As eleições no Fluminense, a Taça Olímpica e o “choque de gestão”

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Volta e meia leio que o Fluminense precisa de um “choque de gestão”, a maioria repete isso como mantra sem sequer ter ideia do que significa ou da história, até da história recente, do próprio Fluminense.
Choque de gestão o Fluminense já vive desde 2010, ou você parte daí pra outro rumo ou não entendeste nada do que aconteceu no clube pós-Horcades.
 
Os principais candidatos a presidente estão corretamente focando a construção do Flu de Peter em diante, melhorando a gestão onde tem de melhorar, mantendo o que tem de manter. Uns com propostas mais avançadas e outros com propostas menos desenhadas.
 
Dizer que o Fluminense precisa de um “choque de gestão, de uma Libertadores e de um mundial” é frase feita e só.
Primeiro que ignora que choque de gestão já teve, e reestruturou o clube. Libertadores e mundial são obsessões de todos os tricolores e só competindo seguidamente chegaremos lá, não são soluções pra nada.
 
Títulos não resolvem problemas, mas podem ser resultados de soluções.
 
Esse reducionismo, binarismo e loucura determinista da torcida do Fluminense, que pega apenas os resultados do futebol e ignoram o todo, não ajudam ao clube. Pioram o clube.
 
Horcades foi campeão carioca, da Copa do Brasil e Brasileiro, mas foi uma das piores gestões da História do clube. E não geriu o futebol bem, também ganha-se título com gestões caóticas, especialmente mata mata.
 
Peter fez uma boa gestão no futebol, que não nos deram títulos, por conseguir segurar um redemoinho pós-Unimed, conquistar um título historicamente importante, a Primeira Liga, e iniciar processos de transformar a base em celeiro de jogadores e de ativos, sem falar na abertura de mercado no exterior a partir do projeto Samorin e da construção do CT.
 
O próximo presidente precisa aprimorar o que foi feito, transformando a gestão do futebol, e do marketing, em excelentes.
 
Nada de “choque de gestão” ou de sublimação via títulos.
 
Títulos são consequências, são, o próprio nome diz, resultado. São resultados de processos de sucesso, sucesso efêmero ou duradouro.
 
O Fluminense precisa permanecer na trilha aberta por Peter e com Trengrouse, Abad ou Cacá tem tudo pra se manter e avançar.
 
É preciso que a própria torcida saia do pensamento mágico, da redução do clube ao futebol, da redução do futebol a resultado, da redução do resultado no futebol à ação mágica em curto espaço de tempo.
 
O Fluminense, como clube, tem de voltar a ser uma potência esportiva, para além do futebol, a partir de uma gestão que avance a partir da base construída se tornando forte em geração de recursos, em manutenção de uma base de elenco formado pela base do clube com jogadores de fora com potencial, que seja fértil na construção de uma sustentação tática que aproveite nossos jogadores, com técnicos empregados por longo prazo, que criem um perfil tático definido para o clube, e que seja mantido da base ao profissional.
 
O Fluminense precisa de gestões que sejam competentes na utilização da torcida como ativo, que tenha meios de construir nosso próprio estádio, que avance na comercialização de produtos ligados ao clube, que ganhe mais e mais sócios e amplie a democracia no clube, que abandone o atraso, sem jogar a História fora junto com o atraso.
 
Nossos três principais candidatos a presidente (Abad, Cacá e Trengrouse) tem diferenças entre si,mas refletem o avanço a partir da base criada por Peter Siemsem.
 
A retórica “Peter pior presidente da História” é alimentada por quem nos faliu, nos destruiu, nos jogou na lama, na série C.
 
Essa retórica não é respeitada nem por quem recebeu o apoio de quem a emite.
 
Esse atraso é parte de nossa falência.
 
Não precisamos desse atraso, nem de retórica que joga no lixo todos os avanços que ocorreram nos últimos seis anos.
 
Precisamos do futuro. E o futuro tá com Abad, Cacá ou Trengrouse.
 
Leiam suas propostas, formem suas opiniões, esqueçam as tolices de queimar jogadores, técnico, direção com um senso comum que chega a ser criminoso, esqueça blogueiros, torcidas organizadas,etc que usam suas plataformas pra promover o atraso, a miopia, o obscurantismo a partir do uso do fígado como autor de textos e frases feitas, slogans abjetos, toscos e tolos que são pouco mais que bile misturada com lama.
 
O Fluminense não recebeu a taça Olímpica à toa, a mereceu, vamos respeitar esse legado, vamos superar o obscurantismo e o senso comum, vamos avançar.
PS: Mudei minha opinião em relação a Trengrouse exatamente pela interação com ele via redes sociais e com declarações dele assertivas que sua equipe está em seu site, e que nem Gonzales nem Bueno participarão de sua gestão. Gosto de suas propostas,mas ainda tendo a ser eleitor de Abad.
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