A Democracia do Jerônimo e a Caixinha de Ferramentas de surpresa

_48296155_jerome_valckeO futebol é uma caixinha de ferramentas de surpresas.

Inclusive na visão dos zagueiros médios futebol mesmo é o futebol-arte, pena que pra maioria dos zagueiros arte é cubismo ou instalação e por isso a busca de transformar o Neymar e o Messi em instalações movidas a ângulos retos.

Todo zagueiro é um pouco Picasso.

imagesA queda do futebol bailarino do Barcelona não é a morte do cisne da beleza, é o massacre da serra elétrica de uma beleza anódina, asséptica. E olha que os Alemão ainda foram elegantes na entubada que deram em Real e Barça.

Futebol é assim mesmo e vice-versa, já diria Jardel.

No Brasil ontem o elemento surpresa do jogo da Seleção Brasileira contra o Chile foi a surpreendente cara de pau do Galvão de dizer que BH não tem trânsito. Não deve ter é tráfego aéreo, porque duvido que ele tenha ido ao Mineirão de carro.

Jack-In-The-BoxNo fim das contas os teatros-arena da chateação coxinha chamados Estádios para a Copa só dão uma coisa na gente que frequentou-os: Tristeza. Chamar de piada o que fizeram com Maracanã e Mineirão só funciona se a tal piada for do Gentilli.

O futebol é uma FIFA de surpresas.

Aliás o Jerônimo Vaca da FIFA (Não sie escrever o nome dele no Francês) disse que a democracia atrapalha a Copa, sendo sincero de novo.

3E só errou, ou quis ser engraçado, de chamar o que tá rolando no Brasil de democracia, porque olha…. se isso é democracia eu tenho mais medo ainda da ditadura.

Mas ele disse que foi mal interpretado, pela quinta vez, tem de ter aula de exposição o Jerônimo, ou fechar mais a boca.

O Futebol e o Popular

A situação econômica aqui de casa tá tão ruim que a gente só entra na classificação do IBGE pela área de serviço, e isso se a classe C não desconfiar.

Ultimamente a gente tá tendo inveja do pobre, ao 300397menos o pobre tem o que comer, mas a gente segue se virando porque nóis não é quadrado, é redondo.

Não existe nenhuma pretensão de desqualificar a classe c ou o pobre aqui, nenhuma mesmo, a gente acha bacana o fudido ter um alento, mesmo que seja mezzo mutreta e mezzo mussarela, mas é louvável que existam menos pessoas fudidas, ao menos alguém não tá tão fudido quanto a gente aqui em casa.

Enquanto não ampliam o bolsa-fudido pra fudidos não cadastrados a  gente vai tentando se alegrar no futebol, o que nem sempre é uma boa escolha.

Futebol é coisa séria, nunca alienou ninguém e tá aí pra isso, pra que a gente perca a cabeça e xingue o juiz.

O Futebol é aquele elemento desimportante do cotidiano do cerumano como gente que imbui todo mundo do espírito-de-porco atávico inerente ao humano como ente. Ou seja, no futebol todo mundo é um pouco filho da puta, xenófobo, mal caráter e huno.

Futebol faz coroinha evocar o capeta pra fustigar o Papa, se o time do Papa estiver vencendo o do coroinha. Futebol faria a Madre Teresa de Calcutá mandar São Francisco à merda. Gandhi só foi Gandhi porque jogava cricket.

No Futebol os Hunos corariam e pediriam pra sair.

Em dias de rodada vemos o moderado do partido de esquerda chamando o juiz pra porrada. Em pelada monge tibetano dá voadora, aliás tá pra nascer time pra bater mais que time de seminário.

O Futebol não perdoa ninguém, por isso ele é popular, pois é do popular a brutalidade do dia a dia.

O Popular em geral mastiga gilete e acha chiclete coisa de fresco, é do jogo das explorações cotidianas, de duas horas no busão, de ver seus últimos vinte contos virarem dois porque tem de comer, né?

O Popular acha que zagueiro clássico só pode estar de sacanagem. Pra defender o seu, o popular bica pra cima, chuta o adversário e dá na cara do  juiz, porque o Zagueiro clássico quer fazer flozô na área com essa tal de técnica que não funfa na hora de pagar o mercado?

Eu como torcedor tricolor não consigo achar errado o Popular, não pela tradição popular do Fluminense, mas pela grossura média de suas históricas equipes mesmos. nós tricolores somos antes de tudo amantes do violento esporte bretão à la inglesa, somos clássicos e isso em futebol significa grossos.

Por isso o Popular tá prenhe de razão em agir como um huno enfurecido quando relacionado ao futebol. Claro que não querendo quebrar tudo e matar uns aos outros, isso a gente entende em quebras-quebras e embates com exército ou polícia querendo reprimir manifestações legítimas, mas como amantes do futebol viril e sem frescuragem.

Matar uns aos outros porque torcem pra times diferentes é bestagem e  das altas.

O popular que enfrenta o busão deveria ser consultado pelo técnico do seu time pra entender como são as coisas. O Futebol seria melhor, aliás se os governos consultasse menos o Eike e mais o popular também seria uma coisa boa, mas ai já é utopia.

Humor or not humor this is the question

imagesO humorismo é o desastre transformado em chiste. É como um trem invadindo uma estação, só que com nariz de palhaço.
É uma espécie de filosofia feita por padeiros ou o mercado automotivo gerenciado por micos de circo. Isso é o humorismo, uma espécie de caos controlado sublimado por um camelo desenhado que torna-se vivo e entra no buraco vendido pelas indústrias ACME.
O humorismo não precisa fazer sentido, não precisa fazer sons saírem de seus ouvidos rumo a uma inspiração, ele precisa tornar o sério ridículo, o sagrado profano, o solene em patético.
O humor é como a batina do padre levantada por uma lufada de vento revelando cintas ligas e sapato alto.
images2A função primeva do humorismo não é fazer rir pela graça, mas pelo grotesco. E a confusão que fazem do grotesco com exposição de anão é que o grotesco não tem nada a ver necessariamente com o nitidamente deformado, mas com o que é deformado na normalidade.
O humor inglês é danado pra usar o lorde clássico como exemplo do ridículo, ou a senhora de idade “fofinha” como exemplo do ridículo e é um exemplo clássico que o humor não é fazer gracinha, mas demolir solenidades.
Muita gente acha humor dizer que todo viado é surdo, eu já acho que humor é saber que nem todo viado é surdo, mas também saber que quem acha engraçado dizer que todo viado é surdo é antes de tudo um babaca.
images4Humor não tem a ver com rir necessariamente, mas com incomodar, só que o incômodo da sustentação do status quo é o choque da violência que o status quo precisa para se manter, o incômodo do humor é antes de mais nada o incômodo do desequilíbrio ao descer a escada.
Humorismo é assim, uma espécie de Papa usando pé de pato e assoviando o hino do Flamengo no meio da missa do Galo, é como  a presidente da República se assumindo Argentina e largando tudo pra lá porque resolveu encenar Cats na Broadway, é como o Malafaia se assumindo Gay e carnavalesco e assumindo o carnaval da Unidos da Tijuca.,
Humor que não sacode as estruturas não é humor, é gracinha. E gracinha qualquer cunhado faz. Todo Poodle faz gracinha. Humor é outra história.