A esperança realmente é verde.

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Parábola do homem comum, o futebol é como se fosse a arte desenhada pela complexidade do movimento e da ideia quando ginga.

Roubo os versos de Chico Buarque não a toa, mas porque o futebol é música, é cinema, é poesia, é solidariedade, é arte, é livre, é mundo.

A poesia do futebol produz cinema de Ken Loach em busca de Eric ou nomeando Joe.

A ginga da ideia do futebol produz a arquitetura de versos de Chico Buarque, a epifania de Novos Baianos, a africanidade de Jorge Ben.

O futebol tira a cidade inteira numa tarde bonita só para o ver jogar.

O futebol ensina que mesmo em modernidades e capitalização de seus mundos, estádios e festas há ali o menino (E a menina) atrás da bola.

Para carro, para tudo quando já não há tempo.

E o futebol perde a vida atrás da bola.

Porque a arte de entender-se uno em imaginadas comunidades que vestem as mesmas cores permite-nos saber a paixão de outras cores.

Aquele jogo, aquele dia, aquela bola, aquele gol, aquela perda, aquele luto.

O futebol metaforiza a coletividade que de passe em passe chega ao uníssono chamado gol.

O futebol é o acorde perfeito maior.

Quem dera todo mundo pudesse brilhar num cântico todo o tempo como muitas vezes faz no futebol.

O rude e violento esporte bretão é doce, como morrer no mar, a ponto de transformar o universo em uma metáfora verde de um esperanto chutado a gol.

A tragédia fez da Chapecoense mais que um time, mais que um clube, mas uma metáfora do esperanto que nossos corações esperavam pra saber-nos decentes, humanos e solidários, é a síntese do passe, da arte, da bola, do gol.

A verde cor do sonho refez através da tragédia seu símbolo de esperança.

Somos todos hoje um só, unidos na dor de imaginar-nos sem aqueles que nos simbolizam cotidianamente, solidários na dor de saber o que a perda significa, inteiros na cor verde que nos mostras que a dor nos fez melhores.

E essa metáfora nos ajuda a rebolar pra continuarmos meninos que na rua continuamos numa pelada.

E essa dor nos faz meninos, humanos, verdes, vivos.

E o futebol fez do mundo um sonho brasileiro.

E quem não chora?

Só se não for brasileiro nessa hora.

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O futuro do Fluminense passa por Roger Machado

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Pedro Abad na entrevista coletiva que deu após ser eleito presidente do Fluminense para o próximo triênio de a declaração mais acertada que um presidente poderia ter dado: “Meu sonho é ter Roger Machado como técnico do Fluminense”.

Essa declaração se junta à ênfase do papel de Marcelo Teixeira no futebol e da necessária profissionalização do departamento com uma hierarquia composta por vice-presidência de futebol, direção executiva e gerência de futebol, compondo um quadro de avanço em relação a gestão Peter.

Tive uma relação bem complicada com a candidatura Abad e vim a apoiar Mário Bittencourt, mas jamais poderia deixar de ver com bons olhos que o presidente eleito não seja nem parte do passado como Celso e Gonzales (apesar de Gonzales fazer parte do MR21 que veio a apoiar Abad, embora pareça que tenha sido derrotado no interior deste movimento).

Além disso, Abad e Mário Bittencourt representavam, ambos, um tipo de gestão que partiria do que Peter deixou de legado pra corrigir suas falhas no Marketing e no Futebol, ao menos ambos pregavam exatamente isso apontando cada um à sua forma uma necessidade de reestruturar ambas as áreas negligenciadas pro Peter nos seus dois mandatos.

Não vi detalhadamente os planos de Abad e sempre tive dificuldade em vê-los detalhados como vi os de Mário e tenho lá minhas desconfianças, mas, pelo menos no futebol, o plano de Abad não se distancia tanto do de Mário com uma estrutura profissional de gerenciamento, um conselho consultivo e a presença de Teixeira como homem-forte.

Há notícias de Pedro antônio como vice de futebol, Marcelo Teixeira como diretor Executivo, Fernando Gonçalves ou Alexandre Torres como gerente de futebol.

Acho que Pedro antônio tem uma enorme habilidade, a de tocar projetos complicados e a meu ver seria interessante que ele tocasse o projeto do estádio, não acho que colocar PA no futebol seja prudente. Já deixou claro que tem fortes ambições políticas e é essa área a mais sensível a pressões políticas. PA inclusive faria o que acusaram Mário de fazer sob Peter, sem a menor sombra de dúvida. O ideal seria deixá-lo fora do futebol.

Pra mim a estrutura seria essa com outros nomes.

Precisamos de um vice-presidente de futebol incontestável e pra isso eu chamaria o Parreira, inclusive como forma de literalmente apressar a ideia de união pelo Fluminense pregada por todas as chapas no minuto seguinte pós-eleição. A partir de Parreira como Vice-presidente não remunerado colocaria o Teixeira de diretor executivo e o Alexandre torres de gerente de futebol, aproveitando inclusive que Teixeira e torres vêm de uma cultura gerencial ligada ao Manchester United, deixaria o Fernando Gonçalves quieto no canto dele no Flamengo, evitando problemas no Flu e com o Fla.

A partir dessa estrutura definiria com o Roger Machado pra ontem de tarde às sete da manhã e pra tocar um projeto de longo prazo, pelo prazo do mandato Abad inteiro, com total apoio do presidente e toda a estrutura, dane-se os resultados imediatos.

Roger é a cara do que o Flu precisa, teria um bom elenco na mão e uma fonte inesgotável de recursos em Xerém.

O futuro do Fluminense passa por Roger Machado tanto pela sua concepção de organização tática ser a cara dos elencos que produzimos a partir de Xerém, quanto pela cultura de organização e gerenciamento de futebol banhada pela similaridade com Tite, ecoando na cultura de organização do Marcelo Teixeira e que também produzimos em Xerém.

Além disso Roger tem um diálogo rico com a base e poderia ser de fantástica contribuição pra nossos técnicos e jogadores do profissional ao fraldinha, quanto pro projeto Samorin e tudo o que ele simboliza.

O Fluminense necessita de um choque de profissionalismo no futebol e Abad começa bem ao sonhar com Roger e empoderar Marcelo Teixeira, necessita concretizar isso organizando o futebol de forma profissional e que trabalhe no longo prazo, pensando o futuro.

Pra isso nada do populismo dos reforços a qualquer preço.

Precisamos de reforços? Precisamos de um técnico.

O elenco do Fluminense é igual ou melhor aos elencos do Botafogo e Atlético Paranaense, mas ambos tiveram técnicos de razoáveis a bons, modernos e que exploraram ao máximo a força de seus times. O Fluminense não, teve um técnico que conseguiu não usar Fred e Diego Souza, mandar jovens talentosos pra outros clubes e pedir reforços que nunca usou.

Teremos Sornoza e Orejuela, que chegam para serem titulares. Eles, junto com Douglas, Scarpa e Cícero, formam um meio campo moderno e de respeito.

No ataque temos Wellington, Richarlisson, Pedro, Maranhão, a volta de Michael, Dourado, etc que formam, cada um a seu modo, um ataque rico de opções. Os quatro primeiros são tecnicamente de bons a excelentes, mas se perderam na bagunça tática e na pouca habilidade do medalhão caro trazido pra agradar uma torcida tola. Michael é o melhor centroavante que Xerém produziu nos últimos anos junto com Pedro, ambos melhores que Dourado, e tem tudo pra ser um excelente reforço.

Dourado é bom reserva, mas seria interessante discutir se ele deve permanecer ou não, com Michael voltando não faz sentido mantê-lo. Pedro e Michael são centroavantes com características parecidas às de Dourado e de melhor qualidade técnica.

Na defesa temos Henrique, Nogueira, Renato Chaves, Gum e Alan Fialho. Se Gum sair perdemos em experiência, mas exceto Fialho, que não conheço, os demais são melhores tecnicamente que ele e similares ou melhores em rebatidas e posicionamento.

Eu manteria Gum no elenco, é capitão, líder, bom zagueiro e tem uma excelente postura profissional. A má vontade de mídia e torcida com ele na maioria das vezes ignoram as situações que o sistema defensivo põe em cima de todos os zagueiros do Flu desde 2012. Mas Gum por seu papel na história do Flu também deve ser preservado e por isso entendo que ele venha a sair e até apoio se for bom pra ele economicamente e pro clube.

Sem Gum, eu subiria da base um quinto zagueiro pra junto de Renato chaves, Henrique, Nogueira e Fialho ser trabalhado e disputar posição. Não faz sentido contratar zagueiros sendo a média disponível no mercado de qualidade igual ou inferior ao que temos em casa. Arthur volta, mas não vem bem dos empréstimos, eu doaria pro Botafogo.

Nas laterais teremos a ida de William Matheus e Jonathan, mas teremos a volta de Léo Pelé e de Renato e a manutenção de Wellington Silva, Julião e Ayrton, além de podermos contar com Breno Caetano de jovem valor da base. Tentaria subir mais um ou dois laterais pra direita e esquerda e testá-los com o elenco. Caso fosse necessário buscaria um reserva para Léo e Wellington Silva pro Brasileiro, pois titulares temos.

Wellington Silva titular? Sim, foi líder de desarmes no Fluminense e o maior responsável pela solidez defensiva do time quando a defesa era uma das melhores do campeonato até o Levir pirar e mudar a cada dez dias a estrutura do meio campo, destroçando qualquer mínima organização tática possível.

Aliás, a perseguição a Gum e WS foi injusta também por isso: Louvava-se Pierre e Edson como contenção enquanto eles eram parte fundamental do desastre tático do time do Fluminense. Com eles perdíamos qualidade de saída de bola, tínhamos mais rebatidas e perdíamos sempre o meio campo.

Léo foi bem no Londrina, Renato foi muito bem no Avaí jogando no meio, o que abre espaço pra ele jogar em outra posição e também ser usado como lateral.

No Gol eu daria chance pro Marcos Felipe, manteria Cavalieri como mentor e líder e mandaria o Júlio César passear.

Com esse elenco e Roger Machado com a estrutura que temos e tempo pra trabalhar, blindado e com suporte pra ficar o tempo que quiser teríamos no mínimo uma vaga pra Libertadores no fim de 2017.

Qualidade técnica temos, estrutura temos, precisamos de organização tática, ideias modernas, time jogando com a intensidade que o futebol atual exige e que aproveite a juventude e a boa técnica de nossa base e do elenco que temos.

Roger é fulcral pra isso, é central pra explorarmos ao máximo Xerém e o elenco que temos que foi subutilizado e desvalorizado pela ansiedade de uma gestão temerária do futebol e por técnicos obsoletos ou escolhas desastradas de reforços como R10.

Os únicos capazes do que Roger pode fazer e que trabalharam no Fluminense foram Enderson e Eduardo Baptista, que foram fritados pela junção de pressão política suicida com má gestão do futebol.

Com a nova gestão apontando pra profissionalização e modernização do futebol é fundamental que Roger seja contratado e que conquiste o respaldo pra ter o tempo necessário para que use nosso elenco da forma mais rica possível.

Veja o que Roger fez com Luan, Éverton, Pedro Rocha, como descobriu Geromel, etc, produzindo não só bons jogadores, mas ativos pro clube.

Roger é central para o novo Fluminense, e Abad sabe disso, espero que concretize seu sonho.

 

Porque apoio Mário Bittencourt e como a campanha Abad me direcionou pra esse apoio

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As eleições pra presidente do Fluminense se direcionaram de uma forma bastante confusa.

Muito ad hominem, muito ataque, muito pouca proposta, menos ainda transparência.

Reagi de forma absolutamente contraditória nesse ano a estas variáveis e confesso que oscilei demais entre os candidatos, minha única convicção era e é que Celso Barros e o movimento MR21 que conta com Antônio Gonzales (Vice de futebol entre 1997/1998 e que nos levou à série C, ex-Força Flu, além de haver indícios de ser parte dos protestos cotidianos que infernizaram o clube nos últimos dois anos) eram a manifestação do atraso, um recuo no Fluminense que se organizava pós Horcades, com um trabalho excepcional de Peter Siemsem como artífice dessa construção.

Trengrouse possuía uma série de boas ideias, mas seu passado relacionado a Eduardo Vianna, o famigerado Caixa D’água, e ele ter entre sua base de apoio o MR21 de Gonzales, me afastava dele, e mais, me fazia me sentir à vontade em atacá-lo exatamente por esses dois aspectos. Até sua fuga no tratamento dessa questão política era um problema, ele jamais enfrentaria a questão de sua base de apoio.

E esse elemento ajudou ao Flusócio que usava esse medo e essas questões como gasolina para sua tática em toda a campanha: Desmontar os concorrentes com o máximo de propaganda negativa sobre eles e o uso de Peter Siemsem como garota propaganda, colocando Abad como “candidato da continuidade”.

Confesso que caí nessa.

Meu candidato inicialmente era o Mário, mas fui convencido pelo Flusócio que Mário era um perigo, que só ele administrou mal o futebol nos últimos anos e que Abad era o único que poderia manter o melhor da administração Peter.

As ações da campanha de Abad foram bem eloquentes, o lançamento da candidatura com Peter apoiando, o projeto de estádio, etc, a própria retórica do candidato, a relação da oposição com a administração Peter e todos os ataques e protestos cotidianos, a pressão absurda da oposição no cotidiano de atletas e técnicos, do futebol, também, tudo isso ajudou a Abad, criou em torno dele uma defesa das conquistas da administração Peter, e todo o resto como adversários.

Nos posts anteriores coloquei várias vezes que era ótimo que existissem candidatos como Abad, Trengrouse, Cacá e Mário, que todos melhoravam o pleito, colocavam homens honrados na disputa e propostas modernas de administração do clube. E isso permaneceu até que a dança das cadeiras da sanha pela cadeira de presidente, e pelo medo de Celso e Mário, produzissem entre Trengrouse, Abad e Cacá uma candidatura só e com ela o MR21 de Antônio Gonzales e todo o atraso que vem com ele, da truculência enquanto arma política à relações complexas com as organizadas, além de tudo o que ele fez enquanto vice de futebol em 1998.

Enquanto isso Mário organizava sua candidatura com Tenório com base no que fizeram em 2009 e depois com as ações já na organização do futebol com a transição da saída da Unimed em diante. Organizava propostas e críticas ao sócio futebol, às ações no futebol, etc, sem jamais entrar na lama dos ataques cotidianos que Flusócio entendeu que é a principal arma contra seus adversários.

Até que Mário virou o principal adversário pro Flusócio e Abad e desde lá Peter, PA, Abad e Flusócio não medem esforços para a maior quantidade de ad hominem possível para atacar Mário.

E usam as redes sociais do clube para fazerem campanha, e terceirizam sempre a culpa sobre os erros do futebol a Mário, a Celso, ao vento, à grama, nunca a Peter. Peter era o que? Filho da Xuxa? Não era o presidente?

Só Mário errou no futebol em 2015? E em 2013 quem Peter culpa pelo rebaixamento? Porque fomos rebaixados em campo, não fosse os “erros” da Portuguesa e do Flamengo quem cairia seria o Fluminense, e ali Mário teve papel fundamental, sem o clube estar ali, através de Mário, cairíamos. Claro, outro advogado também seria papel central, mas Mário foi, e Peter reconheceu isso em 2015, fundamental para estarmos no tribunal, parte da diretoria era contra (e respeito as razões, a imagem do clube estava e está em jogo).

E em 2016? Mário errou contratando Diego Souza, Richarlisson (Repetidamente convocado pra seleção sub-20) e Renato Chaves pra junto com Fred e Cícero serem a base de um elenco jovem e talentoso? Mário errou mantendo o ótimo Eduardo Baptista que levou a Ponte Preta com elenco muito pior que o nosso a um lugar melhor na tabela, com uma excelente organização tática? Mário foi demitido por, segundo Peter, ter demitido Baptista, mas jura que Peter não participou da demissão, tendo meio Flusocio pressionando desde fevereiro para sua queda e usando como “estatística” o pior turno da história dos Pontos corridos, mesmo EB tendo assumido apenas em outubro, a oito rodadas do fim, já na reta final do turno? Jura que a demissão de Eduardo Baptista e a vinda de Levir não faziam parte de um plano de futebol onde Fred e Diego Souza sairiam e teríamos um time jovem com um medalhão como a torcida queria e por isso foi blindado mesmo com nove meses sem dar organização tática ao time?

A saída de Fred e Diego Souza não são culpa do Mário, ele havia sido demitido, a quem o Flusócio vai culpar, o mesmo Levir que foi blindado por eles até não termos mais chance de libertadores?

E a não ida á Libertadores é culpa do Gum, do elenco, como a torcida burra adora ou é do Peter?

Enquanto isso Celso avança.

E vi os debates. Abad não sobressai como gestor, não tem nenhum programa, nada, não sabe o que fazer do futebol, nem como vai organizar o estádio, não tem nada de argumento e base nisso. Mário ao menos apresenta uma plataforma de gerência do futebol, dos esportes olímpicos, da piscina, de Xerém, até do Samorin. Abad via de regra sequer explica as questões pertinentes sobre o pagamento a Pedro Antônio ou o Samorin ou reforços, se já foram pagos, quanto vai ser pago.

Pior, atacam Mário dizendo que ele era a favor de “fechar Xerém” sendo que o elenco base dele era Xerém e mais jogadores experientes, foi com Jorge Macedo que Xerém perdeu espaço pra Dudu, Maranhão, Henrique Dourado. Foi Levir e Macedo que emprestaram Daniel, Marlon, Robert, Eduardo e Léo. Tínhamos quatro zagueiros de qualidade: Gum, Henrique, Renato Chaves e Marlon, hoje temos três, e Marlon está sendo rifado em Barcelona. Robert foi emprestado a Deus e o mundo e estamos perdendo o jogador, cujo talento é absurdo, e que vinha tendo chances dom Eduardo Baptista e redemonstrando potencial.

E o sócio futebol, qual o programa de Abad? “Tem de rever!” não é resposta, Mário responde.

Flusócio e Abad atacam Mário por seu projeto de estádio, porque só o que Peter assinou tem valor,mas.. Por que? Não argumentam. Mário jamais disse que havia assinado protocolo de intenções enquanto presidente do clube, mas enquanto pessoa.

E a “empresa de agenciamento de jogadores de Mário Bittencourt”? Se for fato, Peter é cúmplice, e se não sabia é inepto, Abad já estava no conselho fiscal quando Mário foi vice-presidente e se é fato o que ocorreu Abad também é inepto ou prevaricou, jura que vão seguir neste raciocínio? Sobre as contratações é a mesma coisa, Peter era animador de festa infantil ou presidente do Fluminense quando elas ocorreram? Vão me dizer que Peter disse “O que você decidir tá bom” sobre Mário estar entre Robinho e R10 e que isso é uma resposta ok para um presidente do Fluminense?

E acredito em Mário, que ele jamais atuou  como agente de atletas ou faturou com isso, como acredito em Peter quando era presidente do Flu E sua empresa advogava para a Unimed, que processava o Flu.

Jura, Flusócios e Abad, que todas as enormes e gigantescas cagadas de Peter no futebol são sempre culpas dos demais?

E o uso da máquina é constante, abjeto, as relações políticas de um fisiologismo e politicagem insustentáveis. Tudo o que Peter construiu de moderno degenerou numa lama só.

Tenho diversas críticas a Mário enquanto gestor do futebol, que assim como todos os outros não tem a menor ideia do perfil de gestão tática que o Fluminense vai ter e precisa, mas ele sempre foi honrado na defesa do Fluminense.

E me assusta ter percebido o quanto eu estava cego na percepção de como Peter e Flusócio usam de forma absolutamente instrumental as pessoas no Fluminense. Vices de Marketing, vices de futebol, e até a Unimed, todos eram ótimos quanto ajudavam aos planos de Peter e Flusócio, saíram? Divergiram? Liga-se o lança-chamas. A quem essa gente é leal?

Como confiar numa gestão que se diz continuidade de uma gestão que enlameia seus acertos com uso das redes sociais do clube na campanha de seu candidato? Como confiar em um grupo político que se alia a quem atacou durante meses a fio de forma absolutamente agressiva? Como confiar num presidente que não pode representar o clube diante de órgãos públicos por um impedimento ético em seu trabalho e sugere que quem vai fazer isso serão Peter e Pedro Antônio?

Confio em Mário, sempre confiei, confio em Parreira, Simoni e vi a quantidade de gente que Peter incinerou nestes seis anos.

O Fluminense precisa de uma gestão séria, honrada e que não traga consigo o passado por súbita fome de manutenção de poder.

E com Celso, Mário e Abad teremos um conselho deliberativo que diferente dos anos anteriores terá várias facções, o que exigirá habilidade, nem Peter e nem Abad as tem.

Por isso apoio Mário.