Insidious 3: bom prólogo.

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Insidious 3 respeita a franquia, é bom, introduz inclusive meios de criar arcos amplos da franquia com os personagens da Elise, do Specs e do Tucker, mas é inferior aos dois primeiros.
 
Enquanto na verdade o Arco dos Lambert é enorme, o terceiro arco (apelidado no Brasil com o facilismo do “A origem” quando não é origem porra nenhuma) é introdutório de algo mais, é um prólogo que depende tipo de um Insidious 4.
O 1 e 2, filmados de uma vez só, são o fechamento da história da Elise com a Velha (que na verdade é o assassino conhecido como “The Bride in Black”,A Noiva De Preto, chamado Parker Crane).
Insidious 3 apresenta essa história e se inicia no período imediatamente anterior aos eventos dos dois primeiros filmes , a própria morte da Elise é “antecipada” aqui.
 
Qual é o lance? O filme é um bom filme de terror que fecha pontas dos dois primeiros filmes abrindo a porta para um quarto.
Esse quarto filme deve ser exatamente o que desenvolve a história que é insinuada no fim de Insidious 2, uma presença demoníaca, não mostrada naquele filme, que assombra uma família de origem latina.
 
Insidious 3 é inferior porque amarra pontas de arcos já solucionados, porque tem uma história com bom antagonista,mas cujas vítimas dele não são exatamente um primor de carisma, e são mal desenvolvidas pelos atores, e que tem pontas fechadas por personagens mal desenvolvidos pelo roteiro e diretor (Que vem a ser a mesma pessoa e é o Specs). A personagem da mulher negra que morre e serve de chave pra solução final é extremamente pouco aproveitada. Os demais coadjuvantes são extremamente periféricos, o próprio prédio enquanto personagem é mal utilizado.
 
De resto é um bom filme como entretenimento, garante bons sustos e funciona bem como prólogo. Resta saber se realmente a franquia continuará e saberá usar o bom prólogo para saltos maiores.