Sobre Heróis

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Meu primeiro herói foi o Pedrinho, que o iconoclasta aqui queria ser nas aventuras do sítio do Pica Pau amarelo até descobrir o Wolverine nos gibis e achar o morador dos sítios do Vale do Paraíba um mala sem alça.

Depois colecionei heróis da bola, da vida, do cinema, das ruas, da família e todos foram caindo um a um.

Já achei que Lula o seria, que Maguila, Dirceu, Pelé, Ronaldo, Romário, meu pai.

E todos foram caindo.

Uns caíram para a normalidade dos homens, outros por motivos menos bacanas ou prosaicos.

downloadHoje morreu Mandela, herói de muita gente, mas fico pensando em como uma figura histórica dessa importância me soa normal.

Não, óbvio, normal como o Joaquim da padaria, mas uma figura histórica importantíssima e com o peso de heroísmo que o Joaquim da Padaria.

Herói, herói mesmo, daqueles de fazer chorar de ver, de sentir perto, de olhar no olho inexistente de tão mítico foram Romerito, Assis, José Murilo de Carvalho e Plínio de Arruda Sampaio, gente que eu queria ser.

Um herói que eu não vi, mas soube é meu formato de gente, aquela gente useira e vezeira de fazer botão parecer barata, de transformar pedra em ferramenta anti-opressão: Prata Preta.

download (1)Prata Preta não é herói pelo capoeirista que era, tampouco pela habilidade de sambista ou malandro, mas por ser uma liderança de levante popular que iludiu por dias uma polícia capitã do mato usando um poste e um carrinho de mão.

Prata Preta é um herói que virou bloco de carnaval.

Vocês sabem, o que é ser isso?

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