Jessica Jones, Demolidor, TV, quadrinhos e gênios.

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Por Gilson Moura Henrique Junior

Demolidor eu li desde moleque até a idade adulta. Saco tudo. Jessica Jones, do HQ alias, eu li pouco. Li os primeiros 28 números, e é bom,mas inferior a tudo o que foi feito em Demolidor.

Uma coisa é foda. A série Demolidor foi inteira baseada em Frank Miller, que é um gênio,especialmente no reboot que o Miller fez com desenhos do John Romita Jr. Tem alguns elementos de Brian Michael Bendis (Que também é criador da Jessica Jones), mas a maior parte é Frank Miller.

Frank Miller já havia ressuscitado o Demolidor no fim da década de 1970, transformando um gibi prestes a ser cancelado em um recordista de venda. Depois voltou ao gibi pra fazer o brilhante “Queda de Murdock” que redesenha o demolidor numa espécie de jornada do herói pela lama do submundo com o Rei do Crime de Lúcifer.

Na década de 1990, Miller volta e faz um reboot, reconta a origem do Demolidor, sendo desenhado pelo John Romita Jr.

Tem muita base, tem muita coisa. E pra aumentar a diferença de base de onde os criadores das séries de TV se basearam, o Miller sempre desenhou com planos sequência e fazia roteiros similares aos de filme pras HQ. Tanto que hoje ele também é diretor (Dirigiu The Spirit e foi co-diretor da adaptação de suas HQ Sin City pelo Robert Rodriguez).

Frank Miller é também o autor da Grafic Novel Batman: O Cavaleiro das trevas (sim,inspirou o Batman do Nolan) e do reboot do Batman chamado Batman: Ano um. O Batman sombrio? é dele.

Frank Miller e Alan Moore são os novos deuses das HQ, gênios.

Jessica Jones é muito foda,mas espetacular mesmo nela é o David Tennant de Killgrave. Como série é inferior a Demolidor em praticamente tudo, até por que tem menos lastro nas HQs, exceto pelo David Tennant de Killgrave.

Jessica Jones era uma personagem secundária da Marvel chamada Safira que foi usada numa HQ do selo Marvel Max para contar uma história de uma super heroína que chutou a vida de super pra ser detetive particular. Tanto que nas HQ o Killgrave não a estupra. A coisa não chega na profundidade da série.

Killgrave nas HQ é um vilãozinho zé. O Tennant torna o Killgrave um tipo de coisa demoníaca, a manifestação personificada do abuso, do stalker, do estuprador, do abusador psicológico, do manipulador e por aí vai.

Lendo o que é o Killgrave e vendo o que eleTennant fez dele, tu baba. Tennant transformou um vilão meia boca em um troço do demônio.

Tennant consegue superar o também excelente Vincente D’Onofrio em Demolidor,que faz do Rei do Crime um monstro humano e,pasmem, sensível, embora de uma crueldade e violência absurda.

Jessica Jones na TV é mais sombria que Demolidor e que sua própria HQ,muito mais, e por vezes é mais arrastada, mas é também mais complexa, perscruta mais as sombras da sociedade e das pessoas, culpas, desejos, piroquices, psicopatias, mesquinharias,etc.

Demolidor é superior melodramaturgicamente e na direção porque tem mais onde beber, tem uma base nas HQ que tornam a complexidade dos personagens mais fácil de ser transmitida, Jessica Jones sofre um pouco com a necessidade de ir construindo os personagens na série pra todo mundo, pra quem leu e quem não leu as HQs. Demolidor lida melhor com isso porque ao ser fiel às HQs fica só tendo que desenvolver os personagens para quem nunca leu os quadrinhos.

No fim o resultado de Jessica Jones é também excelente.

Talvez por eu ser fã de Demolidor eu tenha me apaixonado mais rápido pela série do que me apaixonei por Jessica Jones, mas recomendo ambas.

Demolidor são os quadrinhos do Demolidor na tela. Jessica Jones é a evolução de Alias na tela.

A Jessica Jones de Alias é menos profundamente sombria do que a de Jessica Jones, menos humana também. Menos contraditoriamente frágil também.

Enfim,assistam.

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FFERJ e CBF: O dia dos Mortos

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Por Gilson Moura Henrique Junior

FFERJ e CBF estão em profunda crise. E seus dirigentes margeiam o bom senso ao tentar e retentar manobras que os sustentem no poder e prejudiquem qualquer movimento e de modernização do futebol.

Agora, após o indiciamento do atual (ex)presidente da CBF pelo FBI, nos EUA, Marco Polo Del Nero tenta eleger um vice presidente que mantenha tudo em Famiglia , subitamente um vice mais velho que Delfim Peixoto, pois

Tudo o que a cúpula da CBF não quer é permitir que Delfim de Pádua Peixoto assuma a presidência. O catarinense transformou-se num inimigo declarado de Del Nero e é um dos entusiastas da criação da Primeira Liga (que reúne times da região Sul, de Minas Gerais e do Rio)”.

E a primeira liga não liga e vai lançar também um candidato a vice,pois de forma inédita a eleição ocorrerá com o colégio eleitoral ampliado “pois participarão, além das 27 federações e 20 clubes da Série A, os 20 representantes da Série B, totalizando 67 votos”.

O bonito é que na convocação para as eleições ocorrida nesta sexta-feira “os presidentes do Rio Grande do Sul, Francisco Noveletto, Rio Grande Norte, José Vanildo, e Santa Catarina, Delfim Peixoto, não participaram do encontro.”.

E eis que não é só isso que ocorreu hoje divulgam que “Ferj aprova artigo que tira dinheiro da TV da dupla Fla-Flu e bane clubes de torneios”.

Na íntegra do texto se descobre que:

Por decisão unânime, as agremiações vão levar multa correspondente ao valor da cota integral de televisão e serão proibidas de disputarem todas as competições das categorias de base. A medida atinge diretamente a dupla Fla-Flu, que pretende disputar a Liga Sul-Minas-Rio, competição ainda não incluída no calendário oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

No entendimento dos outros clubes, a medida visa evitar que alguns clubes insatisfeitos depreciem o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, que ficaria enfraquecido com a escalação de equipes alternativas do Tricolor e do Rubro-Negro.”

Não é bacana?

Qual o problema das duas ações?

Pros clubes pouco ou nenhum.

No caso da CBF o vice presidente da confederação pode ser Mano Joca do Salgueiro que ao fim e ao cabo pela remodelação imposta a partir das denúncias contra FIFA e CBF a reorganização do futebol a partir dos clubes se torna mais que um movimento possível, vira movimento tectônico.

A Primeira Liga amparada pela lei Pele, STJD, opinião pública e mercado já está na rua e não há nada em lugar nenhum que a torne ilegal. Não precisa explicar muito pra qualquer um entender que o estatuto da CBF não tem poder de lei e tem de se adaptar à Lei Pelé e suas regulamentações.

Aliás, ao incluir os quarenta clubes da primeira e segunda divisões no colégio eleitoral ela já o faz, ou seja, também reconhece na Lei Pelé autoridade legal para alterar seu próprio estatuto. Não podendo a partir de seu estatuto negar funcionamento à qualquer liga.

Sob o ponto de vista das ações da FFERJ, o “regulamento” hoje aprovado, além de ilegal, abre flanco para ações na justiça desportiva e no âmbito cível.

Segundo o CBJD, Página 30, na Seção VIII :Da Suspensão, Desfiliação ou Desvinculação Impostas pelas Entidades de Administração ou de Prática Desportiva:

Art. 111. A imposição das sanções de suspensão, desfiliação ou desvinculação, pelas entidades desportivas, com o objetivo de manter a ordem desportiva, somente serão aplicadas após decisão definitiva da Justiça Desportiva. Parágrafo único (Revogado pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

§1º A decisão administrativa expedida para aplicação de suspensão, desfiliação ou desvinculação imposta pelas entidades de administração ou de prática desportiva será homologada pelo respectivo Tribunal (STJD ou TJD), mediante remessa de ofício.”

Ou seja, a FFERJ não pode via regulamento de competição suspender clube nenhum.

Pra piorar ela abusa de poder, o que no CBJD prevê entrada de mandado de garantia, em sua página 28:

Art. 88. Conceder-se-á mandado de garantia sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, alguém sofrer violação em seu direito líquido e certo, ou tenha justo receio de sofrê-la por parte de qualquer autoridade desportiva.

Parágrafo único. O prazo para interposição do mandado de garantia extingue-se decorridos vinte dias contados da prática do ato, omissão ou decisão.”

E tudo isso indo na contramão do que o movimento de limpeza do futebol faz internacionalmente, em suas devassas, atingindo até as televisões, que para obterem direitos pagavam propina.

Enquanto isso a Primeira Liga negocia direitos com as TVs, permite ganho de receita por parte dos clubes, o que ameaça as federações que lucram muito mais do que os clubes com seus estaduais.

E a FFERJ apela para um desconhecimento do próprio arcabouço legal que sustenta o futebol para manter autoritariamente, expondo parte de seus afiliados à cumplicidade em dano moral e material a Flamengo e Fluminense (além de irem contra o CBJD, lei Pelé e Estatuto do Torcedor) um controle sobre o que já sequer enxerga.

Ah, a aprovação do regulamento novo da FFERJ foi por unanimidade,exceto Fla e Flu? Um condomínio decidir por unanimidade que espaçonaves australianas de Marte podem pousar no telhado não o torna competente para determinar legalmente esta autorização.

Claro, esse movimento da FFERJ é feito para que as chapas de oposição em Fla e Flu ganhem terreno a partir do discurso do medo.

O movimento da CBF é impedir que um desafeto,aliado a clubes, assuma o poder, esquecendo-se que os próprios clubes se movimentam para ao menos dar trabalho à manobra.

E tudo isso funciona como se múmias tentassem correr a maratona.

Porque ao fim e ao cabo o que está em andamento é uma reorganização econômica do futebol em paradigmas capitalistas. É o mercado cobrando seu preço a clubes e à detentores de direitos de transmissão de TV e dizendo: Amigo, aqui é lucro!

Não à toa o Estado Estadunidense é capitão da empreitada, secundado por meio mundo, Brasil inclusive, que procuram a partir das ações do FBI desmontar o esquema mafioso de confederações e Federações no controle cartorial do futebol.

A entrada do Procurador Geral da República no jogo, a própria CPI do Futebol no Senado, tudo isso aponta para uma devassa no futebol de monta similar à operação Lava Jato.

Lembrando que isso tudo ocorre junto ao surgimento da Primeira Liga, com o apoio da autoridade máxima da justiça desportiva, o STJD.

O futebol respira diante de uma mudança estrutural via mercado.

O próximo passo é torná-lo democrático,transparente e popular,concretamente popular.

O Fluminense ao som e à sombra de Eurico Miranda

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Por Gilson Moura Henrique Junior

Em 2000, ao jogar uma decisão contra o Fluminense logo depois do Flu sair do alçapão que abre o puxadinho abaixo do fundo do poço do inferno da série C, pelas mãos de São Parreira e do outrora candidato a ídolo Roger Maradoninha (Futuro Roger Paquita), Eurico Miranda bradava pelas masmorras de São Januário às vésperas de uma decisão de Oitavas de Final da Copa do Brasil 2000: “Não pago bicho pra time que derrota adversário da série C”.

Bem, o resultado é que o “time da série C” era o Fluminense e eliminamos o Vasco em plena Canaã do Vascainismo. Empatamos por 2×2 com a esquadra luso São cristovense, com o segundo gol advindo de um dos passes mais geniais que jã vi um ser humano dar a outro: Um cruzamento de canhota pelo lado direito do campo na cabeça do Agnaldo, passe este produzido por Roger Maradoninha (Futuro Roger Paquita).

Depois de anos duros, aquele ano de nosso senhor de 2000 me forneceu este espetáculo que foi estar presente numa eliminação de um dos maiores rivais (Que nunca será tão rival quanto o Flamengo) em sua residência, após calar o boquirroto anfitrião.

Há coincidências entre 2000 e 2015, para além da onipresença de Magno Alves no elenco do Fluminense nos dois anos, entre elas há Eurico Miranda e sua trajetória de falar mais que a boca.

Eurico Miranda durante todo o tempo em que passeou sua funesta sombra por São Januário fez o possível e o impossível para tutelar o futebol carioca de forma que este só tivesse espaço para Flamengo e Vasco.

Inteligente, percebeu que Botafogo e Fluminense tinham ficado para atrás na compreensão do futebol já no fim dos anos 1980 e que entrariam em colapso.

Adepto,embora jamais assuma, da tese de que cidade alguma possui espaço e mercado para quatro times grandes (São Paulo e Buenos aires são ilusões,sabe?), Eurico preferiu ignorar o aspecto nacional de clubes como Vasco, Fluminense, Flamengo, Botafogo, SPFC, Corinthians, Palmeiras e Santos e partir para um projeto de fortalecimento do Vasco em detrimento do futebol carioca, abraçado por Eduardo Vianna, o Caixa D’água, e conduzindo arbitragem e campeonatos a fio para tornar Botafogo e Fluminense uma ilusão.

E conseguiu, com pontuais resistências do Botafogo e frontal resistência do Flamengo, que possui uma estrutura de suporte econômico,midiático e político difícil de comparar até com o Corinthians.

O Fluminense durante toda a década de 1980 sentiu na pele diversas más administrações nos anos 1980 e início de 1990 e acabou caindo pra série C em 1998.

O Botafogo conseguiu sobreviver anos com um mecenas vinculado à contravenção, um Castor de Andrade alvinegro chamado Emil Pinheiro, e depois um diretor do Ibope que acabou sendo a grande figura de poder do Botafogo, estando lá até hoje, e sendo responsável pelo brasileiro de 1995 e por súbitas descidas à série B e um descrédito rotativo com iminentes falências do clube.

Já o Flamengo grassava com apenas um título brasileiro em 1992, ainda com resquícios dos anos 1980, e o Vasco tinha a melhor década em muito tempo.

Neste conjuntura ambos além de se tornarem figuras hegemônicas no estado eram os principais times cariocas no plano nacional.

Fluminense e Botafogo mendigavam e se viravam como desse.

Pois bem, isso aconteceu até 1999,quando a Unimed iniciava uma parceria com o Fluminense que durou quinze anos, e quando a lei Pelé entrou em vigor.

A lei Pelé é central na questão porque foi quando o Vasco,a partir da soberba de Eurico, perdeu o rumo.

Eurico sempre criticou a Lei Pelé e por entender que ela enfraqueceria os clubes achou que era melhor investir sempre em jogador já pronto do que investir em categoria de basem, a partir disso enfraqueceu o Vasco, perdendo ativos e mantendo investimentos altos, sem o necessário retorno.

Com isso o Vasco inclusive atolou em parcerias malucas como a com o Bank of America, que deram resultados esportivos com menor peso do que o valor investido. Fora que endividaram o clube (E pode endividar mais após todo o rolo transitar em julgado) entre outras histórias teneborsas.

De 2000 pra cá, por mais que a sandice de Eurico negue, o Vasco teve uma década perdida, só conquistando um carioca em 2003 e tendo como título de expressão a copa do Brasil conquistada em 2011 com Roberto Dinamite de presidente.

Roberto foi um presidente ruim,mas que gerenciou uma terra arrasada deixada por Eurico.

Enquanto isso Fluminense, Flamengo e Botafogo se reestruturaram (Com o Botafogo conseguindo estádio e ao mesmo tempo se desestruturar de novo nesse meio tempo) e disputaram brasileiros, Libertadores e Copa do Brasil.

Conquistando títulos e ampliando a torcida, Fla, Flu e Botafogo mantiveram-se como forças hegemônicas no país e viram suas torcidas aumentar, enquanto a do Vasco reduzia, a ponto da diferença entre a torcida do Vasco e a do Flu no Rio de Janeiro ter reduzido drasticamente.

Basta comparar as variações de resultado entre 1983 e 2009 das pesquisas realizadas no Estado do Rio de Janeiro, por exemplo.


Se a partir de 1983 o Vasco ampliou agudamente a distância entre sua torcida e a do Fluminense, esse caminho vem reduzindo de 2000 em diante, chegando a uma diferença de 3% no Estado do Rio de Janeiro. Algo impensável nos anos 1990.

E se sabe que diferença entre tamanho de torcida é diferença entre capacidade de obtenção de investimento via TV ou com patrocinadores.

O Vasco hoje ocupa uma faixa de cota de TV que se baseia em números engordados por sua torcida fora do estado,mas com ela reduzindo no estado reduz também seu percentual. Além disso a fase do time impacta crescimento da torcida.

E ai todo o plano que Eurico sempre sonhou de dividir hegemonia com o Flamengo, e com isso dividir poderio econômico, vai por água abaixo.

E tudo isso porque Eurico meteu os pés pelas mãos e enfraqueceu capacidade de investimento do clube nos anos 2000, destruindo divisões de base e torrando grana de parceiros em contratações bizarras sem retorno.

Ah? Vocês achavam mesmo que Eurico era rival do Flu porque odiava o Flu? Não, Eurico pensa em grana e poder, fios.

Por isso tudo que Eurico,boquirroto e esperto que é, tentou atingir no peito seu principal adversário no Rio,para enfraquecê-lo economicamente e esportivamente novamente,em busca de transformar o Vasco novamente no par do Flamengo na preferência de patrocinados e TV.

Só esqueceu de combinar com os russos.

Supervalorizar o Campeonato Carioca não foi exatamente inteligente. Montar mal o elenco e se baseando na mesma lógica dos anos 1990,com medalhões de gosto duvidoso e achando que vencer clássicos faria o time pegar no breu e ganhar jogos em sequência evitando rebaixamento também foi erro.

Bater de frente com a Primeira Liga não é exatamente genial.

Eurico voltou dizendo que o respeito tinha voltado,mas ainda não tinha entendido que era preciso também voltar uma sagacidade dele que morreu quando ele leu mal o impacto da Lei Pelé.

E é por isso que as coincidências entre 2000 e 2015, para além da onipresença de Magno Alves no elenco do Fluminense nos dois anos, tem em Eurico Miranda a irônica repetição como farsa do cruzamento de caminhos entre Flu e Vasco.

Em 2000 encontraram-se Vasco no auge e Flu recém saído do inferno. Em 2015 se reencontram o Vasco no inferno, e possivelmente voltando pra lá, com um Flu reconstruído e com um caminho administrativo e esportivo bem desenhado,com pés bem postados em uma fábrica de ativos chamado Xerém.

Enquanto isso o Vasco depende de jogadores em fim de carreira e que cansam aos trinta do segundo tempo, a base tenta se reconstruir com aliciamento de jogadores dos rivais e perde-se patrocínios como quem perde o ônibus por tacanhisse da diretoria.

Pra coroar a ironia o Vasco depende do Flu parar o Figueirense na última rodada do campeonato brasileiro de 2015 após passar o ano sendo prejudicado e sacaneado pelo dirigente Vascaíno e seus parceiros da FFERJ.

Seria genial se o Flu vencesse o Figueirense com um gol de Magno Alves e o Vasco perdesse do Coxa,mas isso são delírios do roteirista.

Abaixo alguma das pesquisas supramencionadas:

Pesquisa realizada pela Placar/Gallup na Região Metropolitana do Rio de Janeiro

(publicada na edição de 17/junho/1983):

1º Flamengo     54 %
2º Vasco        15 %
3º Fluminense   14 %
4º Botafogo     10 %
5º America       2 %
6º Americano     1 %
7º Bangu         1 %
   Outros        2 %
   Nenhum        1 %
Pesquisa realizada pelo Lance!/IBOPE no Estado do Rio de Janeiro em 1998:

1º Flamengo     44 %
2º Vasco        19 %
3º Fluminense   10 %
4º Botafogo      9 %
   Nenhum       16 %

Pesquisa realizada pelo Lance!/IBOPE no Estado do Rio de Janeiro
(publicada na edição de 04/10/2004):

1º Flamengo      48,3 %
2º Vasco         18,7 %
3º Botafogo       9,2 %
4º Fluminense     8,2 %
5º São Paulo (SP) 0,5 %
   Nenhum         13  %
   Outros:         2  %

Pesquisa realizada pelo Datafolha/Folha de São Paulo no Estado do Rio de Janeiro
nos dias 23 e 24 de maio de 2006:

1º Flamengo      46 %
2º Vasco         16 %
3º Fluminense    10 %
4º Botafogo       7 %
   Outros/Nenhum 21 %

Pesquisa realizada pela empresa TNS Sports no Estado do Rio de Janeiro
e divulgada na edição nº 1.311, de outubro de 2007:

1º Flamengo     56,3 %
2º Vasco        22,9 %
3º Fluminense    9,7 %
   Botafogo      9,7 %
5º Outros        1,4 %

Pesquisa realizada pelo Datafolha/Folha de São Paulo entre 26 e 29 de
novembro de 2007 no Estado do Rio de Janeiro e divulgada em 14/01/2008 : 
 
1º Flamengo      43%
2º Vasco         18%
3º Fluminense    11%
4º Botafogo       9%
   Outros/Nenhum 19%

Pesquisa feita pelo Datafolha entre 14 e 18/12/2009 e publicada na Folha
de São Paulo em 03/01/2010:

1º Flamengo      51%
2º Vasco         13%
3º Fluminense    10%
4º Botafogo       9%
5º Corinthians
   Palmeiras      1%
7º Atlético-MG    *
   Bahia          *
   Cruzeiro       *
   Grêmio         *
   Santos         *
   São Paulo      *
   Outros clubes  1%
   Nenhum        14%

* não chegaram a 1% cada

Pesquisa realizada pelo Instituto GPP realizada entre 31 de julho e 01 de agosto de
de 2010 no Estado do Rio de Janeiro e divulgada no site GLOBOESPORTE/Coluna TEORIA DOS
JOGOS em 20/04/2012 :

 1º  Flamengo   47,9%
 2º  Vasco      15,7%
 3º  Fluminense 12,8%
 4º  Botafogo    9,6%
 Outros clubes   1,7%
 Menhum         12,3%