Os presidenciáveis se fossem jogadores de futebol

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Marina é a cara do Ganso. Tem técnica superior, tem potencial pra ser craque, mas jamais assume a responsabilidade por seu papel, vive fazendo escolhas erradas e culpa os outros por suas falhas ou vacilos. Além disso quando faz declarações estúpidas se sente perseguida e acusa os demais de má vontade. Tinha tudo pra ser um Kaká mas é só o Ganso.

Luciana Genro é o Matheus Carvalho, tem técnica, faz seus gols, luta pra diabo, sempre se destaca na divisão de base, mas jamais vai ser mais que eterna promessa.

Eduardo Jorge é o Douglas do Vasco, teve passagem por várias legendas das principais. Tem muita técnica, tanta que engana quem acha que ele é craque, ai ele faz suas gracinhas, meia dúzia de boas jogadas, some no resto da temporada, jamais assume a liderança da equipe e nem que faz corpo mole às vezes, não assume a posição que gosta de jogar e que tá ali só pra cumprir tabela e levar o seu pra casa.

Aécio é o Caio Ribeiro, o sonho da mídia e da elite, mas nunca jogou nada ou foi mais que um rostinho bonito.

Dilma é o Guinazu, marca muito bem, mete a porrada, truculenta pra caralho, é amada pela torcida por defender a camisa, mas não sabe falar sua língua e tem a empatia de um Iguana.

Pastor Whateveraldo é qualquer atleta de cristo ruim e obscuro.

Eymael é o Carlinhos Paraíba, todo mundo gosta de ver jogo com ele, mas nunca acompanha a temporada toda.

Iasi é o Eduardo, meia clássico, muita técnica, chegando agora no futebol brasileiro e sofrendo com a impaciência da torcida e o fato dão e ser de fora dos grandes centros. Tinha tudo pra ser uma grande revelação, mas a equipe não ajuda inclusive por seu histórico de não ter uma intervenção decisiva e planejada no cenário de futebol, além de sofrer perseguição por não ser parte da elite.

Zé Maria é o Jobson, muita bola, mas comete sempre os mesmos erros e jamais aproveita as chances que tem quando aparece.

E o Pimenta é o Wellington Silva, não joga nada, não planeja a carreira direito, mas faz cada festão…

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Era só uma piada e esse blog era pra ser engraçado…

muita

Eu nem gosto da ideia que todo branco é racista, mas é tentadora a aceitação dela com a rapidez da proteção do branco quando este comete racismo.

É a televisão, é a turma do deixa disso, é o Pelé, todo mundo tem um monte de conselho pro negão atingido com xingamentos racistas, todos dizem que ele exagera, se vitimiza, pega pesado.

Todos são excelentes especialistas na passagem de mão na cabeça dos brancos coitados, pobres tolos, que erraram e de pressão para que o negão que se fode todo dia tomando na cabeça de uma sociedade racista não leva às últimas consequências a reação à canalhice que é o ato racista.

É mole ser coitado como fiofó alheio. É mole ser branco e pagar esporro no negão que tá fazendo valer seu sagrado direito a não entubar racismo.

“Ah, mas o Pelé concorda que Aranha exagerou e é negro!”. Amigo, o Pelé calado faz o Fernando Pessoa parecer poeta principiante que vende poema em boteco da Lapa. Romário merece um Nobel só por ter cunhado essa frase.

Esse conjunto da obra do perebismo protetor do racismo, machismo, etc, que vai da TV ao Pelé, é um sintoma da doença social que produz um bando de branquinho meia boca todo trabalhado no iphonismo com sucrilhos que acha que vivemos numa ditadura comunista porque a empregada não quer fazer nescau pra ele depois do horário.

Sim, a criação mimada de um bando de branco que faz muxoxo quando o negro fala, e por isso sai da sala com veludo nos tamancos, é um sintoma da doença social de uma sociedade racista e burra.

Racista, burra, mimada e grosseira, incapaz de assumir qualquer merda de responsabilidade, inclusive a própria marra racista e autoritária que põe o galho dentro quando o negão põe a baiana pra girar.

A rapaziada quando toma na cabeça fica revoltada dizendo “Ah, os brancos são culpados por tudo”.

Mas são mesmo, oras! Da devastação ambiental ao genocídio indígena, a diáspora africana e o extermínio da população preta, a bomba atômica, etc… Tudo isso é invenção do branco, ocidental, oras! Assume!

Só o machismo e o patriarcalismo que eu distribuiria por igual, mas o resto é tudo filho dileto da razão, do iluminismo, da civilização ocidental.

Sim, amiguinho, o branco que matou uma pá de civilização, o branco que comercializava preto (E não seja imbecil de dizer que outras civilizações também escravizavam, vai estudar!), o branco que matou judeu pra cacete, o branco que jogou bomba atômica, o branco que inventou a civilização do petróleo, o branco que inventou o Danilo Gentilli e o branco que acha que racismo, machismo e homofobia são piadas, ironias, descuidos, do alto de sua branquelice sem noção.

A culpa, amiguinhos é branca.

Transformar tudo isso em piada é só uma piada mortal.

O body count real só não é pior do que a contagem de bom senso mandado às favas em nome da supremacia do próprio privilegio.

Enfim, a ideia da piada, ironia, descuido é até fofa se não fosse cômoda de um bando de jegue incapaz de reconhecer a própria ausência de noção e de melhorar enquanto gente.

Esse blog era pra ser engraçado.

Precisamos falar sobre Cristóvão

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Cristóvão Borges chegou ao Fluminense e mudou a cara da equipe. Treinada por Renato Gaúcho a equipe tinha por característica um jogo feio e com péssima quantidade de variação tática. Cristóvão fez o Fluminense ser comparado à Alemanha campeã do mundo.

Só que o Brasileirão é duro e exige demais dos clubes, dos elencos e das tática e e o Flu caiu de desempenho. Com a queda de desempenho e duas eliminações complicadas nos mata-mata da Copa do Brasil e Copa Sul Americana a pressão sobre Cristóvão torna-se uma pira olímpica.

Essa fogueira é compreensível, mas tem de entender algumas coisas.

Primeiro que Cristóvão pegou um clube que teve uma pré-temporada dirigida por um péssimo técnico. Segundo que CB recebeu um elenco sem alternativas de velocidade e com zagueiros de qualidade discutível. Terceiro que Cristóvão dirige um elenco qualificado em um clube mal dirigido para além da recuperação de dívidas. Quarto e último que o patrocinador do Fluminense em um misto de má fase financeira com má vontade do patrono retirou todo apoio à equipe, que patina entre problemas de renovação, prêmios e necessidade de contratação.

Soma-se a todos estes fatores erros táticos e técnicos do treinador e temos um caldo entornando de impaciência da torcida com o mesmo. E aí eu acho imenso erro.

Cristóvão é acima da média, mas tem um elenco que não lhe permite armar tudo o que pode, além disso tem como justificativa pra queda de desempenho uma má preparação física na pré-temporada, que sempre cobra a conta no fim da temporada, e uma sequência de jogos de tirar qualquer elenco do equilíbrio, ainda mais os elencos regulares.

Além disso, os melhores nomes do elenco estão longe de exibirem a melhor fase de suas carreiras e por muitos motivos: Freud por estar no descenso da carreira, Conca e Henrique por não terem tido praticamente férias, Jean ainda está se recuperando da forma de 2012, Cavalieri com um misto de má fase com má vontade, Gum machucou-se (e complicou bastante a armação da defesa), Carlinhos é pior que Cavalieri na má vontade. Os demais jogadores são bons jogadores, mas sem diferencial (Sóbis, Diguinho, Bruno e Wagner) ou jovens com potencial mas ainda se organizando na carreira (E isso vale pros medianos Elivélton e Biro Biro, pras jovens promessas Kennedy e Scarpa, pra joia Marlon). Walter eu tiro porque é tecnicamente diferenciado, mas descuidou-se de vez ao não ser titular da equipe.

Com tudo isso Cristóvão tem entre seus erros e dificuldades do elenco um desempenho muito bom e um indicativo que sendo mantido pode montar para 2015 e com a preparação adequada um time que tem tudo pra manter uma lógica de pressão fortíssima o jogo todo com ofensividade e marcação

Pressionar Cristóvão agora é loucura, é pedir pra termos Adilson Batista pela frente ou algo do tipo. Idem pra jogadores jovens e tratados a pontapés pela torcida. Kennedy não é gênio, mas é melhor que Tiuí, a quem é comparado, tem técnica, força e vontade, mas só tem 18 anos. Biro Biro idem, precisa ser melhor treinado com tempo, paciência, transformação tática, treinamento de fundamento. Elivélton concentrado é um baita zagueiro, rápido, marca bem, mas não pode ser abandonado no treinamento de fundamentos e da observação de posição, antecipação, etc e tem muito pra aprender com Gum e Henrique, que tem características que podem corrigir defeitos deste zagueiro jovem. Outra opção é emprestá-lo pra ganhar experiência fora do Flu. Marlon é joia da coroa, Gustavo Scarpa e excelente.

Importante lembrar que tratamos Eduardo ano passado como lixo e ele hoje explode e é elogiado no Ceará.

E temos de ter em mente que o principal problema do Fluminense hoje é nossa vontade de que um Fluminense administrado como quitanda e com planejamento pior que planejamento de aula de professor bêbado seja, pela força dos jogadores e pelo diferencial do técnico, o que os organizadíssimos Cruzeiro, Corinthians, Inter, Grêmio e SPFC são. Se temos jogadores pra isso não temos diretoria, não temos gerência.

Quem liberou Wellington Carvalho com Henrique tendo de ser poupado? Quem faz esse cálculo? Se for Cristóvão ele deve ser responsabilizado, mas desconheço treinador que faria isso, ficar sem zagueiro no banco. É sério que não tem um maldito jogador de velocidade no país que poderia vir em troca de uns quatro jogadores da base? Sério que é melhor ter o Fabrício que o Wellington Carvalho? Quem dirige a base de Xerém e que não atua pra corrigir falhas gritantes de fundamento? Que faz a ligação entre profissional e base? Quem faz a direção de finanças do Fluminense que não foi capaz de pensarem quase dois anos a renovação de jogadores como Cavalieri, Diguinho, Gum e Carlinhos? Não foi o Cristóvão.

Cristóvão é mediano nas substituições, mas substitui melhor que Abel, mas que opções no banco ele tem pra frente? É garantia de entrar e resolver? Não. Um dos melhores é o Matheus Carvalho, pra termos uma ideia. Kennedy tem força, presença de ataque e técnica sim, falta calma, paciência, experiência. Gustavo Scarpa idem, o que falta é tempo de estrada, nem todos são Marlon. Robert vacilou e tem de ganhar a confiança do técnico. Fora esses o que ele tem é o Biro Biro e o Walter. Tem como mudar taticamente de forma feliz um time com essas opções? Não, né? Dá pra mexer e tentar, dá certo às vezes, outras não, para que dê certo com garantia é preciso de tempo treinamento, pré-temporada e CB não teve isso e tem na mão o desgaste de um elenco envelhecido com gente sem paciência e querendo sair, cm uma reformulação vindo pro exigências financeiras, com pressão de uma torcida impaciente e que quer ser campeã pra dar a forra de toda perseguição que sofre. E tudo isso com o suporte de Deus e do elenco.

Tenhamos paciência com o Cristóvão.