Conca fecha com Chicago Bulls

Nesta-quarta-Conca-deve-chegar

O título acima é uma óbvia bobagem, mas diante da falta de assunto coletiva da imprensa esportiva poderia ter sido incluído entre os títulos possíveis de matérias feitas enquanto a bola não rola, mole mole.

Conca já esteve praticamente fechado, faltando só assinar, com o Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Inter, Dalai Lama F.C, Enrustidos do Parque A.C, Rodésia Pirates e Zimbabwe Rangers, menos com o Fluminense, clube que detém seus direitos federativos.

Celso Barros, presidente da Unimed já deu entrevista até pro Aedos atenienses do século XII A.C e de sóbrio a em coma alcoólico teve cada palavra registrada, cada uma delas, mesmo as contraditórias e nenhuma vez foi contestado ou teve como contrapartida a opinião do clube ou uma apuração decente sobre o que os jogadores mencionados em um possível distrato com o Fluminense queriam fazer ou estariam dispostos a aceitar. Celso Barros é o mesmo que foi outrora poderoso chefão, rei taumaturgo, semideus manco e outras nomenclaturas de poder infinito sobre o Laranjal, e hoje encabeça a presidência de uma cooperativa de médicos e plano de saúde em dificuldades financeiras que a fizeram desistir de uma lucrativa parceria sem resolver pendências que o deixam nas mãos do clube com relação ao passe dos jogadores com os quais possuem contato. Celso Barros virou para a imprensa um personagem de novela, onde Peter Siemsem foi o responsável pela ruptura da parceria, e não uma crise financeira que impôs intervenção da ANS na cooperativa a qual preside. E ai bombam os torcedores do Unimed F.C.

O importante jamais foi apurar, mas noticiar, e noticiar não necessariamente hoje precisa ter algum conteúdo claro apurado, basta soar bem aos ouvidos.

matérias, entrevistas, notas, clippings, um monte de coisa de fácil acesso pra qualquer jornalista e não jornalista lerem a respeito do assunto e se informarem, mas a grande maioria dos jornalistas (que em tese deveriam ser bem informados) ignoram, prejudicando a noção da realidade do futebol atual pelos não jornalistas.

Jornalistas inclusive estão tendo uma enorme dificuldade pra entender a dimensão dos clubes envolvidos, a diferença entre direitos federativos e direitos econômicos, a relação Flu – Unimed, o que levou a separação,etc.. Preferem o raso, pueril, tosco e tolo jogo de heróis e vilões que ajuda a dar page view e vender jornais, mas que representam também a declaração oficial por parte dos jornalistas e editores que incorrem nessa tática de sua incompetência técnica como profissionais da imprensa.

Esses profissionais da imprensa na ânsia de dar o furo optam por não querer o básico de sua função: a apuração. A maioria abusa do “pode” pra colocar em marcha sua não informação. Aliás, não informação essa que, pasmem, sempre ajuda aqui e ali à negativar e reduzir a imagem de clubes gigantes do futebol que fujam da dupla querida da mídia, Fla e Corinthians.

E vocês acham que isso é à toa? Claro que não! Isso além de ser uma declaração de incompetência da mídia em suprir a falta de informações com matérias informativas de apuração sobre o sem número de assuntos importantes sobre futebol (De enriquecimento ilícito de cartolas a divisões de base com trabalho análogo à escravidão), tem a utilidade de reduzir a competição para angariar novos sócios torcedores entre os clubes rivais dos queridinhos da mídia. Com uma campanha negativa faminta em cima do Fluminense, botafogo, Vasco, Palmeiras, SPFC, santos,etc, fica claro que torcedores que ainda tem dúvida se se associam ou não param pra pensar, reduzem a vontade,etc, e com isso deixam de fortalecer financeiramente os clubes para os quais torcem.

Se o clube não tiver um baita aparato de comunicação então jamais resolve isso.

Então quando virem um boato procurem mais informação, quase sempre alguma busca rápida no Google sobre os clubes interessados e sobre as “palavras do jogador” vão dar em nada.

Ah, alguém acaba acertando? Claro! Até relógios parados acertam a hora duas vezes por dia.

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