Rubinho não conhece História, Nós somos a História.

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A FFERJ nasceu em 1978, o Fluminense em 1902. O Flu nasceu antes de TODAS as associações, ligas e federações do Rio de Janeiro, e nacionais.

O Fluminense fundou o futebol brasileiro no Rio. Inaugurou no Rio a prática de futebol. A FFERJ nunca vai sequer chegar perto do dedão do pé do que é o Fluminense.

Rubens Lopes e sua fanfarronice não passarão.

Segue a lista:

Período

Distrito Federal / Estado da Guanabara

Antigo Estado do Rio de Janeiro

1906

Liga Metropolitana de Football

1907–1911

Liga Metropolitana de Sports Athleticos

1912

Liga Metropolitana de Sports Athleticos
Associação de Football do Rio de Janeiro (registrada em cartório tornando-se oficial, pois não havia órgão centralizador de football, a FBS/CBD (atual CBF) só foi fundada em 1914)

1913–1914

Liga Metropolitana de Sports Athleticos após fusão da AFRJ com LMSA

1915–1916

Liga Metropolitana de Sports Athleticos Liga Sportiva Fluminense

1917–1918

Liga Metropolitana de Desportos Terrestres Liga Sportiva Fluminense
Associação Fluminense de Desportos Terrestres (dissidentes)

1919–1923

Liga Metropolitana de Desportos Terrestres Liga Sportiva Fluminense

1924

Liga Metropolitana de Desportos Terrestres
Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (dissidentes)
Liga Sportiva Fluminense

1925

Liga Metropolitana de Desportos Terrestres
Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (dissidentes)
Liga Sportiva Fluminense
Associação Fluminense de Esportes Athleticos (dissidentes)

1926

Liga Metropolitana de Desportos Terrestres
Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (dissidentes)
Federação Fluminense de Desportos
Associação Fluminense de Esportes Athleticos (dissidentes)

1927–1932

Liga Metropolitana de Desportos Terrestres
Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (dissidentes)
Associação Fluminense de Esportes Athleticos

1933–1934

Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (amadora)
Liga Carioca de Football (dissidentes sem vínculo com a CBD/CBF) (profissional)
Associação Fluminense de Esportes Athleticos (amadora)
Federação Fluminense de Esportes (profissional)

1935–1936

Federação Metropolitana de Desportos (profissional)
Liga Carioca de Football (dissidentes sem vínculo com a CBD/CBF)) (profissional)
Associação Fluminense de Esportes Athleticos (amadora)
Federação Fluminense de Esportes (profissional)

1937–1940

Liga de Football do Rio de Janeiro Associação Fluminense de Esportes Athleticos (amadora)
Federação Fluminense de Esportes (profissional)

1941–1959

Federação Metropolitana de Futebol Federação Fluminense de Desportos

1960–1977

Federação Fluminense de Futebol Federação Fluminense de Desportos

Fonte: Wikipedia

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O sistema futebol e a cara do Rubinho ou Sobre transformações/ In Bezug auf Transformationen

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Por Gilson Moura Henrique Junior

Transformações ocorrem o tempo todo no mundo. No futebol, no entanto, o Status quo tende a manter, com luxuoso auxílio midiático, a impressão que tudo está na mesma eternamente.

Se fora de campo essa premissa faz algum sentido, dentro do campo é um rematado disparate.

Pouca coisa é tão dinâmica que as evoluções táticas no futebol. Em relação às dinâmicas das transformações sociais pode-se inclusive dizer que há revoluções constantes no futebol. Não é maluquice dizer que a cada geração a tática e a técnica futebolística dá saltos e revoluciona-se de forma absolutamente impactante.

Na América do Sul e na Europa há constantes transformações no modo de jogar desde o início do século XX, e elas não tem espaço maior que vinte anos entre elas.

Os últimos impactos, cuja dor maior sentimos no cabuloso 7×1, nasceram pelas mãos de Mourinho e Guardiola (Ou vice-versa) e receberam forte apoio de Heynkes, Klopp, Ancelotti, entre outros. No Brasil esses ecos chegaram a Tite, Eduardo Baptista, Levir Culpi, Cuca, Aguirre (Uruguaio, mas….), entre outros.

Essas mudanças sempre partiram das transformações a respeito de posicionamento e função. Além de, desde os anos, 1970 se pautarem pela unicidade entre o trabalho de fortalecimento físico, visando o rendimento máximo do jogador, como ferramenta de ampliação e otimização da técnica.

Atualmente essas mudanças têm visibilidade maior na Europa devido às grandes diferenças econômicas entre Europa e a maioria dos países de fora da Europa, com exceção da China. E por que essa visibilidade maior? Porque o poderio econômico permite a perscrutação dos melhores jogadores do planeta para times Europeus, e melhores jogadores executam melhor os planejamentos táticos.

Simples, né?

Pois é, mas essa concentração de jogadores não transforma magicamente tudo o que é Europeu em ponta de lança da modernidade, nem o inverso, nem tudo o que é brasileiro é cabeça de ponte do atraso.

Há a percepção das mudanças táticas também no Brasil e só não executamos essas revoluções com maior eficácia hoje porque nossos melhores valores saem do país rápido demais.

E para mudar essa situação não basta simplesmente dar canetadas, é preciso que ocorram transformações macroeconômicas e politicas dentro e fora do sistema ecológico futebol.

Essas transformações externas ao mundo do futebol ainda não ocorreram totalmente, mas dentro, pela primeira vez temos indícios de estarem ocorrendo.

Além de toda balbúrdia do affair FBI/FIFA, que atinge a CBF, entre outras confederações, há a organização dos clubes que primeiramente a partir da Primeira Liga começam a impor sérios danos à estrutura das Federações e CBF no Brasil.

O recente recuo da FFERJ na absolutamente obtusa proibição a Fla e Flu de jogarem a Primeira Liga, ocorreu após a Primeira Liga praticamente informar ao sistema Futebol: 15 dos principais clubes do país vão resistir, vocês realmente querem isso?

Pois é, não quiseram, por mais que Rubens Lopes (E também, pasmem, boa parte da mídia) tenha tentado dizer que não.

A derrota da FFERJ e da CBF parece pequena, mas é como aquelas rachaduras em parede de represa, é das pequenas que surgem as inundações.

A demonstração de força dos clubes não é, ainda, uma revolução, mas é um enorme passo para isso.

Vai encontrar resistências? Sim, inclusive entre os clubes não alinhados.

Os clubes de São Paulo não quiseram juntar-se à Primeira Liga e vários fortalecem a FPF e a Globo na disputa por direitos de TV e também pela manutenção da organização de campeonatos pela CBF. Esse fator tem razões múltiplas, e boa parte delas perpassam as vantagens econômicas que o trio de ferro do futebol Paulista e o Santos recebem da televisão, sem contar com o peso político da FPF, e sua boa relação com TV e os clubes, junto a CBF. Del Nero, último (Ex-) presidente (indiciado pelo FBI) e Marin (ex-presidente da CBF indiciado pelo FBI) foram presidentes da FPF.

Vasco e Botafogo participam dos golpes da FFERJ contra Flamengo e Fluminense.

No entanto, não é desprezível que quinze clubes de série A e B tenham demonstrado força suficiente para mover montanhas aparentemente imóveis.

Além disso, as Ligas Norte e Nordeste também já demonstraram uma certa percepção com bons olhos a respeito das movimentações da Primeira Liga.

E surge no horizonte também uma articulação para não só formar uma associação entre clubes das séries A e B e também com o lançamento de um candidato dos clubes à presidência da CBF e pelos nomes cogitados está clara a articulação entre Primeira Liga, Liga do Nordeste e uma fissura no bloco paulista com a participação do Santos.

Ou seja, a mudança para o nascimento da Primeira Liga em 2016, com recuo de CBF e Federação Carioca, é só parte de um quadro bem mais complexo e que pela primeira vez sugere transformações que podem ser bastante profundas na estrutura do Futebol.

Não é maluquice ver nestas transformações partes de uma outra mudança: O fim do monopólio da Rede Globo no fomento econômico e controle dos direitos de TV dos campeonatos.

Com a chegada de gigantes como Turner e Fox ao Brasil já ocorreram abalos fortes no monopólio Global sobre as transmissões. Agora com a Turner entrando com um cacife maior econômico na negociação pelos direitos do Brasileiro na TV fechada o quadro de transformação ganha novos capítulos, ainda mais se considerarmos que a Rede Globo está em aparente crise econômica, inclusive fazendo reengenharia nas suas estruturas de jornalismo, e esporte, como na junção das redações de Rádio, TV e Internet em SP e RJ.

Ou seja, há um choque de modernização capitalista no futebol brasileiro (E mundial, afinal o FBI não entrou de sola na FIFA por amor à verdade) e estamos vendo fora de campo mudanças estruturais e táticas que achávamos só possíveis dentro das quatro linhas a partir de gênios da bola e da prancheta.

Agora é preciso que observemos, com cuidado e alguma alegria, o que o futuro nos reserva.

Atualização: Em 25/01 a CBF voltou a “proibir a ligas” e os 15 clubes voltaram a peitar CBF e federações, recebendo apoio à resposta via redes sociais via hashtag #juntospelaprimeiraliga e de praticamente toda a imprensa. No segundo round os 15 clubes voltaram a mostrar força.

O novo Flu 2016

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Por Gilson Moura Henrique Junior

A cara do Fluminense 2016 se desenha a cara de Eduardo Baptista.

Nos dois jogos da pré-temporada até agora, EB desenhou um time com algumas variações táticas novas, mas com a presença do controle de bola, do jogo de posse de bola, da troca de passes em velocidade e presença constante no ataque, com pressão na saída de bola do adversário e muita concentração.

As linhas defensivas se fechavam com bastante competência tática e a saída de bola a partir da zaga e de pé em pé chegando até o ataque foi executada com bastante eficiência.

Claro que o elenco ainda está se (re) conhecendo, se (re) adaptando às orientações do técnico, reforços centrais (vide a participação nos jogos) como Diego Souza, estão longe do melhor ritmo de jogo e da melhor forma.

Henrique e Renato Chaves entraram juntos apenas no segundo jogo, e no segundo tempo, contra o Internacional de Porto Alegre. Henrique anteriormente jogou os minutos finais contra o Shaktar Donetski. Ambos forma muito bem substituindo a dupla titular Marlon e Gum.

Richarlison, jovem de dezoito anos que foi comprado a peso de ouro como substituto de Fred, encheu os olhos com a técnica refinada e boa chegada na área.

Ofensivamente estamos como mesmo problema de antes: chances são criadas a balde, mas as conclusões deixam a desejar. Nesses primeiros dias de temporada estes erros, mesmos sendo repetidos desde o ano passado, são normais.

Defensivamente também cometemos a mesma falha. Se na ala esquerda da defesa temos ampla cobertura defensiva e qualidade individual, do lado direito há um problema que já está se tornado histórico.

Se Wellington Silva e Gum não são o primor de técnica que sabemos que não são, o meio pela direita também não contribui. A maior parte dos gols que sofremos ocorre por falha de cobertura pela direita do primeiro combate efetuado pela esquerda.

Via de regra Gum e Wellington Silvas juntos costumam a efetuar a cobertura juntos, alinhados, ou seja, driblou um driblou os dois. Essa falha tende a ser corrigida com a entrada de Henrique ou Renato Chaves na vaga do Gum (aposto no primeiro), até porque Wellington Silva rendeu melhor com Henrique na zaga, ou seja, Henrique se posiciona de forma a corrigir falhas de Wellington Silva, como todo zagueiro deve fazer.

No entanto, é de se observar a constante falha de posicionamento defensivo do volante Edson e as “coincidências” de vários gols que sofremos com ele ocupando a posição de volante. No jogo contra o Internacional pela Flórida Cup mesmo, Edson falhou no gol, não marcando Sasha e o acompanhando até a zaga, como também falhou em outra jogada em que o Sasha concluiria livre se Henrique e Renato Chaves não tivessem boa recomposição defensiva.

Edson só melhorou quando começou a jogar numa espécie de posicionamento junto aos zagueiros, inclusive sendo responsável pela saída de bola com Henrique e Renato Chaves bem abertos gerando quase uma primeira linha defensiva com três zagueiros e depois seguida da linha de volantes com Cícero e os dois laterais e dos meias e pontas organizados todos em um 3-3-3-1 (com Marcos Junior ocupando a posição de atacante enfiado no momento dessa organização tática).

Edson jogou bem nos minutos que ocupou essa função, depois foi substituído pelo Douglas, que também correspondeu.

Eduardo Baptista já havia ensaiado esse desenho tático em 2015, com Pierre ocupando a posição e a função que Edson e Douglas cumpriram, mas Pierre não se saiu tão bem na parte da saída de bola, sendo melhor, no entanto defensivamente.

Esse desenho indica que temos novas variações táticas treinadas e isso é muito bom.

Ao fim e ao cabo é cedo demais para exigirmos do novo Fluminense a eficiência necessária. Quem acompanha futebol inclusive entende que por melhor que seja um conceito, ele não corrige naturalmente erros coletivos trazidos do ano passado.

Eduardo Baptista tem apenas dezesseis jogos pelo Fluminense, treina o time desde setembro. Pegou uma equipe em profunda crise técnica, tática e emocional e quase a levou ao título da Copa do Brasil. Eduardo Baptista inicia 2016 com uma equipe reforçada em todas as posições que necessitava e já a desenha de forma eficiente com indícios de uma equipe que finalmente disputará títulos.

Exigir desta equipe e do técnico uma eficiência total nos primeiros jogos da temporada beira a estupidez.

As torcidas normalmente beiram a estupidez, ciceroneadas por uma imprensa esportiva pouca afeita ao estudo e à observação e muito amiga do semear boatos e regar paixonite cega com boas doses de senso comum.

Portanto, essas reações da torcida do Fluminense são normais, afinal a torcida do Fluminense é como boa parte das torcidas de futebol preferem sempre técnicos medalhões, mesmo se eles forem tão anacrônicos quanto o uso de Chapéu Panamá.

A questão é a diretoria ser realmente profissional e sustentar o técnico, por mais que as cornetas soem altas.

Porque acredito que antes de Março já teremos uma equipe que nos encherá os olhos.

E Fred ainda nem jogou.