O Futebol e o Popular

A situação econômica aqui de casa tá tão ruim que a gente só entra na classificação do IBGE pela área de serviço, e isso se a classe C não desconfiar.

Ultimamente a gente tá tendo inveja do pobre, ao 300397menos o pobre tem o que comer, mas a gente segue se virando porque nóis não é quadrado, é redondo.

Não existe nenhuma pretensão de desqualificar a classe c ou o pobre aqui, nenhuma mesmo, a gente acha bacana o fudido ter um alento, mesmo que seja mezzo mutreta e mezzo mussarela, mas é louvável que existam menos pessoas fudidas, ao menos alguém não tá tão fudido quanto a gente aqui em casa.

Enquanto não ampliam o bolsa-fudido pra fudidos não cadastrados a  gente vai tentando se alegrar no futebol, o que nem sempre é uma boa escolha.

Futebol é coisa séria, nunca alienou ninguém e tá aí pra isso, pra que a gente perca a cabeça e xingue o juiz.

O Futebol é aquele elemento desimportante do cotidiano do cerumano como gente que imbui todo mundo do espírito-de-porco atávico inerente ao humano como ente. Ou seja, no futebol todo mundo é um pouco filho da puta, xenófobo, mal caráter e huno.

Futebol faz coroinha evocar o capeta pra fustigar o Papa, se o time do Papa estiver vencendo o do coroinha. Futebol faria a Madre Teresa de Calcutá mandar São Francisco à merda. Gandhi só foi Gandhi porque jogava cricket.

No Futebol os Hunos corariam e pediriam pra sair.

Em dias de rodada vemos o moderado do partido de esquerda chamando o juiz pra porrada. Em pelada monge tibetano dá voadora, aliás tá pra nascer time pra bater mais que time de seminário.

O Futebol não perdoa ninguém, por isso ele é popular, pois é do popular a brutalidade do dia a dia.

O Popular em geral mastiga gilete e acha chiclete coisa de fresco, é do jogo das explorações cotidianas, de duas horas no busão, de ver seus últimos vinte contos virarem dois porque tem de comer, né?

O Popular acha que zagueiro clássico só pode estar de sacanagem. Pra defender o seu, o popular bica pra cima, chuta o adversário e dá na cara do  juiz, porque o Zagueiro clássico quer fazer flozô na área com essa tal de técnica que não funfa na hora de pagar o mercado?

Eu como torcedor tricolor não consigo achar errado o Popular, não pela tradição popular do Fluminense, mas pela grossura média de suas históricas equipes mesmos. nós tricolores somos antes de tudo amantes do violento esporte bretão à la inglesa, somos clássicos e isso em futebol significa grossos.

Por isso o Popular tá prenhe de razão em agir como um huno enfurecido quando relacionado ao futebol. Claro que não querendo quebrar tudo e matar uns aos outros, isso a gente entende em quebras-quebras e embates com exército ou polícia querendo reprimir manifestações legítimas, mas como amantes do futebol viril e sem frescuragem.

Matar uns aos outros porque torcem pra times diferentes é bestagem e  das altas.

O popular que enfrenta o busão deveria ser consultado pelo técnico do seu time pra entender como são as coisas. O Futebol seria melhor, aliás se os governos consultasse menos o Eike e mais o popular também seria uma coisa boa, mas ai já é utopia.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s