Ao sol e à sombra de Eduardo Galeano

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Escrever um texto sobre Galeano exigiria talento do montante do de Frederico Chaves Guedes,o Fred, para fazer gols, no mínimo, a ponto de lhe fazer justiça.

A perda de Galeano só é comparável à perda pelo Fluminense da Libertadores de 2008,quando na perda do mais alto titulo da moderna arena futebolística não perdemos de vista a escalada.

Galeano saberia descrever aquele orgulho danado de vencer sem conquistar, sentimento que percorre as veias tricolores desde que nos últimos vinte anos de nossa eterna existência como clube fomos algumas vezes até o subsolo do Inferno para novamente ressurgir gigantes. Galeano saberia descrever o que sentimos a cada superação,a cada derrota injusta,a cada orgulho de sermos a história.

Galeano saberia descrever como soube escrever e descrever o mito Nelson Rodrigues,antípoda ideológico e irmão futebolístico, irmãos que eram no combate aos idiotas da objetividade, a sensacional saga da impossibilidade que tricolores viveram em sua gloriosa história, e em especial nos últimos minutos dos tantos jogos de futebol e da vida que transcorreram sobre e com o Fluminense.

Galeano é aquele que nunca perdemos, deixamos de renovar a vitória de tê-lo lido traduzir a todos nós nas arquibancadas da existência.

Galeano foi um golaço da existência, um golaço de esquerda no ângulo exato da transformação.

Vim,vi e venci ao ver,ouvir e ler, ao sol e à sombra, Eduardo Galeano.

 

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