Beber é não ter a vergonha de ser feliz

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Beber é fundamental. O sujeito que bebe sua cerveja, sua cachaça, que fica de ressaca vez em quando, e que obviamente não se mata de tanto beber, é um sujeito exposto a si mesmo, ao patético de si mesmo, ao ridículo, ao expansivo e afetuoso, ao erro, ao tropeço.

 

Claro, não pode dirigir depois de beber, por isso desde cedo optei por obedecer a lei. A lei diz “Se beber não dirija” e obediente nem comecei aprender a dirigir, apenas a beber.

 

Beber sem pressa, sentado, olhando, conversando, construindo teses perfeitas sobre os globos que orbitam na esfera celeste, transmutar isso em um gol do Conca, mudar pra canção do exílio, tudo isso é parte do sentido civilizacional que construiu o humano enquanto si mesmo. Claro, estamos falando o humano enquanto ocidente ou furto da Eurásia, mas vá lá, não é um tratado de antropologia.

 

A senhora ai do seu lado diz que pessoas morrem de tanto beber. Eu respondo que morre mais gente dirigindo, e ninguém aboliu o carro. Ela responde que beber faz mal e eu retruco que no mundo atual até respirar faz mal, a questão é tratar o bebericamento sem maluquices, sem exageros e não to falando de um porre ocasional, mas do diário.

 Beber é profissionalizar-se em fazer o quatro, mesmo depois de duas caixas.

Beber é não ter a vergonha de ser feliz.

 

Hic.

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