Morderemos o Penta?

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O Fluminense não consegue deixar de nos dominar, é verdade. E faz tempo que não conseguia também dominar adversários.

Pois bem, é dada a notícia que tudo muda e hoje o Fluminense também vos domina, rivais!

Ontem no palco do Estádio Independência, toca do Coelho alugada também ao Galo, derrubamos mais que um tabu de sessenta e três anos, derrubamos um duro adversário.

O América estava preparado para nos complicar taticamente como recentemente nos complicaram o Botafogo e a Ferroviária, com marcação alta, pressão nos zagueiros e volantes e busca de nos golpear nos chutes de fora da área e exploração do flanco esquerdo.

Tudo em vão, no entanto.

O Fluminense soube se comportar ofensiva e defensivamente anulando com técnica, tática e uma boa dose de sorte as principais investidas do adversário.

Claro, o placar foi magro e tivemos os tradicionais quinze muitos finais de desespero, auxiliados pelo período de enlouquecimento técnico-tático do Henrique que também tradicionalmente mancha belas atuações com bizarrices sem fim após os trinta minutos do segundo tempo, mas quem liga?

Primeiro que o retorno das “Goleadas tricolores” é alvissareiro.

Segundo que o Henrique falhar é do jogo, afinal na maior parte do tempo ele não só não falha como é fundamental na cobertura dos laterais e saída de bola, além de ser um dos mais bonitos de um elenco cuja primazia da feiura precisa de um balanceamento.

Scarpa, Richarlisson, Fred e Oswaldo tem funcionado perfeitamente como quarteto ofensivo, para muito além de gols e jogadas plásticas ou desmonte da defesa adversária. O quarteto ainda é fundamental para anular peças ofensivas do adversário e rodar a bola à frente mesmo com o adversário recuado.

Se Richarlisson é o cara que parte em diagonal com a bola dominada entre a lateral e o círculo central, também é o atacante que melhor recompõe pelo meio. Oswaldo ataca pelas laterais, se movimentando dos dois lados, e também recua com os laterais adversários dando um primeiro combate e ocupando espaço defensivo.

Scarpa transita às costas dos volantes e revezando com Richarlisson e Oswaldo, complicando a vida de sistemas defensivos e ofensivos, pois é quem melhor marca do quarteto e recua sempre do lado em que está e recompõe defensivamente com qualidade, além de ser o mais criativo do elenco, por vezes também revezando com Cícero na função de segundo volante.

E Fred? Bem, pra quem ainda cisma com a estupidez de chamá-lo de cone e de imóvel, o nobre amigo, ídolo e capitão não só arca gols como está fazendo um pivô que quase o coloca como meia de criação em parte do jogo, com belos passes e uma movimentação que deveria explicar visualmente que movimentação não é exatamente sinônimo de velocidade.

Além de tudo, ele ainda abre espaço na defesa quase sempre carregando os dois zagueiros pra linha da grande área. Pra ampliar a fodacidade do Capitão ele ainda se aproveita dos espaços que Richarlisson constrói quando atrais os zagueiros que estavam com Fred e resolveram se dividir pra marcar nossa saída tática do quarteto ofensivo pelas pernas do Nosso Garoto.

Levir soube como nenhum técnico em anos organizar o time a partir do elenco que tem.

Precisamos saber como ele resolverá o time sem Scarpa e Richarlisson. Porque por mais que Richarlisson possa ser substituído por Marcos Junior, com uma queda técnica, mas não exatamente tática, importante, Scarpa não tem um substituto hoje.

O mais próximo das características de Scarpa é Danielzinho, mas ainda muito verde e nunca testado por Levir.

Eduardo pode ser uma saída, ou Magno Alves, mas especialmente o primeiro é uma incógnita e Magno consegue substituir Scarpa ofensivamente, mas não duraria 90 minutos nas funções todas que Scarpa executa.

A melhor notícia que temos é que temos volantes pra dar e vender.

Cícero e Edson funcionaram bem, e Edson está longe de exercer com galhardia as funções que Pierre e Douglas executam ao serem parceiros de Cícero.

Douglas inclusive pode jogar com Cícero e substituí-lo. Com Edson só dá pra substituir Pierre e com queda técnica. Mesmo assim ontem, exigido que foi, se saiu bem, mas ainda é banco.

A zaga é Gum e Henrique, mesmo o lourão dando trabalho pro bom senso a partir dos trinta do segundo tempo.

Porque Henrique é o melhor zagueiro em saída de bola, cobertura, posicionamento e desarme. Gum tá jogando tudo o que sabe e mais um pouco.

Henrique precisa trabalhar pra ter a concentração de Gum e Gum pra ter o passe de Henrique, mas enfim, é o casal vinte da zaga. O renascimento de Gum e Leandro Euzébio, com queda estética.

O Fluminense ainda tem trezentos testes pra esse time, mas ele se apresenta bem a partir da primeira partida, é encontrar a regularidade, reforçar pontualmente o elenco e partir pro abraço. Quem sabe mordemos o penta?

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