições em nível máximo.

Se em relação aos pontos corridos fica difícil ver alguém no retrovisor de Galo, Palmeiras, Santos e Fla, em Mata mata não é nada absurdo que estes sejam derrotados por CAP, Flu, Botafogo, Cruzeiro, SPFC e Bahia em caso de performance especial em jogo decisivo. Sornoza ou Scarpa são decisivos, Gedoz e Grafite idem, assim como Thiago Neves, Sóbis, Montillo e Camilo, Allione conseguiu minutos que talvez indiquem que o Palmeiras não soube aproveitar seu potencial técnico.

Os elencos estão bons e farão um ano especial para o futebol brasileiro, especialmente se o debate esportivo deixar de ser reduzido aos nomes em específicos e a análise incluir o potencial tático, as diferenças entre competições.

E se não cito Corinthians, Grêmio, Vasco,etc é muito pelas condições atuais de seus times e qualidade inicial de seus técnicos, nada impede que no decorrer do ano estas equipes surpreendam.

2017 apresenta uma coleção de bons elencos, alguns elencos estelares e excelentes, equilibrados e grandes, com excelentes técnicos, times que enchem os olhos, organização tática rara na maior parte dos clubes e um detalhe interessante: Treinadores que iniciam trabalhos com enorme crédito, por serem ídolos ou pelo potencial demonstrado em 2016, e uma rara paz coletiva na maior parte dos grandes clubes do país.

2017 promete para os amantes do futebol brasileiro.