E caímos de novo na Libertadores

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E perdemos de novo na Libertadores…

E perderemos novamente, espero que percamos muitas libertadores e que ganhemos outras, assim como Campeonatos Brasileiros, Copas do Brasil,etc.

E reclamamos do time, e espero que reclamemos sempre, do time, da diretoria, do técnico, é salutar. Acomodarmos nossa euforia em uma soberba infinda sem nenhuma âncora no real não é nosso, não é tricolor, veste outras cores, torce pra outros mundos.

Fomos o clube que criou o Futebol no Rio e junto com o Paulistano organizou o Futebol Brasileiro nos primeiros anos e foi fundamental para organizá-lo posteriormente, inclusive no âmbito profissional, quando seguiu rápido a tendência inaugurada pro Vasco e São Paulo Futebol clube e não ficou de viúva do amadorismo.

Se não fosse o Fluminense, se não fôssemos nós, o Rio de Janeiro estaria remando até hoje.

É natural que uma torcida que carrega consigo esta tradição traga também a exigência infinda e a cobrança infindável, cruel até, sobre cada derrota.

É natural que uma torcida dessas trate um time que cai numa quarta-de-final para um time tradicional na Libertadores pelo segundo ano seguido , ano passado pro Boca e este ano pro Olímpia, como se fosse o sub-20 do América.

É natural porque esta torcida é uma torcida apaixonada pela excelência e que nas derrotas sente a dor do fracasso, embora ela mesma o supere e acabe vendo que o clube cresce a olhos vistos, disputando seguidamente a Libertadores; conquistando dois títulos Brasileiros em três anos, sendo terceiro colocado entre um e outro; investe para que um time B seu ganhe de times intermediários com mais facilidade que times A de seus co-irmãos; tem uma base que conquista quase tudo o que disputa, nacional e internacionalmente e está bem perto de construir seu CT e finalmente poder ter seu próprio estádio dividindo com seu maior rival, é verdade, mas sendo principal utilizador do Maracanã.

Esta torcida hoje só vai ver o Euzébio fazendo bobagem, o Digão e Cavalieri falharem, o gol , o último gol, não entrando, garfo de árbitros,etc. Hoje ela é só dor, mas com alguma calma no decorrer das rodadas isso muda.

Hoje ela vai reclamar do multi-campeão Abel, do excelente Rodrigo Caetano, do competente Peter,etc, a ela hoje cabe a dor.

E depois ela, assim como eu, estará caminhando rumo ao Penta, mantendo o espírito crítico, mas entendendo o que o Flu é hoje e que há pouco mais de dez anos estávamos saindo do inferno para que hoje reclamemos que a porta do céu ainda não esteja aberta, embora já estejamos na ante-sala do paraíso.

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