Dia do Homem é o Caralho!

n02Das muitas andanças nas sábias cidades do mundo redondo e na experiencia metafísica que é a vida no subúrbio da mui leal ciudad de São Sebastião do Rio de Janeiro trago boas e más notícias.

As boas é que o mundo ao ser redondo permite que curveemo-o ao longo da história e que o joguemos qual um ludopédio existencial, seja lá o que isso signifique e que existem o homem, a  mulher, os e as trans e todo mundo em algum momento se pega e enrosca nesse fudevu de caçarola chamado vida.

As ruins é que mané existe pra inventar e existe o dia do homem.

O dia do homem é a antítese do übermensch de Nietszche é a maior afirmação do nanopauzismo moral e da paupequenez intelectual existente na conservadora babaquice de extrema-direita que cônscia da necessidade de privilégio pra andar pra frente o defende até quando vai ao banheiro.

O defensor do dia do homem é, antes de ser babaca, um pobre diabo.

O defensor do dia do homem em oposição ao dia da mulher é o cara que não satisfeito em ter de provar a cada segundo que é um varão de família para si, pra namorada e pras tias  busca a comprovação social de que o machão não atura nem um mísero dia para qualquer minoria sem se sentir ameaçado.

O dia do homem é a institucionalização da dúvida autoconstruída sobre a masculinidade de seus defensores.

Nas ramblas do planeta zona norte o dia do homem é aquela ideia de jerico do sujeito em duvida se é, se não é e se quer ser mete pra tentar pegar a vaga de zagueiro central do Tião Medonho, sem nem conseguir cogitar como fazê-la.

O defensor do dia do homem precisa ser mais forte, mais rápido, mais rico do que todo mundo, mesmo usando dppping, sob pena de achar-se menor. A ele a competição é inenarrável atavismo e sob esse ethos demonstra a todos nós a inescapável e perfeita definição da derrota.

O defensor do dia do homem só obtém da construção verbal o dia, dado que homem ali falta mais que em aldeia Amazona..

Então fica a dica do ogro a quem defende o dia do homem: Ao fazê-lo a comissão de ética da masculinidade cassa o título de moleque, degrau necessário para um dia o digníssimo ser homem na acepção do termo, seja qual for a orientação sexual deste, e o coloca no degrau “Babaca” da escola de masculinidade dos dias de hoje, disponível nas esquinas de Oswaldo Cruz.

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